quinta-feira, dezembro 27, 2007

Férias

Estou de férias! Nada melhor do que um período para descansar, rever a família, amigos, recarregar as baterias e preparar-se para mais um ano de luta! Cheguei em Cipó dia 22/01, à noite e este ano estou mais contido do que nos anos anteriores: menos cerveja, menos comida, curtindo mais minha família e com mais qualidade de vida! Estou indo a Pombal malhar (comecei ontem) e não pretendo perder esse hábito! Sei que não emagrecerei aqui, mas engordar 9 kg, como no ano passado, não dá.
Meu Natal foi maravilhoso, com as pessoas que amo. Faltaram alguns amigos, mas esse é o preço de tornar-se nômade: dificilmente estaremos reunidos com todas as pessoas que amamos! Tenho certeza que ainda tenho muito o que me divertir: tem pelo menos o Reveillon, aniversário de Geovanna, de Tinha, de Meire e Festa de Reis! E com certeza ainda surgirão mais festas e bagunças por aki.

terça-feira, dezembro 18, 2007

O ano de 2007

Se pudesse classificar o ano de 2007, diria que foi o ano do aprendizado. em 2007:

- Aprendi que minha família não é tão "pura" e que tem problemas lamentáveis como todas as outras: Tinha e Meire, vocês me deixaram muito triste e decepcionado!

- Aprendi que minha família consegue se reerguer e voltar a ser, verdadeiramente, uma família: Meninas, valeu pelas pazes.

- Aprendi que, apesar da diferença de idade, irmãos são sempre irmãos: Janilson, valeu pela companhia!

- Aprendi que, por mais que o tempo passe, a dor da perda de Januy não passa, mas estagna ou aumenta: Meu irmão, te amo para sempre e nunca te esquecerei!

- Aprendi que, por mais que você tente, a mudança no dia-a-dia afasta algumas pessoas que você ama: Josy, saudades; Fernanda, estou decepcionado; Bruno, cadê você, meu filho?

- Aprendi que a distância muda radicalmente as pessoas e não mais podemos classificá-los como amigos, mas a lembrança e o carinho ficam para sempre: Rick, que pena que você sumiu! Te amo, meu amigo.

- Aprendi que, apesar da distância, outros amigos são para sempre: Marcelo (Zé), a cada dia que passa me surpreendo mais e mais com você. Te amo de verdade!

- Aprendi que a vida é maravilhosa e que, a cada dia, conhecemos pessoas especiais que se tornam nosso amigo muito rápido: Breno, "filhão, obrigado por você existir e fazer parte da minha vida. Beijo do paizão"!

- Aprendi que alguns amores do passado, mulheres que outrora eram perfeitas, não passam de "piada", e o quanto fui imbecil de pensar que eram perfeitas: J, obrigado por você ter me feito sofrer!

- Aprendi que outros amores do passado são para sempre e que precisamos resolvê-los: Cláudia, conversaremos em Cipó!

- Aprendi que não adianta conhecermos pessoas interessantes no momento errado: Paty, você é uma mulher de fibra!

- Aprendi que devemos estar preparados para as turbulências do trabalho e, depois de um primeiro semestre muito bom, agonizei um segundo semestre muito ruim: Sérgio, valeu pela confiança!

- Aprendi que não existe equipe perfeita e que os problemas é que fazem delas inesquecíveis: Flávia, Rosi, Dani, aprendi muito com vocês!

- Aprendi que, por mais que tentemos, o passado não muda e que devemos aprender a lidar com os nossos medos: estou tentando me livrar deles, quero cantar "Ei medo/ Eu não te escuto mais/ Você não me leva a nada".

- Aprendi que não existe ano perfeito e que sempre teremos problemas, mas devemos procurar absorver o melhor da vida.

Final Brasil do TDE


De 16 a 18/12 aconteceu a Final Brasil do Torneio de Decisões Empresariais. Fiquei num hotel, de domingo a terça, fazendo atividades de integração, como city tour por São Paulo e visita ao Unibanco, até chegar à semifinal na segunda-feira pela tarde. Minhas meninas (Paula, Bruna, Bia e Naty), começaram em último e terminaram em quarto, classificando-se para a final. Na grande final, começaram em penúltimo e novamente terminaram em terceiro, levando a medalha de bronze. Fiquei muito feliz e orgulhoso, afinal, foram mais de 1000 equipes em todo o Brasil, e superá-los é realmente muito satisfatório. Meninas, valeu! Show de bola! Vocês não sonham como estou feliz.

domingo, dezembro 09, 2007

Estou numa nova fase da minha vida. Como diz a música do Capital: "Parei de pensar e comecei a sentir". Pelo menos é o que estou TENTANDO fazer. Valeu, filhão, pelos conselhos. Eles estão fazendo muita diferença. Cipó que me aguarde, pois teremos muitas novidades!

Presente de Natal


É engraçado como certos amigos surgem em nossas vidas. Alguns levam algum tempo até você classificá-lo de "amigo". Já outros, em pouco tempo, você percebe que acabou sendo agraciado por Deus por ter lhe concedido aquela presença. E foi exatamente isto que aconteceu com Breno.
O conheci num dia de trabalho como tantos outros, em que ele e uma equipe de outras lojas foram fazer um trabalho externo no Brás. Conversei com todos, mas percebi que aquele "muleque" era diferente e decidi que iria trabalhar com ele. No dia seguinte liguei para Daniela, a gerente dele, pedindo para que ele viesse trabalhar comigo, o que obviamente foi negado. O tempo foi passando e por algumas vezes nos falávamos ao telefone, até que o mesmo foi transferido para a São Bento e promovido a Caixa. Foi aí que surgiu uma oportunidade: Rosi, meu Caixa Geral (é o nome que damos ao Coordenador), precisava ser transferida para um local mais próximo de sua residência e surgiria então a oportunidade de transferência e promoção do Breno.
Em pouco menos de um mês, tudo foi providenciado e ele estava trabalhando comigo. Desde o primeiro dia percebi que tinha acertado na promoção e a cada dia percebia o quanto ele era bom funcionário. Passávamos muito tempo conversando, eu ensinando muitas coisas do serviço, e foi aí que percebi que ele não era somente meu funcionário, mas meu amigo de verdade. Em pouco mais de um mês, percebi o quanto tinha sido abençoado por Deus ao pôr essa pessoa em meu caminho. Conheci seus pais, sua esposa (que está grávida de 07 meses) e a cada dia um pouco mais de sua vida.
Infelizmente, trabalhamos juntos por menos de dois meses. Porém, a nossa amizade (e eu digo amizade de verdade), continua. E na noite de Reveillon, ao fazer os agradecimentos do Ano que passou e pedidos para o Ano Novo, com certeza agradecerei a Deus por ter me dado de presente de Natal um grande amigo.

Nike 10k - No pain, no gain.



Corri o Nike 10K. Minha primeira experiência como atleta. Achei que seria uma loucura, mas lá percebi que eu não era o único louco: junto comigo haviam mais de 25 mil pessoas e então notei que o amor pela prática do esporte reune muito mais pessoas do que e imaginava.


O dia era 11 de novembro. Tive que acordar às cinco da manhã para pegar um ônibus até a Barra Funda e de lá um outro para a Lapa. Iria encontrar Thiago, irmão de um grande amigo meu que sumiu nessse mundão de "Meu Deus" e que reencontrei na net. Aliás, acordar foi o de menos, já que não consegui dormir direito de tanta ansiedade.


Nem acreditei quando estava no ônibus e começou a chover. Eram 05:20 da manhã e pensei na minha cama, quentinha, e achei que estava possuído por algum espírito maligno, pois sempre odiei acordar cedo. Porém, na Barra Funda já percebi que não era o único "endemoniado", pois haviam muitos outros com a mesma camiseta que eu. Na Lapa esperei o Thiago, que veio me pegar de carro, e lá rumamos a um posto de gasolina, onde encotramos outras pessoas. Apresentações feitas, fomos em direção ao nosso destino e deixamos o carro no Compre Bem; de lá andamos até a USP e percebi que junto comigo haviam muitos outros loucos.


Alonga daqui, estica dali, puxa de lá, o ponteiro aponta 08 horas e nada de largarmos. Foi quando às 08:20 vi algumas pessoas passando pela pista oposta a que eu estava e percebi que a largada já tinha acontecido, mas era tanta gente que ainda estávamos praticamente parados. Corri ao lado do Thiago, que vinha se recuperando de uma lesão no joelho, por isso fomos num ritmo "leve". A intenção dele era correr somente 05 quilometros e o fez. No quinto quilômetro, aos 35 minutos de corrida, parti sozinho rumo aos 05 quilômetros finais. Foi quando relembrei minha intenção inicial: correr em menos de 01 hora. Para tanto, precisava acelerar para tirar a diferença, pois no ritmo que iria, terminaria a prova em 01:10. Vi um rapaz correndo em um ótimo ritmo em minha frente e resolvi segui-lo. Comecei a sentir as pernas tremerem e lembrei da máxima do esporte: "no pain, no gain". 500 metros após o sétimo quilômetro ele começou a andar, bati no ombro dele e falei: "cara, não para de correr por que estou te seguindo. Vamos! Força!", e ele disse: "então vaomos!" e voltou a acelerar. Porém no oitavo ele voltou a andar e me disse que se guardaria para o último quilômetro. Continuei correndo e não mais olhava para o relógio. Quando visualizei o nono quilômetro fiquei feliz, pois as pernas já estavam "travando". Para a minha infelicidade era uma subida e pensei em andar por um minuto, mas ao dar dois passos percebi que estava todo dolorido e que se andasse não conseguiria mais correr. Novamente mentalizei "no pain, no gain" e voltei a correr. Após algun passos, exeausto, achei que estava chegando, foi quando visualizei um fiscal de prova e perguntei se estava acabando, foi quando ele me disse que faltavam 500 metros e quase desistia. Porém, esses últimos metros eram de descida e "pra baixo todo santo ajuda". Continuei correndo e, ao cruzar a linha de chegada, desacelerei e comecei a sentir caimbra. Olhei o relógio e percebi que tinha feito o percurso em 58:03, melhor do que eu havia planejado. Alonguei bastante, peguei minha medalha, meu lanche e gatorade, comi, vi o show do Marcelo D2 e fui encontrar com o pessoal. Lá percebi que eu tinha feito o melhor tempo de todos eles e fiquei muito feliz. Retornamos e, ao chegar em casa, após aquele banho, coloquei minhas pernas para cima e mal conseguia sentí-las. Fernanda e Fabiana me ligaram para sair, mas não tinha coragem. Passei o resto domingo vendo televisão e só saí para ir a casa de janilson assistir ao jogo do Flamengo. à noite, dormi que nem bebê e acordei no dia seguinte literalmente "moído". Mas, como falam, "no pain, no gain".

domingo, outubro 28, 2007

Sobre estar só

Às vezes é duro constatar certas verdades, e o peso da idade é uma delas. Não que eu esteja me sentindo um velho "caquético", muito pelo contrário, nunca me senti tão bem comigo mesmo, mas é que 30 anos não são mais 15. Sempre imaginei que ao chegar aos 30 estaria depressivo, triste, arrasado, me achando velho, mas em nenhum outro ano comemorei tanto uma primavera como em 2007. Porém, algumas idéias básicas de futuro não se concretizaram, como por exemplo de ter um filho.
Quando era pré-adolescente, dizia que sairia à rua à "caça" com o meu filho. Imaginava que, ao 20 anos, já teria o primeiro rebento. Uma década se passou e até agora nada disso aconteceu. É verdade que foi escolha minha, preferi esse caminho, mas sinto falta de uma esposa e de um filho e esse sentimento ficou mais forte hoje depois de ter conversado com a Fernanda (outra solteirona encalhada) no Churrasquinho Mú.
Algumas oportunidades surgiram e sempre pensei que algumas mulheres seriam as da minha vida:
- a primeira foi Kleyvia, amor platônico da adolescência;
- depois foi Mirelle que, assim como surgiu, sumiu;
- passei um tempo sem amores, até conhecer Rose. Nunca havia amado antes uma mulher assim. Foi muito bom e muito doloroso. Pedi essa mulher em casamento e ela sumiu. Depois apareceu, mas aí o "bonde da história" já tinha passado;
- depois veio Cláudia: nunca me senti tão "homem", tão maduro, tão realizado, e em nome de um sonho de futuro de vida profissional abandonei essa super-mulher;
- por último veio J, mulher fatal que me virou ao avesso, me fez sentir menino ao lhe desejar, imbecil ao te querer de todas as formas e inconsequente ao arriscar muita coisa que eu tinha.

Nunca me acertei com elas. Algumas por causa de mim e outras não sei o por quê! Só sei que o trem da história está passando, os primeiros vagões já estão adiante e eu ainda não embarquei nessa vida de homem casado e pai de família.

sábado, outubro 27, 2007

Definitivamente relaxei do meu blog. Já faz um tempão que não escrevo. De lá pra cá algumas coisas aconteceram: minha casa agora é outra (troquei todos os móveis), fui ao show da Marisa Monte, ao Morumbi assistir São paulo e Cruzeiro, tomar cerveja com a Fernanda e Josy, visitar o Bruno, que foi atropelado, ir ao aniversário do Loilson na casa dele e da Marcela na Sinuca (eles se separaram), dentre outras coisas. Bem, depois desse breve resumo, voltarei a digitar meus pensamentos com mais frequência!

sábado, setembro 22, 2007

Eu e Joelma

Estou na casa de Joelma, minha conterrânea. Estamos bebendo cerveja, afogando as mágoas de amores mal resolvidos e ouvindo Jota Quest e Bob Marley. A noite promete: iremos ao "Ó do Borogodó", casa de samba, para terminarmos a noite em muita azaração!!

segunda-feira, agosto 20, 2007

Eu não paro...

Quando eu vou parar e olhar pra mim
Ficar de fora
E olhar por dentro
Se eu não consigo
Organizar minhas idéias
Se eu não posso
Se eu esqueço de mim?
E eu pensei que fosse forte
Mas eu não sou

Quando eu vou parar pra ser feliz?
Que hora?
Se não dá tempo
Se eu não me encontro
Nos lugares onde eu ando
Nem me conheço
Viro o avesso de mim

Se eu não sei o que é sonhar
Faz tanto tempo
Tanto mar
E o meu lugar
É aqui?

Uma rua atravessada em meu caminho
Nos meus olhos
Mil faróis
Preciso aprender a andar sozinho
Pra ouvir minha própria voz
Quem sabe assim
Eu paro pra pensar em mim
Quem sabe assim
Eu paro pra pensar em mim



(Ana Carolina, Dudu Falcão e Lula Queiroga)

sábado, junho 23, 2007

Eu tenho andado tão sozinho ultimamente
Que nem vejo em minha frente
Nada que me dê prazer
Sinto cada vez mais longe a felicidade
Vendo em minha mocidade
Tanto sonho perecer

Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde prá plantar e prá colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela para ver o sol nascer

Às vezes saio a caminhar pela cidade
À procura de amizades
Vou seguindo a multidão
Mas eu me retraio olhando em cada rosto
Cada um tem seu mistério
Seu sofrer, sua ilusão

Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde prá plantar e prá colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela para ver o sol nascer

quarta-feira, junho 20, 2007

De ontem em diante

De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada ]
[ são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do versículo e da profecia
Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?
É minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pó
É cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?
É lavar carro com mangueira
E se antes um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem

(Fernando Anitelli)

segunda-feira, junho 18, 2007

Torneio de Decisões Empresariais

Acabou o Torneio de Decisões Empresariais na ETE Aprigio Gonzaga, na Penha. O Torneio, organizado pela Junior Achievement em parceria com o Unibanco, é uma espécie de Jogos de Empresa em que eu era o orientador-voluntário. Foi simplesmente maravilhoso rever uma sala de aula, ser professor, transmitir conhecimento e aporender um pouco mais dessa nova geração! Já estou com saudades (snif) .

quinta-feira, junho 14, 2007

Romário é 1000 e eu sou 30

Romário fez o milésimo gol. Como era de se esperar do "peixe", houve comemoração durante muito tempo. Se estava na churrascaria, era pra comemorar o milésimo gol; se estava na boate, estava lembrando do fato inédito; se passeava pela praia, era para refletir sobre essa marca; se fazia qualquer coisa, era graças a comemoração do milésimo gol.
Na semana de meu aniversário, inspirei-me no "baixinho" e fui comemorar, coisa que nunca tinha feito. Mas era uma marca histórica: afinal, fazer 30 anos não é tão normal! É uma virada incrível. Digamos que você fica mais "sênior"...
Na terça, 29/05, estava na net com Jainara, tomando uma garrafa de vinho e "parabéns pra você", chegou o grande dia. Na quarta comemorei no trabalho com os funcionários, tradicionalmente com um bolo e refrigerante. À noite fui ao Churrasquinho Mú com Janilson, Fernanda e Josy, naquele que havia sido o dia mais frio do ano até então, e novamente festa. Na sexta-feira fiz uma comemoraçãozinha particular e me diverti muito (venha me beijar, minha doce vampira...). No sábado caí na balada. Estavam lá Janilson, Bruno, Tati, William, Telma, Fernando, Alessandrão e Dzyan. Bebi todas e, na hora da música eletrônica, dancei, beijei, subi no palquinho lateral, ou seja, "paguei mico". No domingo, após uma ressaca desgraçada, jurei que iria descansar, quando a Fernanda me liga dizendo que está indo ao Churrasquinho Mú juntamente com a Paula e a Fabiana. E aí, com essa turma, não tem como economizar no álcool: terminamos a noite aqui em casa, tomando cerveja e comendo pizza pois o "dia" nos havia dado muita fome.
Enfim, para quem não gostava de comemorações, até que esse ano foi farto (rs).

domingo, maio 27, 2007

Certa música me lembra... Mariana!


Veio de manha molhar os pés na primeira onda
Abriu os braços devagar... e se entregou ao vento
O sol veio avisar... que de noite ele seria a lua,
Pra poder iluminar... Ana, o céu e o mar

Sol e vento, dia de casamento
Vento e sol, luz apagada num farol
Sol e chuva, casamento de viúva
Chuva e sol, casamento de espanhol

Ana aproveitava os carinhos do mundo
Os quatro elementos de tudo
Deitada diante do mar
Que apaixonado entregava as ondas mais belas
Tesouros de barcos e velas
Que o tempo não deixou voltar

Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
Quem já conseguiu dominar o amor?
Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa
Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar

Ana e o mar... mar e Ana
Historias que nos contam na cama
Antes da gente dormir
Ana e o mar... mar e ana
Todo sopro que apaga uma chama
Reacende o que for pra ficar

Quando Ana entra n'água
O sorriso do mar drugada
se estende pro resto do mundo
abençoando ondas cada vez mais altas
barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar
desse novo amor... Ana e o mar

Ana e o mar... mar e Ana
Historias que nos contam na cama
Antes da gente dormir
Ana e o mar... mar e ana
Todo sopro que apaga uma chama
Reacende o que for pra ficar

Quando Ana entra n'água
O sorriso do mar drugada
se estende pro resto do mundo
abençoando ondas cada vez mais altas
barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar
desse novo amor... Ana e o mar

quarta-feira, maio 16, 2007

Teoria da Feira

Dizem que "mente vazia é oficina do demônio". Discordo com isso, afinal o que seria de nós se não fosse o ócio: Isaac Newton descansava em baixo de uma macieira e "eureca"; Darwin viajou por vários anos, sem fazer nada, só observando e "eis que o homem tem a mesma descendência do macaco"; Platão, com "o ser é, o não ser não é", juntamente com um bando de filósofos desocupados fez de Atenas o berco da cultura; Tom Jobim e Vinícius de Moraes viviam tomando cerveja no bar, compondo músicas; dentre tantos outros desocupados que abrilhantaram a história.
Na sociedade atual, em que o tempo parece nosso inimigo, falar em ócio é difícil, mas podemos arrumar um momento, principalmente nos fins de semana, quando sentamos no templo sagrado dos bêbados, o bar. E foi no bar com Fernanda, Josy e Janilson que surgiu uma nova teoria, revolucionária e surpreendente: a teoria da feira.
Mas deixe-me falar como cheguei a ela: falávamos sobre nossas vidas amorosas, desilusões, alegrias, frustrações, pessoas que desprezamos, dentre outras coisas e, após um tempo, verificamos que já fizemos muita coisa, mas estamos sozinhos. Eu, 29 anos, Josy, 28 anos, Fernanda, 27 anos e Janilson, 41 anos não temos ninguém no momento e a cada dia torna-se mais difícil encontrar alguém. Eis que, tal qual Newton, sou iluminado e grito "eureca", criando a "Teoria da Feira":
"A feira começa por volta das 07:00 da manhã. Nesse momento temos frutas nobres, tal qual o Kiwi, morango fresco, maçãs lindas e vermelhas, manga madura, cheirosa e dura, bananas no ponto, estando todas elas num preço mais alto, mas que todos querem. A medida que o tempo passa, as frutas nobres acabam, o morango, que antes era abundante, já está terminando, sobrando somente aquelas embalagens com o plástico grudado e a bandeja cheia d´água, as bananas vão ficando pretas, a manga mole, a macã machucada...
Tal qual uma feira assim é a nossa vida amorosa. Quando jovens, as frutas nobres são difíceis de ter, mas que muitos estão dispostos a ' comprar'. Há uma variedade de coisas e você tem o direito a escolher. À medida que o tempo passa, o que é bom vai sendo "comprado", ficando as sobras. E aí vale uma outra lei: a da oferta e da procura, do meu 'colega' Adam Smith. Há uma certa abundância, mas de coisa que não valem a pena".
Já somos morangos estragados, em breve seremos maçãs podres. Precisamos correr contra o tempo, pois já são 10:30 e a feira acaba as 13:00, e aí, a medida que o tempo passar, será mais difícil de encontrar uma fruta que valha a pena.

Obs: Faltou a Fabiana e o Solteiro nessa mesa de bar...

domingo, maio 13, 2007

Virada Cultural

Começou no dia 05, às 18:00, e terminou no dia 06, às 18:00. Um dia inteiro de música, teatro e filmes. Atrações para trodos os gostos, de Racionais Mc´s a Alceu Valença, passando por Leci Brandão e Paulinho da Viola .
Assisti aos shows de Alceu Valença, O Teatro Mágico, Sergei, Clube do Balanço (com erasmo Carlos) e Ed Motta. Saí de casa às 18:00 e cheguei às 05:00, simplesmente "morto"

terça-feira, maio 01, 2007

Sobre ser mãe

Mãe: 1. mulher ou qualquer fêmea que deu à luz um ou mais filhos. 2. Origem, fonte.
(Dicionário Aurélio)
Lembro-me da minha infância, mas principalmente da minha família. O convívio com meus irmãos, pais e alguns poucos primos e tios. Apesar das brigas, nos dávamos bem. Era aquela coisa: a raiva não durava mais de uma hora e pouco tempo depois já estávamos nos abraçando, rindo, brincando e nos preparando para outra briga. Sempre falávamos que nunca seríamos iguais aos filhos de Dona Alzira e Dona Marlene, que brigavam e ficavam por um longo período sem se falar.
É interessante como as coisas mudam: Hoje, minha família está em crise de relacionamento, enquanto as outras estão bem. Minhas irmãs, Tinha e Meire não se falam. Tudo por causa de uma bronca de Tinha em Guilherme, filho de Meire. Esta endureceu o coração e disse que ela sabe o que é ser mãe, por isso não a perdoa. Penso que ser mãe é ter amor, paz e saber perdoar, coisas que não estão acontecendo. Orgulho, ódio e discórdia são sentimentos mesquinhos que nada tem a ver com o sentido de mãe.
Ser mãe não é só procriar: é ser a origem de um sentimento de amor que emana de si e espalha-se para todos. É sentir que a vida que veio de si é importante e que deve fazer o possível e o impossível para que ela tenha o melhor da vida. E pergunto-me: essa discórdia faz bem aos seus filhos? Proibí-los e incentivá-los a não falar com a tia ajuda? Será que não se lembra o quanto sentíamos falta de tios? Será que não se lembra da falta de Tio Quinho quando este afastou-se de casa após briga com meu pai?
Penso nisso tudo e fico triste. A vontade que tenho é de não ir para casa nas festas de fim-de-ano. Afinal, a família tal qual conheço não existe mais, ela ficou na memória. E estragar essa lembrança não é algo que eu esteja disposto a fazer.

Semana "puxada"

Xiii. Lá se vai qause um mês sem postar nada. Nesse intervalo algumas coisas interessantes aconteceram, mas gostaria de falar da segunda semana de abril: 04 shows em menos de 05 dias.
Na quinta fui com Janilson e Rafael ver o Aerosmith: paguei por um show e vi o segundo. O Velvet Revolver, banda do Slash que faria a abertura para o Aerosmith, deu um espetáculo. E, logo em seguida, os vovôs arrebentaram com sua música quase centenária e eterna.
No domingo fui novamente com Janilson, só que agora acompanhados de Solteiro, ver Toquinho no Shopping Anália Franco e me "segurei" para não chorar deemoção: lembrei de Januy, meus irmãos, meus pais, minha infância... Após o show almocei e fui ver o Cordel do Fogo Encantado na Cachoeirinha. Lá encontramos o Bruno e a Tati. A mudança foi radical: desde o ambiente até as pessoas, tudo era diferente. O batuque do Cordel é interessante e até mesmo engraçado, a presença de Lirinha, no palco, é indescritível. Ele é incrível!!
Logo depois, óbvio, tomamos um caipirinha de frutas vermelhas e uma Brahma no Churrasquinho Mu para relaxar...

sexta-feira, abril 06, 2007

...

A Bruxa

(Carlos Drummond de Andrade)

A Emil Farhat

Nesta cidade do Rio,
de dois milhões de habitantes,
estou sozinho no quarto,
estou sozinho na América.

Estarei mesmo sozinho?
Ainda há pouco um ruído
anunciou vida a meu lado.
Certo não é vida humana,
mas é vida. E sinto a bruxa
presa na zona de luz.

De dois milhões de habitantes!
E nem precisava tanto...
Precisava de um amigo,
desses calados, distantes,
que lêem verso de Horácio
mas secretamente influem
na vida, no amor, na carne.
Estou só, não tenho amigo,
e a essa hora tardia
como procurar amigo?

E nem precisava tanto.
Precisava de mulher
que entrasse nesse minuto,
recebesse este carinho,
salvasse do aniquilamento
um minuto e um carinho loucos
que tenho para oferecer.

Em dois milhões de habitantes,
quantas mulheres prováveis
interrogam-se no espelho
medindo o tempo perdido
até que venha a manhã
trazer leite, jornal e calma.
Porém a essa hora vazia
como descobrir mulher?

Esta cidade do Rio!
Tenho tanta palavra meiga,
conheço vozes de bichos,
sei os beijos mais violentos,
viajei, briguei, aprendi.
Estou cercado de olhos,
de mãos, afetos, procuras.
Mas se tento comunicar-me,
o que há é apenas a noite
e uma espantosa solidão.

Companheiros, escutai-me!
Essa presença agitada
querendo romper a noite
não é simplesmente a bruxa.
É antes a confidência
exalando-se de um homem.