sexta-feira, março 31, 2006

Melhorei.

Estou melhor... As minhas crises existenciais, graças a Deus, passam rápido. E, para melhorar, ainda vi esse filme:

http://www.lifemotion.com.br/coracao/

Obrigado, Debinha.

quinta-feira, março 30, 2006

Situações...

Situações nesta vida me fazem sentir
Que não não sou forte a ponto de até resistir
Nesse terríveis momentos
Os maus pensamentos me querem levar
A um extremo de vida
Que meu equlibrio se deixa enganar.

Instantes que se prolongam
Tentando mudar
Tudo que já se fez de novo
Pois Cristo mudou.

Tentando hoje trazer
O que eu tento esquecer.
Sou vencedor
E niguém poderá me deter!

Pois eu sei que jamais eu provado serei
Além do que eu possa suportar.
E se ainda eu cair e pensar que é o fim
Jesus me ergue e segue junto a mim!

Jesus me ergue e segue, sim.
Jesus me ergue e segue, sim.
Jesus me ergue e segue junto a mim.

Composição: Paulo Cezar

(Às vezes parece que não vou suportar e, tal qual Jesus, penso: "Deus meu, Deus meu, porque me abandonaste?".
"Ainda bem que em meio as minhas trevas vejo a luz / Nessas horas mais difíceis sinto Cristo / Enxugando o rosto e motivando-me outra vez / A seguir em frente sem olhar para trás".)

domingo, março 26, 2006

Sobre meu pai...


É engraçado como, ao passar os anos, a gente enxerga fatos do passado de maneira diferente. Digo isso por que hoje, aos 28 anos, enxergo atitudes do meu pai como benéficas para mim.
Dizem que quando eu era criança, tinha medo de meu pai. Isso porque ele trabalhava em outra cidade e passava muito tempo fora de casa e, ao chegar, ao contrário dos meus irmãos, eu me isolava dele. Não sei o porquê, pois eu era muito pequeno e não me lembro, mas quando eu acostumava com a sua presença, ele novamente viajava.
Lembro-me do primeiro grande contato com ele quando fui para São Paulo e Rio de Janeiro e, após quase dois dias dentro de um ônibus, conversamos sobre coisas diversas. Isso era no início de minha adloescência e meu pai, durante essa fase, já estava mais presente em casa. Não concordava com muitas atitudes suas. Ele me proibia de beber, de ir para festas, de ficar na rua até alta madrugada e isso me irritava. Tinha inveja de muitos amigos que tinham essa total liberdade e perguntava-me porque meu pai não era assim.
Hoje entendo muita coisa:
1 - meu pai não estava em casa pois, se estivesse, não teria condição de me proporcionar muitas coisas as quais adiquiri. Ele estava longe fisicamente, mas estava com o coração perto da família. Estava fazendo aquilo porque queria o melhor para aquela mulher que ele tanto ama e para os seus filhos que eram a perpetuação da sua espécie;
2 - ele tem um conjunto de valores que não concordava. Para mim, hoje, vejo que esses valores são importantes. Tanta liberdade só serviu para deixar muitos de meus amigos perdidos na vida.
3 - ele é meu pai. E, independente de qualquer coisa, tudo o que fez foi por amor à família. Foi por nos amar. Foi por querer para nós o melhor do mundo.

Te amo, meu pai.

sexta-feira, março 24, 2006

Onde estão?

Fecho os olhos
Peço para Deus
Que possa atender
Esses versos e prosa
Que eu deixei
E eu não sei
Se irão
Tocá-lo em servidão

Abro a porta
Olho para o céu
Será que já choveu?
No jardim essas rosas
Que eu plantei
E eu não sei
Se estão
Mortas ou em botão

E eu me perguntei:
Onde estão
Todas as crianças
Todas as pessoas
ue eu já chamei
Que eu procurei aqui
E que eu tanto amei?
Onde estão meus irmãos?
Onde estão?

Abro os braços
Tanta emoção
Quando eu irei te ver?
No jardim, essas rosas
Que eu plantei
Mas eu não sei
Se irão
Abrir esses botões

Fecho os olhos
Peço para Deus
Que tente entender
Esses versos e prosa
Que eu não sei
Se eu deixei
Em vão
Tocar a imensidão

E eu me perguntei:
Onde estão
Todas as crianças
Todas as pessoas
Que eu já chamei
Que eu procurei aqui
E que eu tanto amei?
Onde estão meus irmãos?
Onde estão?

(Samuel Rosa / Nando Reis)

Quando eu vim de férias, em janeiro de 2005, eu vim ouvindo essa música e chorando.

quinta-feira, março 23, 2006

Meu momento atual

Te ver


Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável, é dor incrível

É como mergulhar num rio e não se molhar
É como não morrer de frio no gelo polar
É ter o estômago vazio e não almoçar
É ver o céu se abrir no estio e não se animar

Te ver e não te quererÉ improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável, é dor incrível

É como esperar o prato e não salivar
Sentir apertar o sapato e não descalçar
É ver alguém feliz de fato sem alguém pra amar
É como procurar no mato estrela do mar

Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável, é dor incrível

É como não sentir calor em Cuiabá
Ou como no Arpoador não ver o mar
É como não morrer de raiva com a política
Ignorar que a tarde vai vadia e mitica

É como ver televisão e não dormir
Ver um bichano pelo chão e não sorrir
É como não provar o nectar de um lindo amor
Depois que o coração detecta a mais fina flor

Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável, é dor incrível

(Samuel Rosa / Lelo Zanetti / Chico Amaral)


Para aquela que é impossível ver e não querer...

quarta-feira, março 22, 2006

Tô de saco cheio...

Tô de saco cheio. Não aguento mais trabalhar do jeito que eu estou trabalhando. Faltam condições e sobram cobranças absurdas. Preciso mudar de vida...

sábado, março 18, 2006

Sobre minha irmã...


É engraçado como as tragédias unem as pessoas. Lembro-me exatamente do dia mais trite de minha vida, o dia em que Deus levou o meu irmão, e de como aquilo afetou mninha vida para sempre. Mas o que mais modificou foi a união da família e em especial, para mim, foi a união com minha irmã, Janice.
Não me lembro, na infância e início de adolescência, de nenhum momento de carinho entre nós. Brigávamos o tempo todo, por qualquer coisa, em qualquer lugar. Parecíamos dois estranhos que disseram que eram irmãos. Várias vezes disse que a odiava e várias vezes ouvi o mesmo. Parecia que a paz estava bem longe de existir entre nós.
Porém, depois que meu irmão partiu, tudo se modificou. Ficamos mais e mais unidos. Parece que percebemos o quanto éramos tolos e o quanto cada irmão é importante. Buscamos, a cada minuto, estarmos mais unidos e mais juntos. Procuramos nos abraçar mais e mais. E a cada momento, tentamos mostrar o quanto nos amamos.
Te amo, minha irmã do coração.

quinta-feira, março 16, 2006

O mundo tá muito bagunçado

Uma pessoa chamou-me hoje para ir até a casa dela após o trabalho. Perguntei o por quê e ela disse, sem pestanejar, "para a gente conversar e depois transar". Fiquei envergonhado. Não sabia onde enfiar a cara. Disse que iria, mas não fui. Por vários motivos, sendo um deles o profissional, já que envolver-se com uma subordinada não é nada recomendável. O outro seria o da moral, já que transformar-me em objeto (e daí a inversão de valores) de uma mulher tão fácil não me atraiu.
Acho que o mundo está muito bagunçado. As pessoas estão perdendo a noção de valor e de moral. Ela mora com a irmã e o irmão e mesmo assim eu, um estranho para eles, iria dormir na casa dela. As pessoas estão esquecendo da química que deve existir entre as pessoas. O sexo é parte fundamental de um relacionamento, mas daí começar um relacionamento pelo sexo é começar da maneira errada. É morrer no sexo. Ou, como ela mesmo disse, é conversar e depois transar, para depois, se foi bom, talvez repetir a dose.
Não estou aqui bancando o retrógrado. Faço parte dessa bagunça, aproveito ao máximo, mas hoje meu senso moralista está à flor da pele. Rejeitei o convite por que sei que amanhã ele poderá e será refeito. Não quero dizer que sou um astro de cinema que tem todas as mulheres aos seus pés, mas quando se é gerente, as pessoas te olham diferente.
Mas porque estou escrevendo sobre isso? Sinceramente não sei. Mas que o mundo está bagunçado, a isso está. Onde é que isso vai dar? Não sei. Ou melhor, sei. Com certeza, na próxima oportunidade, meu senso moralista já terá desaparecido, já que ele raramente aparece e dura pouco tempo.Aí será a vez de aproveitar a bagunça na qual estou inserido. Afinal, vim à Terra a passeio e tenho que aproveitar a vida ao máximo.

sábado, março 11, 2006

Vou-me embora pra Cipó


Vou-me Embora pra Pasárgada
Manuel Bandeira

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

Texto extraído do livro "Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90

quarta-feira, março 08, 2006

Voltei ao normal


Já são quase 01 da madrugada. Estamos todos cansados, após um dia de trabalho, uma semanal. O rapaz da MAM já está começando a fazer detetização na loja e o fedor de veneno já começa a ficar forte. Mas tenho que aguardar o Mc ser todo detetizado. O Plínio fala que já vai embora e o dispenso, pedindo a um funcioário fechar a porta, pois estou borrifando os esfregões. Ao abrir a porta, ele me chama. Lembro-me que era o último dia de trabalho dele no Mc ACC. Vou ao seu encontro e dou-lhe um forte abraço, desejando-lhe toda a sorte do mundo. Ele abraça-me e, por mais de uma vez, diz:
- Obrigado, obrigado por tudo. Valeu! Valeu mesmo!
Fico emocionado com essas palavras. Fico também muito feliz pelo reconhecimento. Abraço-o mais uma vez, falo que meus objetivos no Mc estavam concluídos: ver Loilson e ele promovidos e nos despedimos.
Fico pensando naquele momento e alegra-me a alma. Eu, que andava meio triste, achando-me sem importância no mundo, percebo que sou importante. Afinal, ajudei recentemente duas grandes pessoas. Não só isso, mas, após esse momento, penso nesses dois anos de ACC e faço um balanço: 11 All stars em 2004 e 08 em 2005; Loander (esse eu criei) e Jimmy (filho do Plínio) promovidos à Coordenadores; Lucilene, promovida a Administrativa; Loilson, promovido a Instrutor e, agora, treinando para coordenador; e, por fim, o Plínio, que chegou na loja "queimado", após o "treinamento" na Doze de Outubro e que agora está indo treinar para Gerente.
Pensando bem, eu sou foda. Sou muito bom... É, estou voltando ao normal. O meu pedantismo está de volta.

terça-feira, março 07, 2006

Sobre o amor...

"Um homem também chora, menina morena.
Também deseja colo, palavras amenas.
Precisam de carinho,
Precisam de ternura,
Precisam de um abraço
Da própria candura..."

(Gonzaguinha)


Estou muito preocupado com um grande amigo, que aqui chamarei de Mário. Ele ligou-me muito triste. Parecia outra pessoa que eu tinha conhecido há quase uma década. O motivo: o amor. A namorada dele terminou com ele e ouvi, de sua boca, palavras que jamais pensei ter ouvido. Pois é, depois de ver o Bruno transformado, agora o vejo também.
Mas, diferentemente do atual momento do Bruno, ele está muito triste. Aliás, arrasado. Está sentindo-se um nada, um lixo, um desprezado, um ... Ouvindo isso, passei a pensar na força do amor. O amor, que traz felicidade, também pode trazer uma tristeza incrível. Tem coisa pior que amar e não ser correspondido? Eu mesmo já amei e não fui correspondido. No início, é uma dor incrível; com o tempo vai dimunuindo, até tornar-se numa lembrança ora agradável de uma pessoa que você amou, ora cheia de mágoas de uma pessoa que não te amou.
Mas, o melhor de tudo, é que essa dor passa. E, com certeza, meu amigo, isso passará. Queria muito estar ao seu lado para te dar uma força numa mesa de bar (a santa cerveja que tudo cura), mas infelizmente não estou. Vai aqui um abraço à distância.
Força, que você vai conseguir superar essa fase!

quarta-feira, março 01, 2006

Eu quero minha mãe...


Tive um dia estressante. Mais do que nunca, queria minha mãe. Queria não apenas estar ao lado dela, mas nos seus braços. Sabe aquela vontade que dá de voltar a ser criança e ficar amparado quando você apanha do seu irmão mais velho, ou cai andando de bicicleta? Pois é: é com essa vontade que eu estou.
É engraçado com é estranho crescer e lembrar da infância. Ficam vários flashes, avivados pelas conversas dos irmãos mais velhos ou de alguma tia. Memórias que, às vezes, de tanto ouví-las, parecem que aconteceram exatamente daquele jeito e que é fruto puro de sua memória.
Lembro-me pouco da minha infância. A lembrança mais antiga é a de passando pela cerca de madeira que separava minha casa e a da vizinha (D. Alzira) pela última vez, pois estariam construindo um muro. Essa imagem disputa com um momento em que eu estava de conjuntivite e era levado por minha irmã (acho que Meire), para ir ao banheiro e eu, de pura teima, abria o olho e via a casa em construção.
As demais lembranças são mais concretas: ensinando Léo (Arlete), Nena e Cinira a andar de bicicleta; jogando bola na rua porque eu era o dono da bola; brincando de baleado e rouba-bandeira; enchendo o saco de Joelma até ela ir para casa chorando; de Dona Marlene chamando Márcio para casa; de acompanhar Januy jogando bola; da alegria de ver meu irmão chegando de Recife; até chegar em minha separação de um amigo, Bruno, que foi morar longe de casa por um motivo desconhecido (depois soube que tinha sido a separação dos pais).
É incrível como é doce lembrar da infância. Faço questão de lembrar-me apenas das partes boas. Prefiro esquecer, nesse momento, das broncas e puxões de orelha da minha mãe; das brigas com meus irmãos (eu e Tinha nos odiávamos); da distância física de meu irmão mais velho (Janilson) e, posteriormente, de Januy após casamento. Prefiro lembrar dos meus amigos da igreja (Léo e Paulo); das peças que apresentávamos lá; de cantar no microfone (se eu pudesse eu voava ao encontro de Deus - Shirley); do dia em que Shirley Carvalhaes, cantora evangélica, esteve em Cipó; das festas na igreja (só para comer pipoca, cana) e das festas nos povoados.
Prefiro lembrar, principalmente o quanto eu era mimado por ser doente. Não que eu tenha saudade da bronquite e falta-de-ar, mas da atenção que eu tinha. Januy deixava-me assistir tv com ele escondido de meus pais; Célia dava-me banho e cuidava de mim; Mary contava estórias para me distrair; Nara sempre arrumava uma brincadeira que não precisasse fazer esforço físico; Tinha não brigava maais comigo (e isso já era suficiente para saber o quanto me amava, apesar de só descobrir anos depois, mas isso é uma outra história); e do meu pai, preocupado comigo, levando-me em Dr. Antonio e D. Anita de madrugada para tomar medicação e, após conseguir fazer-me sobreviver por mais um dia, olhar em meus olhos, abraçar-me, novamente olhar para mim como se fosse a última vez, beijar-me e dar boa noite, para, no meio da madrugada, conferir se eu estava bem.
Tenho saudades de tudo. Principalmente da imagem de minha mãe, mulher forte cuidando de sete filhos pois meu pai passava muito tempo trabalhando. Lembro-me, mais ainda, de estar deitado em seu colo por vários momentos, por várias situações. Porém, a imagem mais forte de minha mãe é do dia em que abri o olho após a maior crise de asma que já tive e a vi chorando e orando, enquanto Sandra (de Zinho) alisava minha cabeça enquanto orava. Essa imagem só disputa com o primeiro momento dos dias mais trites de nossa vida (o dia em que meu irmão nos deixou). Mas, como foi muito triste, nesse momento não faço questão de lembrar-me desse dia.
E é desse carinho e desse mimo que sinto falta. É uma vontade de voltar no tempo, voltando a ser criança, brincando sem compromisso nenhum com a vida, aproveitando o que a vida tem de melhor: vários amigos, um motivo para brincar e se sujar, comer e voltar a brincar.

terça-feira, fevereiro 28, 2006

E se "os ricos também choram"...

É incrível como as pessoas mudam ao estarem apaixonadas. Começam a ter atitudes diferentes e a defender tudo aquilo que antes recriminavam. Sabe aqueles apelidos ridículos, aquele grude, aquele domínio por que se quer deixar ser dominado, e tantas outras coisas que antes eram vistas como impossíveis de se imaginar fazendo, começam a acontecer. Pois é, se "os ricos também choram", "os brutos também amam".
Estou falando sobre isso porque hoje eu conheci uma pessoa nova. Conheci um grande-velho amigo de uma maneira que eu nunca tinha visto. Um amigo apaixonado. Melhor, um amigo amando. Pois é, o diamante bruto encontrou sua peça para lapidá-lo.
Era evidente o seu nervosismo e o entusiasmo ao apresentar-me para ela, a fim de que eu desse um parecer (como se eu não aprovasse, fosse mudar o seu sentimento). Felizmente aprovei. Do pouco que conheci da Tati, aprovei a união. Me pareceu, acima de tudo, uma pessoa pura de coração e de princípios, e isso já é suficiente para deixar-me tranquilizado, pois sei que o Bruno também tem essas qualidades.
No domingo terei a oportunidade de conversar um pouco mais com ela. Vou almoçar na casa do Bruno e, de quebra, conhecerei a família dele. Bendita seja Tati, pelo menos ela serviu para uma coisa, ou melhor, três: fazer o Bruno pagar uma dívida antiga (o almoço), fazer com que eu não tenha que controlar a sua SAF e, acima de tudo, por fazer do meu amigo um bobo alegre apaixonado de dar inveja.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

I don´t want to stay here....

"I don´t want to stay here, I want to go back to Bahia..." (Paulo Diniz)


E começa o Carnaval. E começa também o sofrimento. Tento fazer de conta que é mais um fim-de-semana normal, mas é impossível. Ligo a TV e, nos Jornais, destaque para os Carnavais no Brasil; acesso a net e o destaque nos portais é o Carnaval; compro um jornal e lá vem novamente o Carnaval; ligo o rádio e novamente este maldito tema. Sim, maldito. Não porque eu não goste. Muito pelo contrário: eu sou um apaixonado pela folia de Momo. Afinal de contas, nasci na Bahia e sei muito bem o que é a loucura dessa festa.
O Carnaval, juntamente com as festividades de fim-de-ano, é a época que mais me dá saudades de casa. Mas, diferentemente do Natal e Reveillon, no qual sinto falta da família, no Carnaval sinto mais falta dos meus amigos. Como eu queria estar na Bahia e desfrutar dos dois momentos: Salvador e Cipó. Primeiro, passar alguns dias em Salvador, curtindo a loucura das ruas lotadas de pessoas desconhecidas, acompanhando vários artistas conhecidos. Logo depois, ir para Cipó, onde muita gente conhecida acompanha vários artistas desconhecidos.
Sair de tarde, tomar uma cerveja, tomar banho de cascacta para curar a ressaca, comer um acarajé para disfarçar o bafo de álcool, voltar para casa, tomar um banho, tomar um café reforçado para aguentar uma noite de festa até às 06, 07, 08 da manhã e chegar em casa morto de bêbado e cansaço, para acordar no outro dia e tudo recomeçar.
Como sinto falta da minha terra. Como queria estar com meus amigos. Como é legal, após a festa, tomar a "saideira" em qualquer boteco aberto, comentando o que aconteceu na festa (a fofoca é o que alimenta a alma). Como é gostoso chegar numa festa e saber que você nunca estará sozinha. Como é bom sair nos Blocos de Cipó (salve os Filhos dos Peixuxas). Como é bom estar em Cipó. Como eu queria estar lá.
Mas, infelizmente, estou em São Paulo. Não posso realizar esse desejo. Só me resta a saudade de Carnavais passados, a vontade de estar lá e a esperança de, no próximo ano, estar de férias na Bahia.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

O maior espetáculo da terra


É incrível, mas aconteceu: fui ao show do U2, algo que só posso definir como "O maior espetáculo da terra". Foi uma maratona rficar na posição em que eu fiquei, com apenas 03 pessoas em minha frente, na área de pista. Chegamos ao Morumbi eu, Fernada, Paula, Janilson, Fabiana e Janei, por volta das 15:00, aguardando até o show começar, às 21:37. Um esforço que, após duas horas e dezessete minutos de puro êxtase, valeu a pena.
Lembro-me a primeira vez que parei para realmente ouvir o U2. Estava com Marcelo, na casa dele, e ele mostrou-me aquilo que, para ele, "é o melhor cd, da melhor banda de rock do mundo". Ouvir músicas como "Lemon", "Stay", "Numb", para mim, que sempre preferi ouvir música 100% nacional, tendo um verdadeiro preconceito contra a música estrangeira, foi algo diferente e surpreendente. Meses depois ele emprestou-me um cd (já que Zooropa ele não emprestava), All that you can´t leave behind, e foi "amor à primeira ouvida". A partir daí começou minha paixão por essa banda irlandesa. Comecei a entender o porque Solteiro e Rogério eram fãs desses caras.
Ainda não posso considerar-me um verdadeiro fã da banda, já que a obra deles é extensa e ainda conheço pouco. Mas ouvir o som do U2, com aquela batida inconfudível é algo arrepiante. Mais ainda quando você vê, bem de perto, esse qurteto irlandês. Ouvir "Miss Sarvejo", com todas aquelas luzes de celulares acesas, "Sometimes you can´t make it on your own", com aquela projeção de um homem caminhando sozinho e você se sentindo a única pessoa a estar ali, são momentos que ficarão para sempre na memória. Além, claro, de hinos, como "One", "With or without you", "Sunday, bloody, sunday" e "Where the streets have no name".
Obrigado, Marcelo, por ter mostrado-me o quanto esta banda é especial. Esse foi o motivo pelo qual repeti, várias vezes, que você deveria estar comigo. Não para provocar inveja, nem para parecer mais importante, mas porque eu queria compartilhar esse momento de felicidade com um grande amigo e um grande fã dessa banda: você.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

...



Às vezes você tenta falar ou escrever sobre uma pessoa e não consegue. Nesses momentos, a solução é "tomar propriedade" das palavras de outro e usá-las. E é isso que eu gostaria de fazer para falar da Pâmela...

"Hoje eu precios te encontrar
De qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar pra casa
Depois de um dia normal.
Olhar teus olhos de promessas fáceis
Te beijar a boca
De um jeito que te faça rir.

Hoje eu preciso te abraçar
Sentir teu cheiro de roupa limpa
Pra esquecer dos meus anseios
E dormir em paz.

Hoje eu preciso ouvir
Qualquer palavra sua
Qualquer frase exagerada
Que me faça sentir alegria
Em estar vivo.

Hoje eu preciso tomar um café
Ouvindo você suspirar
Me dizendo que eu sou o causador da sua insônia
Que faço tudo errado sempre.

Hoje, preciso de você
Com qualquer humor,
Com qualquer sorriso.
Hoje só sua presença
Vai me dixar feliz.
Só Hoje... "

(Só Hoje - Fernando Mello)

Obs.: Ela odeia foto. Essa foi a única que consegui tirar. Estou tentando convencê-la a tirar uma melhor. Juro que ainda consigo...

sábado, fevereiro 18, 2006

E nasceu Rafel...


Acabei de ver as fotos de Rafael. É engraçado como todo recém-nascido é um feio-lindo. Principalmente se você tem alguma relação de afetividade com ele, ou com as pessoas que estão diretamente ligadas a ele. E, neste caso, estou ligado diretamente a Leonardo e Michele.
Os laços que nos unem é de uma amizade que ultrapassa as fronteiras da imaginação de muita gente, mas que está viva em nossas memórias. Tão vivas que sobreviverão por dias, meses, anos, séculos.... Fico feliz pelos frutos dessa união, já que tenho participação direta no início desse relacionamento.
Lembro do começo meio que "Eduardo e Mônica": Léo, meio inocente, com jeito bobão, e Michele, toda moderninha, meio que atirada... Dois mundos tão diferentes que acharam um ponto de convergência: os laços de afetividade que rapidamente se transformaram em laços de amor. Tão fortes que a vontade de todos eram vê-los tendo pelo menos uma discussãozinha besta de casal. Pois, como dizia Leandro:
- Esses dois são um saco. Não brigam por nada. É tão bom meter o dedo no relacionamento alheio.
E ríamos todos dessa situação, felizes por vermos um relacionamento ter dado tão certo.
Hoje, mais do que nunca, lembrei-me dos nossos momentos juntos. Do barulho das pessoas conversando na casa de Léo; de Dona Ângela brigando com Seu Atônio porque, para variar, ele tinha passado da conta na bebida; de Leandro sendo tratado como bebê; de Dona Ninha, meio surda, passando de um lado para o outro como se não fizesse parte da paisagem; e, principalmente, de almoçar lá.
Ah! Como me dá saudades daquela sala de estudo que mais parecia uma sauna à tarde, com todos disputando um pouco de vento do ventilador; das interrupções de Seu Antônio; de Léo com aquele tic nervoso de ficar batendo a perna na mesa; da nossa revolta por estar estudando em pleno final-de-semana; e do desejo de que tudo aquilo acabasse o mais rápido possível.
Só que para a minha infelicidade isso acabou. Acabou e ficou muito mais distante, já que estou morando em São Paulo, muito longe de Feira de Santana. Esses fatos ficaram na lembrança e jamais se apagarão.
É por isso e por muito mais coisas que eu não canso de dizer: como eu queria estar aí. Como eu queria vê-los casando; como eu queria ver a cara de felicidade de todos no casamento e agora, ao nascer o fruto de um relacionamento tão lindo quanto o de vocês.
Estou com muita saudades. Espero vê-los em breve para, então, eu me emocionar ao ver o meu mais novo sobrinho.

"Saudade é ser, depois de ter".

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

O início...

Acabei de criar o meu blog. Ainda não me sinto à vontade para escrever. Ainda não sei o que dizer nesse momento. São tantas coisas que gostaria de registrar, do presente e do passado, que conseguiria passar horas e horas sentado em frente ao computador digitando mensagens intermináveis.
Mas deixe-me começar por aquilo que acho mais importante: minha família. Sou de uma família numerosa: além de meu pai e minha mãe, são ao todo 07 irmãos, sendo 03 homens e 04 mulheres. Hoje a família já se multiplicou: são 10 sobrinhos e mais uma Nêga linda, filha de minha sobrinha, que eu acho que o nome é sobinha-neta; além disso tem os cunhados (05), que, como reza a cartilha de um deles (Lúcio), "cunhado não é parente, é só de consideração". Já que estou falando de consideração, hoje tenho um "irmão branco", o Rick, que mora comigo (ops, comigo não, que é viadagem; mora na mesma casa que eu) há mais de três anos.
É interessante como a família é algo diferente. Aconteça o que acontecer, ela está sempre lá, seja para te dar apoio, para te xingar, para brincar.... Pais são sempre amorosos e estão dispostos a sempre enxergar o melhor dos filhos. Já irmão tende a ser um pouco mais frio, tentando analisar os erros e acertos, para orientar as pessoas que ama. Sobrinhos, como já são mais distantes ainda, tendem cada vez mais a enxergar as atitudes de maneira mais fria.
Mas seja o que for, é uma família. E todos os laços de amor que a une são muito fortes. Tão fortes que, mesmo km e km de distâncias de parte dela, continuam se fortalecendo.
Amo vocês todos.