Sinceramente estou cansado! Aliás, muito cansado! Fisica e mentalmente cansado!
Estou trabalhando demais, sem tempo para me dedicar a minha mulher e meu filho. E o pior é que parece que não tenho tempo suficiente para o trabalho. Também não tenho tempo para malhar.
Paralelo a tudo isso, estou cansado de me dedicar tanto ao trabalho e os resultados não sairem da maneira como gostaria. Além disso, estou vendo que tenho me dedicado a muitas pessoas que não correspondem.
Resumindo: Que merda!
Este blog já foi só meu, agora tem um outro dono: Matheus, meu pequeno, que vem para transformar esse coração duro num coração bobão, sentimental e chorão.
quinta-feira, novembro 25, 2010
domingo, novembro 14, 2010
Mudanças do Blog
Essas eram as descrições do meu Blog. Mudarei, assim como já mudei o lay-out, dando um ar mais infantil, uma vez que minha vida agora se chama Matheus.
Abertura
Ainda não sei o porquê de fazer um Blog, mas o estou fazendo. Isso nega todo o princípio de um diário, já que um diário é algo pessoal. Ter um Blog é expor para o mundo quem você realmente é e isso, a princípio, assusta. Mas já que comecei com essa ideia, vou seguir adiante. Aqui vou escrever sobre fatos recentes e sobre lembranças, tentando registrar momentos importantes da vida para que estes não se apaguem para sempre da memória.
Quem sou eu
Deixo tudo assim não me importo em ver a idade em mim, ouço o que convém. Eu gosto é do gasto. Sei do incômodo e ela tem razão quando vem dizer que eu preciso sim de todo o cuidado. E seu fosse o primeiro a voltar pra mudar o que eu fiz quem então agora eu seria? Tanto faz que o que não foi não é. Eu sei que ainda vou voltar... MAs eu quem será?
Deixo tudo assim, não me acanho em ver vadade em mim. Eu digo o que condiz. Eu gosto é do estrago. Sei do escândalo e eles têm razão quando vêm dizer que eu não sei medir nem tempo e nem medo. E seu for o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado? Ora, se não sou eu quem mais vai decidir o que é bom pra mim? Dispenso a previsão!
Ah, se o que eu sou é também o que eu escolhi ser aceito a condição.
Vou levando assim que o acaso é amigo do meu coração quando fala comigo, quando eu sei ouvir...
Abertura
Ainda não sei o porquê de fazer um Blog, mas o estou fazendo. Isso nega todo o princípio de um diário, já que um diário é algo pessoal. Ter um Blog é expor para o mundo quem você realmente é e isso, a princípio, assusta. Mas já que comecei com essa ideia, vou seguir adiante. Aqui vou escrever sobre fatos recentes e sobre lembranças, tentando registrar momentos importantes da vida para que estes não se apaguem para sempre da memória.
Quem sou eu
Deixo tudo assim não me importo em ver a idade em mim, ouço o que convém. Eu gosto é do gasto. Sei do incômodo e ela tem razão quando vem dizer que eu preciso sim de todo o cuidado. E seu fosse o primeiro a voltar pra mudar o que eu fiz quem então agora eu seria? Tanto faz que o que não foi não é. Eu sei que ainda vou voltar... MAs eu quem será?
Deixo tudo assim, não me acanho em ver vadade em mim. Eu digo o que condiz. Eu gosto é do estrago. Sei do escândalo e eles têm razão quando vêm dizer que eu não sei medir nem tempo e nem medo. E seu for o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado? Ora, se não sou eu quem mais vai decidir o que é bom pra mim? Dispenso a previsão!
Ah, se o que eu sou é também o que eu escolhi ser aceito a condição.
Vou levando assim que o acaso é amigo do meu coração quando fala comigo, quando eu sei ouvir...
Blog do Manoel virou Blog do Manoel e do Matheus
Tenho pensado se devo fazer um Blog só para o Matheus, falando das experiências de ser pai. Sinceramente acredito que um blog com títulos como "de pai para filho", "blog do paizão", etc., teriam um maior acesso, mas não estou aqui para chamar a atenção. Ok, poderia dividir com outros pais essa experiência, mas nesse momento acabaria por inutilizar esse blog, já que minha vida está intimamente ligada ao meu filho.
A cada dia venho lendo mais sobre como é ser pai, sobre as emoções, sobre a felicidade. Leio, me emociono, fico feliz. Tenho procurado também dicas de qual o papel do pai na gestação, o que devemos fazer neste momento tão delicado e importante da nossa vida. E, com base no que venho lendo e nos meus sentimentos, postarei aqui sobre essa nova fase de minha vida.
A cada dia venho lendo mais sobre como é ser pai, sobre as emoções, sobre a felicidade. Leio, me emociono, fico feliz. Tenho procurado também dicas de qual o papel do pai na gestação, o que devemos fazer neste momento tão delicado e importante da nossa vida. E, com base no que venho lendo e nos meus sentimentos, postarei aqui sobre essa nova fase de minha vida.
sábado, novembro 13, 2010
BAV - BAV - BAV - BAV
Bloqueio Atrioventricular: nunca um nome de doença ficou tão forte em minha cabeça. Já li tudo sobre esse problema na net, não consigo me concentrar em nada. Meu Deus, dai-me força. Opera um milagre em meu Matheus!
sábado, novembro 06, 2010
Sentimentos à flor da pele
E de repente um turbilhão de emoções no meu coração, que começaram nessa ordem:
1 - Perdi um grande amigo, uma pessoa mais do que especial;
2 - Dia de Finados e a saudade de meu irmão;
3 - Na ultrassonografia do meu bebê deu Bloqueio atrioventricular fetal. Não sabemos o que pode acontecer com ele, pode ser que medicação, via Cláudia, resolva ou então necessite de cirurgia e implantação de marcapasso quando do nascimento da criança.
Sinceramente não estou aguentando. Terça-feira passei o dia choroso e quinta chorei por 3 horas consecutivas, desaguando todas as lágrimas que eu achava que haviam acabado.
Preciso de força, preciso me apegar mais a Deus para vencer mais essa batalha.
1 - Perdi um grande amigo, uma pessoa mais do que especial;
2 - Dia de Finados e a saudade de meu irmão;
3 - Na ultrassonografia do meu bebê deu Bloqueio atrioventricular fetal. Não sabemos o que pode acontecer com ele, pode ser que medicação, via Cláudia, resolva ou então necessite de cirurgia e implantação de marcapasso quando do nascimento da criança.
Sinceramente não estou aguentando. Terça-feira passei o dia choroso e quinta chorei por 3 horas consecutivas, desaguando todas as lágrimas que eu achava que haviam acabado.
Preciso de força, preciso me apegar mais a Deus para vencer mais essa batalha.
quinta-feira, novembro 04, 2010
quarta-feira, novembro 03, 2010
Sobre as mudanças da vida: ser pai
A coisa mais importante na vida de um menino, é seu pai. A melhor coisa que há. Você faz o que ele manda, você faz o que ele faz... (da série The Wonder Years)
Vou ser pai. Minha esposa está de 5 meses e já sinto as dores e delícias dessa nova fase da vida. Quando descobri, não me cabia de alegria; ao vê-lo pela primeira vez, na ultrassom, não me contive e chorei demais; ao senti-lo mexendo, parecia um bobo; e agora, ao descobrir que ele está doente, me desesperei.
Já são duas noites sem dormir nessa agonia. Na segunda, 01/11, fomos fazer ultrassonografia e a médica disse que os batimentos cardíacos dele estavam muito baixos e pediu que retornássemos na terça-feira. Não bastasse a tristeza do Dia de finados, veio a notícia: ele está com uma veia do coraçãozinho que não está bombeando sangue como deveria, por isso a frequência está baixa. Fomos à obstetra hoje, 03/11, que nos indicou um especialista fetal, além de solicitar um ecocardiograma fetal.
E no meio de toda essa agonia, após falar com Marcelo, meu pai e Bruno, liguei para a minha mãe que me disse: "você é igualzinho ao seu pai, se preocupa demais. Quando eu estava grávida, era assim mesmo; quando vocês nasceram e adoeciam, ele não dormia. Vai dar tudo certo".
Após ouvir essas palavras de minha mãe, pensei muito em meu pai e encontrei a frase acima que reproduzi. Quando eu era criança, achava o meu pai o máximo: queria saber o que ele sabia, fazer as coisas que ele fazia, ter as atitudes que ele tinha. Aí veio a adolescência e, na fase da revolta, algumas coisas que você via como brilhantes deixam de ser. Não entendia muitas atitudes do meu velho e, por um momento, meu super-herói já não era tão super. Aí vem a fase adulta, em que você percebe o quanto você foi brilhante e o quanto você foi idiota. E agora, que serei pai, mais do que nunca percebo o quanto aquele cara foi brilhante; o quanto ele se dedicou; o quanto ele quiz o melhor para mim; o quanto ele quiz que eu fosse feliz; e o quanto eu fui feliz ao lado dele. Espero que eu consiga inspirar meu filho o quanto ele me inspirou.
Vou ser pai. Minha esposa está de 5 meses e já sinto as dores e delícias dessa nova fase da vida. Quando descobri, não me cabia de alegria; ao vê-lo pela primeira vez, na ultrassom, não me contive e chorei demais; ao senti-lo mexendo, parecia um bobo; e agora, ao descobrir que ele está doente, me desesperei.
Já são duas noites sem dormir nessa agonia. Na segunda, 01/11, fomos fazer ultrassonografia e a médica disse que os batimentos cardíacos dele estavam muito baixos e pediu que retornássemos na terça-feira. Não bastasse a tristeza do Dia de finados, veio a notícia: ele está com uma veia do coraçãozinho que não está bombeando sangue como deveria, por isso a frequência está baixa. Fomos à obstetra hoje, 03/11, que nos indicou um especialista fetal, além de solicitar um ecocardiograma fetal.
E no meio de toda essa agonia, após falar com Marcelo, meu pai e Bruno, liguei para a minha mãe que me disse: "você é igualzinho ao seu pai, se preocupa demais. Quando eu estava grávida, era assim mesmo; quando vocês nasceram e adoeciam, ele não dormia. Vai dar tudo certo".
Após ouvir essas palavras de minha mãe, pensei muito em meu pai e encontrei a frase acima que reproduzi. Quando eu era criança, achava o meu pai o máximo: queria saber o que ele sabia, fazer as coisas que ele fazia, ter as atitudes que ele tinha. Aí veio a adolescência e, na fase da revolta, algumas coisas que você via como brilhantes deixam de ser. Não entendia muitas atitudes do meu velho e, por um momento, meu super-herói já não era tão super. Aí vem a fase adulta, em que você percebe o quanto você foi brilhante e o quanto você foi idiota. E agora, que serei pai, mais do que nunca percebo o quanto aquele cara foi brilhante; o quanto ele se dedicou; o quanto ele quiz o melhor para mim; o quanto ele quiz que eu fosse feliz; e o quanto eu fui feliz ao lado dele. Espero que eu consiga inspirar meu filho o quanto ele me inspirou.
terça-feira, novembro 02, 2010
Há mais de dois anos que não posto... Perdi o hábito de escrever textos mais longos. Primeiro por falta de tempo pois casar não é só sexo, é estar ao lado, acompanhar, dar carinho, atenção, dedicação, etc. Segundo porque tenho trabalhado muito: no início de 2009 fui transferido para Itaquera e agora estou mais próximo de casa mas, como fui promovido, minha responsabilidade aumentou de maneira geométrica.
Dizem que os filhos mudam as pessoas e Matheus segue a regra: ainda está na barrig
a da mãe (5 meses) e já me transformou num sentimental chorão. Não consigo imaginar minha vida sem ele, me emociono a cada ultrassonografia, penso em dar o melhor de mim para que ele tenha o melhor para si, já pensei em mudar de cidade para que ele tenha uma melhor qualidade de vida, mas penso em ficar em São Paulo pois aqui teremos mais recursos médicos caso haja algum problema de saúde...
a da mãe (5 meses) e já me transformou num sentimental chorão. Não consigo imaginar minha vida sem ele, me emociono a cada ultrassonografia, penso em dar o melhor de mim para que ele tenha o melhor para si, já pensei em mudar de cidade para que ele tenha uma melhor qualidade de vida, mas penso em ficar em São Paulo pois aqui teremos mais recursos médicos caso haja algum problema de saúde...Pois é, em menos de 3 anos, duas grandes mudanças: primeiro deixei minha vida boêmio para me dedicar a mulher que amo e agora divido esse amor com o Matheus.
terça-feira, junho 10, 2008
Casei
Foi no dia 12 de abril, na casa de meus pais, o dia mais importante da minha vida! Casei com a mulher que tanto amei e que relutava em assumir.
Cheguei na Bahia no dia 10/04, às 16:00 e minha mulher, com minha irmã e meu sobrinho já me esperavam no aeroporto. Fomos direto para Feira de Santana experimentar minha roupa (um meio-fraque). Depois fomos para casa, mas no caminho o pneu furou e acabamos atrasando.
No dia 11/04 foi aquela correria: fazer compra, ajeitar os detalhes, providenciar mais detalhes... E no fim da noite, a tradicional cerveja de despedida com os amigos. No dia 12, mais correria, mais detalhes, até as 18:00, momento em que parei e fui tomar banho para me arrumar.
Fui a casa de Dona Alzira e comecei a "produção", regado a licor de chocolate que Vaninha me serviu. Vesti a roupa ajudado por Gel, que também fez a maquiagem, já dando início a sessão de fotos! O som quase não funcionava e o stress começou a tomar conta, até que finalmente foi tudo resolvido. Começa, então a cerimônia: ao som de voz e violão (Beto tocando e cantando), entro com "Não precisa mudar", de Ivete Sangalo e Saulo; depois os padrinhos (Diogo e Célia, Carla e Marcelo, Alone e Fabio, Cassia e Cleidison), com "Noites com Sol", de Flavio Venturini; a florista (Mariana) com "É você", dos Tribalistas; e finalmente a noiva, que escolheu a música (Olha, de Roberto Carlos na versão de Bethania) e me surpreendeu, juntamente com Maria Eduarda, segurando as alianças. Claudia estava extremamente nervosa e eu também acabei ficando muito nervoso.
O Pastor Balbino começou a celebração e, no momento das assinaturas, as duas primas e o primo de Claudia cantaram um hino lindo, que depois descobrimos ser "Sou grato a Deus", de Cassiane e Jairinho. No momento da pergunta, estávamos tão ansiosos que respondemos o "sim" antes da hora. Terminado a cerimônia (quase não tinha o beijo, o Pastor esqueceu), saímos ao som de "Um amor puro", de Djavan. Tudo orquestrado e organizado por Marleide, Yara e Robério (a equipe do cerimonial). Depois veio a fila dos parabéns, , as fotos com família, amigos e padrinhos, mais fotos sozinhos, até finlmente sentarmos e aproveitarmos a festa.
Depois da festa a noite de núpcias, no Xodó Motel, em Pombal, mas esses detalhes não posso contar (rs). No dia seguinte, almoço com a minha família, os amigos de Feira, Salvador, e Senhor do Bonfim (Telma, Evilásio e seus três filhos, que não os via há mais de dez anos). No dia 14/05, a despedida da Bahia e o retorno para São Paulo, para viver essa nova e maravilhosa experiência, que é sair de casa pensando em voltar para encontrar a pessoa que ama.
Cheguei na Bahia no dia 10/04, às 16:00 e minha mulher, com minha irmã e meu sobrinho já me esperavam no aeroporto. Fomos direto para Feira de Santana experimentar minha roupa (um meio-fraque). Depois fomos para casa, mas no caminho o pneu furou e acabamos atrasando.
No dia 11/04 foi aquela correria: fazer compra, ajeitar os detalhes, providenciar mais detalhes... E no fim da noite, a tradicional cerveja de despedida com os amigos. No dia 12, mais correria, mais detalhes, até as 18:00, momento em que parei e fui tomar banho para me arrumar.
Fui a casa de Dona Alzira e comecei a "produção", regado a licor de chocolate que Vaninha me serviu. Vesti a roupa ajudado por Gel, que também fez a maquiagem, já dando início a sessão de fotos! O som quase não funcionava e o stress começou a tomar conta, até que finalmente foi tudo resolvido. Começa, então a cerimônia: ao som de voz e violão (Beto tocando e cantando), entro com "Não precisa mudar", de Ivete Sangalo e Saulo; depois os padrinhos (Diogo e Célia, Carla e Marcelo, Alone e Fabio, Cassia e Cleidison), com "Noites com Sol", de Flavio Venturini; a florista (Mariana) com "É você", dos Tribalistas; e finalmente a noiva, que escolheu a música (Olha, de Roberto Carlos na versão de Bethania) e me surpreendeu, juntamente com Maria Eduarda, segurando as alianças. Claudia estava extremamente nervosa e eu também acabei ficando muito nervoso.
O Pastor Balbino começou a celebração e, no momento das assinaturas, as duas primas e o primo de Claudia cantaram um hino lindo, que depois descobrimos ser "Sou grato a Deus", de Cassiane e Jairinho. No momento da pergunta, estávamos tão ansiosos que respondemos o "sim" antes da hora. Terminado a cerimônia (quase não tinha o beijo, o Pastor esqueceu), saímos ao som de "Um amor puro", de Djavan. Tudo orquestrado e organizado por Marleide, Yara e Robério (a equipe do cerimonial). Depois veio a fila dos parabéns, , as fotos com família, amigos e padrinhos, mais fotos sozinhos, até finlmente sentarmos e aproveitarmos a festa.
Depois da festa a noite de núpcias, no Xodó Motel, em Pombal, mas esses detalhes não posso contar (rs). No dia seguinte, almoço com a minha família, os amigos de Feira, Salvador, e Senhor do Bonfim (Telma, Evilásio e seus três filhos, que não os via há mais de dez anos). No dia 14/05, a despedida da Bahia e o retorno para São Paulo, para viver essa nova e maravilhosa experiência, que é sair de casa pensando em voltar para encontrar a pessoa que ama.
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
A chatice em que se transformou o futebol brasileiro
A última semana futebolística no Brasil fez com que eu constatasse aquilo que eu já havia percebido: o futebol brasileiro está ficando muito chato! Aliás, ficando não, está um saco. Existem dois motivos principais: o excesso de faltas e pênaltis (parte por maudade dos jogadores e outra parte pelo medo dos juízes) e a criação da máxima do "insulto e incitação à violência". Mas deixe-me explicar melhor.
No Brasil, qualquer chegada mais dura é falta. Qualquer contato maior, é falta. Para os comentaristas, o "excesso de vontade", é falta. As câmeras ficam o tempo todo mostrando lances, dos mais diversos ângulos, paramostrar que houve contato de um jogador com outro. Ora pois, futebol é um esporte de contato: quem não gosta de contato joga basquete (não estou criticando o basquete, mas este esporte é um jogo de faltas sem parar). Na Europa, metade das "faltas" que são apitadas aqui, não são apitadas lá. Porém, não há tanta maudade nas entradas realmente faltosas e os jogadores são punidos de maneira mais severa. E os pênalties? É risível o que os juízes apitam de pênalties absurdos. Aquele pênalty que o Fábio Luciano recebeu no jogo da final da Taça Guanabara foi um absurdo. E o pior é que a imprensa esportiva local ainda concorda e sempre fala: foi penalty (ou falta), mas na Europa isso não seria marcado. Porém, esquecem que não precisam ir até a Europa para perceberem a disparidade: jogo da Libertadores é cheio de "faltas que nessa competição não são marcadas". Ou seja, saem perdendo os torcedores e jogadores.
Por outro lado, dando continuidade a final da Taça Guanabara, a comemoração de Souza, do Flamengo, no jogo contra o Cienciano pela Taça Libertadores na quarta-feira, 27/02, deu o que falar. Para quem não viu, Souza comemorou "chorando", provocando o time e torcida e do Botafogo que reclamaram da arbitragem na final da TG. A repercussão deveu-se a "falta de profissionalismo, desrespeito ao Botafogo, incitação à violência" dentre outras besteiras. Não sou tão velho, mas acompanhei uma fase mais divertida do futebol brasileiro:
- Edilson, capetinha, fazendo embaixadinhas no momento em que o Corinthians goleava o Palmeiras;
- Só de raiva, Paulo Nunes, após conquista da Libertadores, colocou a máscara de "gueixa" em homenagem aos Corinthianos;
- Edmundo, animal, acabava com o jogo (na porrada ou na bola);
- Marcelinho, pé de anjo, não era nenhum santo, muito pelo contrário, era um dos jogadores mais odiados do futebol brasileiro;
- Renato Gaúcho, sempre polêmico, dizendo que era o "Rei do Rio", após um gol de barriga contra o Flamengo na final do Carioca;
- Romário, que disse que se Renato era o "rei", ele era o "deus";
- E quando juntaram Romário e Edmundo no Flamengo? "O lê lê/ O lá lá/ Bad Boys vêm aí/ E o bicho vai pegar. Foi com esse rap que eles se apresentaram à imprensa, já declarando o que realmente eram. Ok, nas quatro linhas não deu certo, mas depois eles novamente juntaram-se no Vasco e veio a polêmica: "agora a corte está completa, o rei, o palhaço e o bobo";
- Vampeta, criticando os "bambis" e dizendo que o Morumbi era o salão de festas do Corinthians.
O futebol há muito tem deixado de ser engraçado. Diego dançou em cima do escudo do São Paulo (São PauloXSantos) e quase apanha pelo "desrespeito"; Souza "chora" e é falta de ética; qualquer um sorri e é brincadeira de mau gosto; qualquer dança (o "créu" do Botafogo em frente a torcida do Flamengo na primeira fase do Carioca) é incitação à violência. Pelo amor de Deus, alguém salve o Futebol!
No Brasil, qualquer chegada mais dura é falta. Qualquer contato maior, é falta. Para os comentaristas, o "excesso de vontade", é falta. As câmeras ficam o tempo todo mostrando lances, dos mais diversos ângulos, paramostrar que houve contato de um jogador com outro. Ora pois, futebol é um esporte de contato: quem não gosta de contato joga basquete (não estou criticando o basquete, mas este esporte é um jogo de faltas sem parar). Na Europa, metade das "faltas" que são apitadas aqui, não são apitadas lá. Porém, não há tanta maudade nas entradas realmente faltosas e os jogadores são punidos de maneira mais severa. E os pênalties? É risível o que os juízes apitam de pênalties absurdos. Aquele pênalty que o Fábio Luciano recebeu no jogo da final da Taça Guanabara foi um absurdo. E o pior é que a imprensa esportiva local ainda concorda e sempre fala: foi penalty (ou falta), mas na Europa isso não seria marcado. Porém, esquecem que não precisam ir até a Europa para perceberem a disparidade: jogo da Libertadores é cheio de "faltas que nessa competição não são marcadas". Ou seja, saem perdendo os torcedores e jogadores.
Por outro lado, dando continuidade a final da Taça Guanabara, a comemoração de Souza, do Flamengo, no jogo contra o Cienciano pela Taça Libertadores na quarta-feira, 27/02, deu o que falar. Para quem não viu, Souza comemorou "chorando", provocando o time e torcida e do Botafogo que reclamaram da arbitragem na final da TG. A repercussão deveu-se a "falta de profissionalismo, desrespeito ao Botafogo, incitação à violência" dentre outras besteiras. Não sou tão velho, mas acompanhei uma fase mais divertida do futebol brasileiro:
- Edilson, capetinha, fazendo embaixadinhas no momento em que o Corinthians goleava o Palmeiras;
- Só de raiva, Paulo Nunes, após conquista da Libertadores, colocou a máscara de "gueixa" em homenagem aos Corinthianos;
- Edmundo, animal, acabava com o jogo (na porrada ou na bola);
- Marcelinho, pé de anjo, não era nenhum santo, muito pelo contrário, era um dos jogadores mais odiados do futebol brasileiro;
- Renato Gaúcho, sempre polêmico, dizendo que era o "Rei do Rio", após um gol de barriga contra o Flamengo na final do Carioca;
- Romário, que disse que se Renato era o "rei", ele era o "deus";
- E quando juntaram Romário e Edmundo no Flamengo? "O lê lê/ O lá lá/ Bad Boys vêm aí/ E o bicho vai pegar. Foi com esse rap que eles se apresentaram à imprensa, já declarando o que realmente eram. Ok, nas quatro linhas não deu certo, mas depois eles novamente juntaram-se no Vasco e veio a polêmica: "agora a corte está completa, o rei, o palhaço e o bobo";
- Vampeta, criticando os "bambis" e dizendo que o Morumbi era o salão de festas do Corinthians.
O futebol há muito tem deixado de ser engraçado. Diego dançou em cima do escudo do São Paulo (São PauloXSantos) e quase apanha pelo "desrespeito"; Souza "chora" e é falta de ética; qualquer um sorri e é brincadeira de mau gosto; qualquer dança (o "créu" do Botafogo em frente a torcida do Flamengo na primeira fase do Carioca) é incitação à violência. Pelo amor de Deus, alguém salve o Futebol!
sábado, fevereiro 16, 2008
Minha noiva (e futura esposa) veio passar as férias comigo. Já fazem quase 20 dias que ela está aqui e por isso não postei nada, pois, como dizem os hermanos "e só de te ver eu penso em trocar a minha tv (ou pc) por um jeito de te levar a qualquer lugar que você queira". Ela voltará para a Bahia amanhã e agora fui me dar conta do que serão esses dois meses sem a sua presença (ela está na casa dos tios). Não sei o que fazer: já olhei para a rua várias vezes, para o relógio mais de mil, olhei o telefone torcendo para que ele tocasse, ouvi passos no corredor achando que era ela, fiquei torcendo para a campainha tocar e até agora nada!
Realmente, serão dias difíceis!
" acho que, de certa forma, todos somos rejeitados. Isso até que a gente ache alguém que combine com a gente, alguém que nos desafie a ser o melhor que pudermos. Alguém que nos entenda, mesmo quando damos o pior de nós. Foi aí que comecei a perceber como isso era raro..." (da série Anos Incríveis).
Realmente, serão dias difíceis!
" acho que, de certa forma, todos somos rejeitados. Isso até que a gente ache alguém que combine com a gente, alguém que nos desafie a ser o melhor que pudermos. Alguém que nos entenda, mesmo quando damos o pior de nós. Foi aí que comecei a perceber como isso era raro..." (da série Anos Incríveis).
sábado, janeiro 05, 2008
Vou casar!
"Vou casar"! Foi dessa maneira que comuniquei a minha família, ontem a noite, após o jantar, uma das decisões mais importantes! Na verdade essa já era uma idéia amadurecida desde junho de 2007, quando resolvi arrumar minha casa, trocando todos os móveis e pintando as paredes. Fiz aquilo pensando na possibilidade do casamento e até pedi a opinião a Cláudia de algumas coisas. Comprei também algumas roupas de cama e banho para usarmos depois.
A primeira pessoa que assumi esse meu desejo foi para o Bruno, amigo-irmão de todas as horas. Depois conversei, vagamente, com Fernanda. E a pessoa que soube de tudo foi o Breno. Aliás, não só soube como também foi o maior incentivador dessa decisão. Ele sempre dizia: você fala dela de maneira diferente, seus olhos brilham, diferentemente de quando vc fala de outras.
Foi aí que conversei, abertamente, com Marcelo e te disse que só não a tinha pedido em casamento por que não sabia ao certo dos meus sentimentos e ele me disse algo que mexeu muito com minha cabeça: talvez você não saiba por que ainda não a perdeu. E quase enlouqueci quando pensei na hipótese de perdê-la.
Quando a vi fiquei eletrizado. Não sabia o que falar nem o que fazer. Conversamos amenidades, namoramos e no Reveillon, num momento especial, a pedi em casamento e ela disse "sim". No outro dia resolvi não contar a minha família, preferi sentir que ela estava realmente disposta a largar o trabalho e a vida de Feira de Santana para depois comunicar. E isso aconteceu na quinta, mas não achei o momento certo. Acabei fazendo-o na sexta a noite.
Foram tantas perguntas e questões de todos, mas preferi ser breve nas respostas. Sempre fui muito reservado e prefiro decidir para depois comunicar: não sou de externar os planos. E como as únicas certezas são que eu amo essa mulher e que eu quero estar ao seu lado para sempre, resolvi ser breve nas respostas.
O que eu também não entendo
O que eu também não entendo
(Fernanda Mello e Rogério Flausino)
Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos
Traduzidos em palavras
Prá que você possa entender
O que eu também não entendo...
Amar não é ter que ter
Sempre certeza
É aceitar que ninguém
É perfeito prá ninguém
É poder ser você mesmo
E não precisar fingir
É tentar esquecer
E não conseguir fugir, fugir...
Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém
É por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito
Mas com você eu posso ser
Até eu mesmo
Que você vai entender...
Posso brincar de descobrir
Desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos
E até minhas coisas fúteis
Posso tirar a tua roupa
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo
Mas com você
Eu tô tranquilo, tranquilo...
Agora o que vamos fazer
Eu também não sei
Afinal, será que amar
É mesmo tudo?
Se isso não é amor
O que mais pode ser?
Tô aprendendo também...
quinta-feira, dezembro 27, 2007
Férias
Estou de férias! Nada melhor do que um período para descansar, rever a família, amigos, recarregar as baterias e preparar-se para mais um ano de luta! Cheguei em Cipó dia 22/01, à noite e este ano estou mais contido do que nos anos anteriores: menos cerveja, menos comida, curtindo mais minha família e com mais qualidade de vida! Estou indo a Pombal malhar (comecei ontem) e não pretendo perder esse hábito! Sei que não emagrecerei aqui, mas engordar 9 kg, como no ano passado, não dá.
Meu Natal foi maravilhoso, com as pessoas que amo. Faltaram alguns amigos, mas esse é o preço de tornar-se nômade: dificilmente estaremos reunidos com todas as pessoas que amamos! Tenho certeza que ainda tenho muito o que me divertir: tem pelo menos o Reveillon, aniversário de Geovanna, de Tinha, de Meire e Festa de Reis! E com certeza ainda surgirão mais festas e bagunças por aki.
Meu Natal foi maravilhoso, com as pessoas que amo. Faltaram alguns amigos, mas esse é o preço de tornar-se nômade: dificilmente estaremos reunidos com todas as pessoas que amamos! Tenho certeza que ainda tenho muito o que me divertir: tem pelo menos o Reveillon, aniversário de Geovanna, de Tinha, de Meire e Festa de Reis! E com certeza ainda surgirão mais festas e bagunças por aki.
terça-feira, dezembro 18, 2007
O ano de 2007
Se pudesse classificar o ano de 2007, diria que foi o ano do aprendizado. em 2007:- Aprendi que minha família não é tão "pura" e que tem problemas lamentáveis como todas as outras: Tinha e Meire, vocês me deixaram muito triste e decepcionado!
- Aprendi que minha família consegue se reerguer e voltar a ser, verdadeiramente, uma família: Meninas, valeu pelas pazes.
- Aprendi que, apesar da diferença de idade, irmãos são sempre irmãos: Janilson, valeu pela companhia!
- Aprendi que, por mais que o tempo passe, a dor da perda de Januy não passa, mas estagna ou aumenta: Meu irmão, te amo para sempre e nunca te esquecerei!
- Aprendi que, por mais que você tente, a mudança no dia-a-dia afasta algumas pessoas que você ama: Josy, saudades; Fernanda, estou decepcionado; Bruno, cadê você, meu filho?
- Aprendi que a distância muda radicalmente as pessoas e não mais podemos classificá-los como amigos, mas a lembrança e o carinho ficam para sempre: Rick, que pena que você sumiu! Te amo, meu amigo.
- Aprendi que, apesar da distância, outros amigos são para sempre: Marcelo (Zé), a cada dia que passa me surpreendo mais e mais com você. Te amo de verdade!
- Aprendi que a vida é maravilhosa e que, a cada dia, conhecemos pessoas especiais que se tornam nosso amigo muito rápido: Breno, "filhão, obrigado por você existir e fazer parte da minha vida. Beijo do paizão"!
- Aprendi que alguns amores do passado, mulheres que outrora eram perfeitas, não passam de "piada", e o quanto fui imbecil de pensar que eram perfeitas: J, obrigado por você ter me feito sofrer!
- Aprendi que outros amores do passado são para sempre e que precisamos resolvê-los: Cláudia, conversaremos em Cipó!
- Aprendi que não adianta conhecermos pessoas interessantes no momento errado: Paty, você é uma mulher de fibra!
- Aprendi que devemos estar preparados para as turbulências do trabalho e, depois de um primeiro semestre muito bom, agonizei um segundo semestre muito ruim: Sérgio, valeu pela confiança!
- Aprendi que não existe equipe perfeita e que os problemas é que fazem delas inesquecíveis: Flávia, Rosi, Dani, aprendi muito com vocês!
- Aprendi que, por mais que tentemos, o passado não muda e que devemos aprender a lidar com os nossos medos: estou tentando me livrar deles, quero cantar "Ei medo/ Eu não te escuto mais/ Você não me leva a nada".
- Aprendi que não existe ano perfeito e que sempre teremos problemas, mas devemos procurar absorver o melhor da vida.
Final Brasil do TDE
De 16 a 18/12 aconteceu a Final Brasil do Torneio de Decisões Empresariais. Fiquei num hotel, de domingo a terça, fazendo atividades de integração, como city tour por São Paulo e visita ao Unibanco, até chegar à semifinal na segunda-feira pela tarde. Minhas meninas (Paula, Bruna, Bia e Naty), começaram em último e terminaram em quarto, classificando-se para a final. Na grande final, começaram em penúltimo e novamente terminaram em terceiro, levando a medalha de bronze. Fiquei muito feliz e orgulhoso, afinal, foram mais de 1000 equipes em todo o Brasil, e superá-los é realmente muito satisfatório. Meninas, valeu! Show de bola! Vocês não sonham como estou feliz.
domingo, dezembro 09, 2007
Presente de Natal
É engraçado como certos amigos surgem em nossas vidas. Alguns levam algum tempo até você classificá-lo de "amigo". Já outros, em pouco tempo, você percebe que acabou sendo agraciado por Deus por ter lhe concedido aquela presença. E foi exatamente isto que aconteceu com Breno.
O conheci num dia de trabalho como tantos outros, em que ele e uma equipe de outras lojas foram fazer um trabalho externo no Brás. Conversei com todos, mas percebi que aquele "muleque" era diferente e decidi que iria trabalhar com ele. No dia seguinte liguei para Daniela, a gerente dele, pedindo para que ele viesse trabalhar comigo, o que obviamente foi negado. O tempo foi passando e por algumas vezes nos falávamos ao telefone, até que o mesmo foi transferido para a São Bento e promovido a Caixa. Foi aí que surgiu uma oportunidade: Rosi, meu Caixa Geral (é o nome que damos ao Coordenador), precisava ser transferida para um local mais próximo de sua residência e surgiria então a oportunidade de transferência e promoção do Breno.
Em pouco menos de um mês, tudo foi providenciado e ele estava trabalhando comigo. Desde o primeiro dia percebi que tinha acertado na promoção e a cada dia percebia o quanto ele era bom funcionário. Passávamos muito tempo conversando, eu ensinando muitas coisas do serviço, e foi aí que percebi que ele não era somente meu funcionário, mas meu amigo de verdade. Em pouco mais de um mês, percebi o quanto tinha sido abençoado por Deus ao pôr essa pessoa em meu caminho. Conheci seus pais, sua esposa (que está grávida de 07 meses) e a cada dia um pouco mais de sua vida.
Infelizmente, trabalhamos juntos por menos de dois meses. Porém, a nossa amizade (e eu digo amizade de verdade), continua. E na noite de Reveillon, ao fazer os agradecimentos do Ano que passou e pedidos para o Ano Novo, com certeza agradecerei a Deus por ter me dado de presente de Natal um grande amigo.
Nike 10k - No pain, no gain.
Corri o Nike 10K. Minha primeira experiência como atleta. Achei que seria uma loucura, mas lá percebi que eu não era o único louco: junto comigo haviam mais de 25 mil pessoas e então notei que o amor pela prática do esporte reune muito mais pessoas do que e imaginava.
O dia era 11 de novembro. Tive que acordar às cinco da manhã para pegar um ônibus até a Barra Funda e de lá um outro para a Lapa. Iria encontrar Thiago, irmão de um grande amigo meu que sumiu nessse mundão de "Meu Deus" e que reencontrei na net. Aliás, acordar foi o de menos, já que não consegui dormir direito de tanta ansiedade.
Nem acreditei quando estava no ônibus e começou a chover. Eram 05:20 da manhã e pensei na minha cama, quentinha, e achei que estava possuído por algum espírito maligno, pois sempre odiei acordar cedo. Porém, na Barra Funda já percebi que não era o único "endemoniado", pois haviam muitos outros com a mesma camiseta que eu. Na Lapa esperei o Thiago, que veio me pegar de carro, e lá rumamos a um posto de gasolina, onde encotramos outras pessoas. Apresentações feitas, fomos em direção ao nosso destino e deixamos o carro no Compre Bem; de lá andamos até a USP e percebi que junto comigo haviam muitos outros loucos.
Alonga daqui, estica dali, puxa de lá, o ponteiro aponta 08 horas e nada de largarmos. Foi quando às 08:20 vi algumas pessoas passando pela pista oposta a que eu estava e percebi que a largada já tinha acontecido, mas era tanta gente que ainda estávamos praticamente parados. Corri ao lado do Thiago, que vinha se recuperando de uma lesão no joelho, por isso fomos num ritmo "leve". A intenção dele era correr somente 05 quilometros e o fez. No quinto quilômetro, aos 35 minutos de corrida, parti sozinho rumo aos 05 quilômetros finais. Foi quando relembrei minha intenção inicial: correr em menos de 01 hora. Para tanto, precisava acelerar para tirar a diferença, pois no ritmo que iria, terminaria a prova em 01:10. Vi um rapaz correndo em um ótimo ritmo em minha frente e resolvi segui-lo. Comecei a sentir as pernas tremerem e lembrei da máxima do esporte: "no pain, no gain". 500 metros após o sétimo quilômetro ele começou a andar, bati no ombro dele e falei: "cara, não para de correr por que estou te seguindo. Vamos! Força!", e ele disse: "então vaomos!" e voltou a acelerar. Porém no oitavo ele voltou a andar e me disse que se guardaria para o último quilômetro. Continuei correndo e não mais olhava para o relógio. Quando visualizei o nono quilômetro fiquei feliz, pois as pernas já estavam "travando". Para a minha infelicidade era uma subida e pensei em andar por um minuto, mas ao dar dois passos percebi que estava todo dolorido e que se andasse não conseguiria mais correr. Novamente mentalizei "no pain, no gain" e voltei a correr. Após algun passos, exeausto, achei que estava chegando, foi quando visualizei um fiscal de prova e perguntei se estava acabando, foi quando ele me disse que faltavam 500 metros e quase desistia. Porém, esses últimos metros eram de descida e "pra baixo todo santo ajuda". Continuei correndo e, ao cruzar a linha de chegada, desacelerei e comecei a sentir caimbra. Olhei o relógio e percebi que tinha feito o percurso em 58:03, melhor do que eu havia planejado. Alonguei bastante, peguei minha medalha, meu lanche e gatorade, comi, vi o show do Marcelo D2 e fui encontrar com o pessoal. Lá percebi que eu tinha feito o melhor tempo de todos eles e fiquei muito feliz. Retornamos e, ao chegar em casa, após aquele banho, coloquei minhas pernas para cima e mal conseguia sentí-las. Fernanda e Fabiana me ligaram para sair, mas não tinha coragem. Passei o resto domingo vendo televisão e só saí para ir a casa de janilson assistir ao jogo do Flamengo. à noite, dormi que nem bebê e acordei no dia seguinte literalmente "moído". Mas, como falam, "no pain, no gain".
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