Eu tenho andado tão sozinho ultimamente
Que nem vejo em minha frente
Nada que me dê prazer
Sinto cada vez mais longe a felicidade
Vendo em minha mocidade
Tanto sonho perecer
Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde prá plantar e prá colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela para ver o sol nascer
Às vezes saio a caminhar pela cidade
À procura de amizades
Vou seguindo a multidão
Mas eu me retraio olhando em cada rosto
Cada um tem seu mistério
Seu sofrer, sua ilusão
Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde prá plantar e prá colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela para ver o sol nascer
Este blog já foi só meu, agora tem um outro dono: Matheus, meu pequeno, que vem para transformar esse coração duro num coração bobão, sentimental e chorão.
sábado, junho 23, 2007
quarta-feira, junho 20, 2007
De ontem em diante
De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada ]
[ são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do versículo e da profecia
Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?
É minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pó
É cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?
É lavar carro com mangueira
E se antes um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada ]
[ são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do versículo e da profecia
Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?
É minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pó
É cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?
É lavar carro com mangueira
E se antes um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem
(Fernando Anitelli)
segunda-feira, junho 18, 2007
Torneio de Decisões Empresariais
Acabou o Torneio de Decisões Empresariais na ETE Aprigio Gonzaga, na Penha. O Torneio, organizado pela Junior Achievement em parceria com o Unibanco, é uma espécie de Jogos de Empresa em que eu era o orientador-voluntário. Foi simplesmente maravilhoso rever uma sala de aula, ser professor, transmitir conhecimento e aporender um pouco mais dessa nova geração! Já estou com saudades (snif) .
quinta-feira, junho 14, 2007
Romário é 1000 e eu sou 30
Romário fez o milésimo gol. Como era de se esperar do "peixe", houve comemoração durante muito tempo. Se estava na churrascaria, era pra comemorar o milésimo gol; se estava na boate, estava lembrando do fato inédito; se passeava pela praia, era para refletir sobre essa marca; se fazia qualquer coisa, era graças a comemoração do milésimo gol.
Na semana de meu aniversário, inspirei-me no "baixinho" e fui comemorar, coisa que nunca tinha feito. Mas era uma marca histórica: afinal, fazer 30 anos não é tão normal! É uma virada incrível. Digamos que você fica mais "sênior"...
Na terça, 29/05, estava na net com Jainara, tomando uma garrafa de vinho e "parabéns pra você", chegou o grande dia. Na quarta comemorei no trabalho com os funcionários, tradicionalmente com um bolo e refrigerante. À noite fui ao Churrasquinho Mú com Janilson, Fernanda e Josy, naquele que havia sido o dia mais frio do ano até então, e novamente festa. Na sexta-feira fiz uma comemoraçãozinha particular e me diverti muito (venha me beijar, minha doce vampira...). No sábado caí na balada. Estavam lá Janilson, Bruno, Tati, William, Telma, Fernando, Alessandrão e Dzyan. Bebi todas e, na hora da música eletrônica, dancei, beijei, subi no palquinho lateral, ou seja, "paguei mico". No domingo, após uma ressaca desgraçada, jurei que iria descansar, quando a Fernanda me liga dizendo que está indo ao Churrasquinho Mú juntamente com a Paula e a Fabiana. E aí, com essa turma, não tem como economizar no álcool: terminamos a noite aqui em casa, tomando cerveja e comendo pizza pois o "dia" nos havia dado muita fome.
Enfim, para quem não gostava de comemorações, até que esse ano foi farto (rs).
Na semana de meu aniversário, inspirei-me no "baixinho" e fui comemorar, coisa que nunca tinha feito. Mas era uma marca histórica: afinal, fazer 30 anos não é tão normal! É uma virada incrível. Digamos que você fica mais "sênior"...
Na terça, 29/05, estava na net com Jainara, tomando uma garrafa de vinho e "parabéns pra você", chegou o grande dia. Na quarta comemorei no trabalho com os funcionários, tradicionalmente com um bolo e refrigerante. À noite fui ao Churrasquinho Mú com Janilson, Fernanda e Josy, naquele que havia sido o dia mais frio do ano até então, e novamente festa. Na sexta-feira fiz uma comemoraçãozinha particular e me diverti muito (venha me beijar, minha doce vampira...). No sábado caí na balada. Estavam lá Janilson, Bruno, Tati, William, Telma, Fernando, Alessandrão e Dzyan. Bebi todas e, na hora da música eletrônica, dancei, beijei, subi no palquinho lateral, ou seja, "paguei mico". No domingo, após uma ressaca desgraçada, jurei que iria descansar, quando a Fernanda me liga dizendo que está indo ao Churrasquinho Mú juntamente com a Paula e a Fabiana. E aí, com essa turma, não tem como economizar no álcool: terminamos a noite aqui em casa, tomando cerveja e comendo pizza pois o "dia" nos havia dado muita fome.
Enfim, para quem não gostava de comemorações, até que esse ano foi farto (rs).
domingo, maio 27, 2007
Certa música me lembra... Mariana!
Veio de manha molhar os pés na primeira onda
Abriu os braços devagar... e se entregou ao vento
O sol veio avisar... que de noite ele seria a lua,
Pra poder iluminar... Ana, o céu e o mar
Sol e vento, dia de casamento
Vento e sol, luz apagada num farol
Sol e chuva, casamento de viúva
Chuva e sol, casamento de espanhol
Ana aproveitava os carinhos do mundo
Os quatro elementos de tudo
Deitada diante do mar
Que apaixonado entregava as ondas mais belas
Tesouros de barcos e velas
Que o tempo não deixou voltar
Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
Quem já conseguiu dominar o amor?
Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa
Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar
Ana e o mar... mar e Ana
Historias que nos contam na cama
Antes da gente dormir
Ana e o mar... mar e ana
Ana e o mar... mar e ana
Todo sopro que apaga uma chama
Reacende o que for pra ficar
Quando Ana entra n'água
O sorriso do mar drugada
se estende pro resto do mundo
abençoando ondas cada vez mais altas
barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar
desse novo amor... Ana e o mar
Ana e o mar... mar e Ana
Historias que nos contam na cama
Antes da gente dormir
Ana e o mar... mar e ana
Ana e o mar... mar e ana
Todo sopro que apaga uma chama
Reacende o que for pra ficar
Quando Ana entra n'água
O sorriso do mar drugada
se estende pro resto do mundo
abençoando ondas cada vez mais altas
barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar
desse novo amor... Ana e o mar
quarta-feira, maio 16, 2007
Teoria da Feira
Dizem que "mente vazia é oficina do demônio". Discordo com isso, afinal o que seria de nós se não fosse o ócio: Isaac Newton descansava em baixo de uma macieira e "eureca"; Dar
win viajou por vários anos, sem fazer nada, só observando e "eis que o homem tem a mesma descendência do macaco"; Platão, com "o ser é, o não ser não é", juntamente com um bando de filósofos desocupados fez de Atenas o berco da cultura; Tom Jobim e Vinícius de Moraes viviam tomando cerveja no bar, compondo músicas; dentre tantos outros desocupados que abrilhantaram a história.
Na sociedade atual, em que o tempo parece nosso inimigo, falar em ócio é difícil, mas podemos arrumar um momento, principalmente nos fins de semana, quando sentamos no templo sagrado dos bêbados, o bar. E foi no bar com Fernanda, Josy e Janilson que surgiu uma nova teoria, revolucionária e surpreendente: a teoria da feira.
Mas deixe-me falar como cheguei a ela: falávamos sobre nossas vidas amorosas, desilusões, alegrias, frustrações, pessoas que desprezamos, dentre outras coisas e, após um tempo, verificamos que já fizemos muita coisa, mas estamos sozinhos. Eu, 29 anos, Josy, 28 anos, Fernanda, 27 anos e Janilson, 41 anos não temos ninguém no momento e a cada dia torna-se mais difícil encontrar alguém. Eis que, tal qual Newton, sou iluminado e grito "eureca", criando a "Teoria da Feira":
"A feira começa por volta das 07:00 da manhã. Nesse momento temos frutas nobres, tal qual o Kiwi, morango fresco, maçãs lindas e vermelhas, manga madura, cheirosa e dura, bananas no ponto, estando todas elas num preço mais alto, mas que todos querem. A medida que o tempo passa, as frutas nobres acabam, o morango, que antes era abundante, já está terminando, sobrando somente aquelas embalagens com o plástico grudado e a bandeja cheia d´água, as bananas vão ficando pretas, a manga mole, a macã machucada...
Tal qual uma feira assim é a nossa vida amorosa. Quando jovens, as frutas nobres são difíceis de ter, mas
que muitos estão dispostos a ' comprar'. Há uma variedade de coisas e você tem o direito a escolher. À medida que o tempo passa, o que é bom vai sendo "comprado", ficando as sobras. E aí vale uma outra lei: a da oferta e da procura, do meu 'colega' Adam Smith. Há uma certa abundância, mas de coisa que não valem a pena".
Já somos morangos estragados, em breve seremos maçãs podres. Precisamos correr contra o tempo, pois já são 10:30 e a feira acaba as 13:00, e aí, a medida que o tempo passar, será mais difícil de encontrar uma fruta que valha a pena.
Obs: Faltou a Fabiana e o Solteiro nessa mesa de bar...
Na sociedade atual, em que o tempo parece nosso inimigo, falar em ócio é difícil, mas podemos arrumar um momento, principalmente nos fins de semana, quando sentamos no templo sagrado dos bêbados, o bar. E foi no bar com Fernanda, Josy e Janilson que surgiu uma nova teoria, revolucionária e surpreendente: a teoria da feira.
Mas deixe-me falar como cheguei a ela: falávamos sobre nossas vidas amorosas, desilusões, alegrias, frustrações, pessoas que desprezamos, dentre outras coisas e, após um tempo, verificamos que já fizemos muita coisa, mas estamos sozinhos. Eu, 29 anos, Josy, 28 anos, Fernanda, 27 anos e Janilson, 41 anos não temos ninguém no momento e a cada dia torna-se mais difícil encontrar alguém. Eis que, tal qual Newton, sou iluminado e grito "eureca", criando a "Teoria da Feira":
"A feira começa por volta das 07:00 da manhã. Nesse momento temos frutas nobres, tal qual o Kiwi, morango fresco, maçãs lindas e vermelhas, manga madura, cheirosa e dura, bananas no ponto, estando todas elas num preço mais alto, mas que todos querem. A medida que o tempo passa, as frutas nobres acabam, o morango, que antes era abundante, já está terminando, sobrando somente aquelas embalagens com o plástico grudado e a bandeja cheia d´água, as bananas vão ficando pretas, a manga mole, a macã machucada...
Tal qual uma feira assim é a nossa vida amorosa. Quando jovens, as frutas nobres são difíceis de ter, mas
que muitos estão dispostos a ' comprar'. Há uma variedade de coisas e você tem o direito a escolher. À medida que o tempo passa, o que é bom vai sendo "comprado", ficando as sobras. E aí vale uma outra lei: a da oferta e da procura, do meu 'colega' Adam Smith. Há uma certa abundância, mas de coisa que não valem a pena".Já somos morangos estragados, em breve seremos maçãs podres. Precisamos correr contra o tempo, pois já são 10:30 e a feira acaba as 13:00, e aí, a medida que o tempo passar, será mais difícil de encontrar uma fruta que valha a pena.
Obs: Faltou a Fabiana e o Solteiro nessa mesa de bar...
domingo, maio 13, 2007
Virada Cultural
Começou no dia 05, às 18:00, e terminou no dia 06, às 18:00. Um dia inteiro de música, teatro e filmes. Atrações para trodos os gostos, de Racionais Mc´s a Alceu Valença, passando por Leci Brandão e Paulinho da Viola .
Assisti aos shows de Alceu Valença, O Teatro Mágico, Sergei, Clube do Balanço (com erasmo Carlos) e Ed Motta. Saí de casa às 18:00 e cheguei às 05:00, simplesmente "morto"
Assisti aos shows de Alceu Valença, O Teatro Mágico, Sergei, Clube do Balanço (com erasmo Carlos) e Ed Motta. Saí de casa às 18:00 e cheguei às 05:00, simplesmente "morto"
terça-feira, maio 01, 2007
Sobre ser mãe
Mãe: 1. mulher ou qualquer fêmea que deu à luz um ou mais filhos. 2. Origem, fonte.
(Dicionário Aurélio)
Lembro-me da minha infância, mas principalmente da minha família. O convívio com meus irmãos, pais e alguns poucos primos e tios. Apesar das brigas, nos dávamos bem. Era aquela coisa: a raiva não durava mais de uma hora e pouco tempo depois já estávamos nos abraçando, rindo, brincando e nos preparando para outra briga. Sempre falávamos que nunca seríamos iguais aos filhos de Dona Alzira e Dona Marlene, que brigavam e ficavam por um longo período sem se falar.
É interessante como as coisas mudam: Hoje, minha família está em crise de relacionamento, enquanto as outras estão bem. Minhas irmãs, Tinha e Meire não se falam. Tudo por causa de uma bronca de Tinha em Guilherme, filho de Meire. Esta endureceu o coração e disse que ela sabe o que é ser mãe, por isso não a perdoa. Penso que ser mãe é ter amor, paz e saber perdoar, coisas que não estão acontecendo. Orgulho, ódio e discórdia são sentimentos mesquinhos que nada tem a ver com o sentido de mãe.
Ser mãe não é só procriar: é ser a origem de um sentimento de amor que emana de si e espalha-se para todos. É sentir que a vida que veio de si é importante e que deve fazer o possível e o impossível para que ela tenha o melhor da vida. E pergunto-me: essa discórdia faz bem aos seus filhos? Proibí-los e incentivá-los a não falar com a tia ajuda? Será que não se lembra o quanto sentíamos falta de tios? Será que não se lembra da falta de Tio Quinho quando este afastou-se de casa após briga com meu pai?
Penso nisso tudo e fico triste. A vontade que tenho é de não ir para casa nas festas de fim-de-ano. Afinal, a família tal qual conheço não existe mais, ela ficou na memória. E estragar essa lembrança não é algo que eu esteja disposto a fazer.
(Dicionário Aurélio)
Lembro-me da minha infância, mas principalmente da minha família. O convívio com meus irmãos, pais e alguns poucos primos e tios. Apesar das brigas, nos dávamos bem. Era aquela coisa: a raiva não durava mais de uma hora e pouco tempo depois já estávamos nos abraçando, rindo, brincando e nos preparando para outra briga. Sempre falávamos que nunca seríamos iguais aos filhos de Dona Alzira e Dona Marlene, que brigavam e ficavam por um longo período sem se falar.
É interessante como as coisas mudam: Hoje, minha família está em crise de relacionamento, enquanto as outras estão bem. Minhas irmãs, Tinha e Meire não se falam. Tudo por causa de uma bronca de Tinha em Guilherme, filho de Meire. Esta endureceu o coração e disse que ela sabe o que é ser mãe, por isso não a perdoa. Penso que ser mãe é ter amor, paz e saber perdoar, coisas que não estão acontecendo. Orgulho, ódio e discórdia são sentimentos mesquinhos que nada tem a ver com o sentido de mãe.
Ser mãe não é só procriar: é ser a origem de um sentimento de amor que emana de si e espalha-se para todos. É sentir que a vida que veio de si é importante e que deve fazer o possível e o impossível para que ela tenha o melhor da vida. E pergunto-me: essa discórdia faz bem aos seus filhos? Proibí-los e incentivá-los a não falar com a tia ajuda? Será que não se lembra o quanto sentíamos falta de tios? Será que não se lembra da falta de Tio Quinho quando este afastou-se de casa após briga com meu pai?
Penso nisso tudo e fico triste. A vontade que tenho é de não ir para casa nas festas de fim-de-ano. Afinal, a família tal qual conheço não existe mais, ela ficou na memória. E estragar essa lembrança não é algo que eu esteja disposto a fazer.
Semana "puxada"
Xiii. Lá se vai qause um mês sem postar nada. Nesse intervalo algumas coisas interessantes aconteceram, mas gostaria de falar da segunda semana de abril: 04 shows em menos de 05 dias.
Na quinta fui com Janilson e Rafael ver o Aerosmith: paguei por um show e vi o segundo. O Velvet Revolver, banda do Slash que faria a abertura para o Aerosmith, deu um espetáculo. E, logo em seguida, os vovôs arrebentaram com sua música quase centenária e eterna.
No domingo fui novamente com Janilson, só que agora acompanhados de Solteiro, ver Toquinho no Shopping Anália Franco e me "segurei" para não chorar deemoção: lembrei de Januy, meus irmãos, meus pais, minha infância... Após o show almocei e fui ver o Cordel do Fogo Encantado na Cachoeirinha. Lá encontramos o Bruno e a Tati. A mudança foi radical: desde o ambiente até as pessoas, tudo era diferente. O batuque do Cordel é interessante e até mesmo engraçado, a presença de Lirinha, no palco, é indescritível. Ele é incrível!!
Logo depois, óbvio, tomamos um caipirinha de frutas vermelhas e uma Brahma no Churrasquinho Mu para relaxar...
Na quinta fui com Janilson e Rafael ver o Aerosmith: paguei por um show e vi o segundo. O Velvet Revolver, banda do Slash que faria a abertura para o Aerosmith, deu um espetáculo. E, logo em seguida, os vovôs arrebentaram com sua música quase centenária e eterna.
No domingo fui novamente com Janilson, só que agora acompanhados de Solteiro, ver Toquinho no Shopping Anália Franco e me "segurei" para não chorar deemoção: lembrei de Januy, meus irmãos, meus pais, minha infância... Após o show almocei e fui ver o Cordel do Fogo Encantado na Cachoeirinha. Lá encontramos o Bruno e a Tati. A mudança foi radical: desde o ambiente até as pessoas, tudo era diferente. O batuque do Cordel é interessante e até mesmo engraçado, a presença de Lirinha, no palco, é indescritível. Ele é incrível!!
Logo depois, óbvio, tomamos um caipirinha de frutas vermelhas e uma Brahma no Churrasquinho Mu para relaxar...
sexta-feira, abril 06, 2007
...
A Bruxa
(Carlos Drummond de Andrade)
A Emil Farhat
Nesta cidade do Rio,
de dois milhões de habitantes,
estou sozinho no quarto,
estou sozinho na América.
Estarei mesmo sozinho?
Ainda há pouco um ruído
anunciou vida a meu lado.
Certo não é vida humana,
mas é vida. E sinto a bruxa
presa na zona de luz.
De dois milhões de habitantes!
E nem precisava tanto...
Precisava de um amigo,
desses calados, distantes,
que lêem verso de Horácio
mas secretamente influem
na vida, no amor, na carne.
Estou só, não tenho amigo,
e a essa hora tardia
como procurar amigo?
E nem precisava tanto.
Precisava de mulher
que entrasse nesse minuto,
recebesse este carinho,
salvasse do aniquilamento
um minuto e um carinho loucos
que tenho para oferecer.
Em dois milhões de habitantes,
quantas mulheres prováveis
interrogam-se no espelho
medindo o tempo perdido
até que venha a manhã
trazer leite, jornal e calma.
Porém a essa hora vazia
como descobrir mulher?
Esta cidade do Rio!
Tenho tanta palavra meiga,
conheço vozes de bichos,
sei os beijos mais violentos,
viajei, briguei, aprendi.
Estou cercado de olhos,
de mãos, afetos, procuras.
Mas se tento comunicar-me,
o que há é apenas a noite
e uma espantosa solidão.
Companheiros, escutai-me!
Essa presença agitada
querendo romper a noite
não é simplesmente a bruxa.
É antes a confidência
exalando-se de um homem.
(Carlos Drummond de Andrade)
A Emil Farhat
Nesta cidade do Rio,
de dois milhões de habitantes,
estou sozinho no quarto,
estou sozinho na América.
Estarei mesmo sozinho?
Ainda há pouco um ruído
anunciou vida a meu lado.
Certo não é vida humana,
mas é vida. E sinto a bruxa
presa na zona de luz.
De dois milhões de habitantes!
E nem precisava tanto...
Precisava de um amigo,
desses calados, distantes,
que lêem verso de Horácio
mas secretamente influem
na vida, no amor, na carne.
Estou só, não tenho amigo,
e a essa hora tardia
como procurar amigo?
E nem precisava tanto.
Precisava de mulher
que entrasse nesse minuto,
recebesse este carinho,
salvasse do aniquilamento
um minuto e um carinho loucos
que tenho para oferecer.
Em dois milhões de habitantes,
quantas mulheres prováveis
interrogam-se no espelho
medindo o tempo perdido
até que venha a manhã
trazer leite, jornal e calma.
Porém a essa hora vazia
como descobrir mulher?
Esta cidade do Rio!
Tenho tanta palavra meiga,
conheço vozes de bichos,
sei os beijos mais violentos,
viajei, briguei, aprendi.
Estou cercado de olhos,
de mãos, afetos, procuras.
Mas se tento comunicar-me,
o que há é apenas a noite
e uma espantosa solidão.
Companheiros, escutai-me!
Essa presença agitada
querendo romper a noite
não é simplesmente a bruxa.
É antes a confidência
exalando-se de um homem.
terça-feira, abril 03, 2007
Roger Waters: The dark side of the moon - 24/03/2007

O que falar do Show de Roger Waters? Simplesmente não há o que dizer. Foi algo inesquecível ouvir os clássicos do Pink Floyd ao lado de fãs extasiados e de um belo show pirotécnico. Sinceramente, o segundo melhor show da minha vida, já que o de U2 é o primeiro e o dos Mutantes passa a ser o terceiro.
Lembrei de muitas pessoas durante a execução das músicas e Livio foi um dos amigos mais lembrados. Afinal, comecei a ouvir e conhecer o Pink Floyd após algumas " aulas" de bom gosto musical.
Mas tão marcante quanto o show foi a presença de uma pessoa que não me lembro o nome. Ela é filandesa, estava com o seu filho brasileiro assistindo ao show. Os dois bebiam juntos, fumavam juntos e, após o início do show, sacudiam a cabeleira juntos. Ela morou nos Estados Unidos em uma cidade próxima de Boston e, em 1974, quando o Pink Floyd lançou a turnê, o irmão havia prometido comprar os ingressos para o show. Todos os amigos dela compraram os ingressos e o seu irmão não o fez. Para ela, era um show esperado por mais de 23 anos e por isso mais do que especial. Tanto que ela "armou o mairo barraco" quando alg
uns espertinhos tentaram ficar em pé, na sua frente, e ela dizia: "me respeite que eu tenho idade para ser a sua avó! Esse é o show da minha vida! Esperei por ele por mais de 23 anos e não vai ser agora que alguém vai me atrapalhar". A mulher delirou e sacudiu a cabeleira como uma juvenil e era visível, em sua face, a expressão de felicidade. Ela não cansava de dizer: muito bom! Valeu a pena esperar!
uns espertinhos tentaram ficar em pé, na sua frente, e ela dizia: "me respeite que eu tenho idade para ser a sua avó! Esse é o show da minha vida! Esperei por ele por mais de 23 anos e não vai ser agora que alguém vai me atrapalhar". A mulher delirou e sacudiu a cabeleira como uma juvenil e era visível, em sua face, a expressão de felicidade. Ela não cansava de dizer: muito bom! Valeu a pena esperar!Enfim, Roger Waters: The dark side of the moon foi inesquecível não só pelo espetáculo, mas pela presença das pessoas desconhecidas que estavam conosco.
segunda-feira, março 12, 2007
Certa música me lembra... Januy
Fico assim sem você
Adriana calcanhoto
(Caca Moraes)
Avião sem asa,
Fogueira sem brasa,
Sou eu assim sem você...
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola,
Sou eu assim sem você...

Por que é que tem que ser assim...?
Se o meu desejo não tem fim...?
Eu te quero a todo instânte,
Nem mil alto-falantes,
Vão poder falar por mim...
Amor sem beijinho,
Buchecha sem Claudinho,
Sou eu assim sem você...
Circo sem palhaço,
Namoro sem abraço,
Sou eu assim sem você...
Tô louco pra te ver chegar,
Tô louco pra ter nas mãos...
Deitar no teu abraço,
Retomar o pedaço,
que falta no meu coração...
Eu não existo longe de você...
E a solidão é o meu pior castigo,
Eu conto as horas pra poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo...
Porquê? Porquê?
Nenem sem chupeta,
Romeu sem Julieta,
Sou eu assim sem você...
Carro sem estrada,
Queijo sem goiabada,
Sou eu assim assim sem você...

Por que é que tem que ser assim...?
Se o meu desejo não tem fim...?
Eu te quero a todo instânte,
Nem mil auto-falantes,
Vão poder falar por mim...
Eu não existo longe de você...
A solidão é meu pior castigo,
Eu conto as horas pra poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo...
(Poderia citar todas as músicas de Milton Nascimento, várias de Caetano, principalmente Sampa que ele tocava maravilhosamente bem no violão, outras tantas de Gal Costa, Betania, Gonzaguinha, Fagner... Mas ultimamente essa música é a que mais me faz lembrar de ti. O trecho "Eu conto as horas pra poder te ver mas o relógio tá de mal comigo" é a mais pura verdade. Sei que um dia nos encontraremos e poderemos matar toda a saudade. Enquanto isso não acontece estou tocando a vida, lembrando de você em vários momentos da vida, principalmente quando saio com Janilson e fazemos um programa a dois e paro e penso: esse programa poderia ser a três. Te amo e sempre te amarei, meu irmão.)

Adriana calcanhoto
(Caca Moraes)
Avião sem asa,
Fogueira sem brasa,
Sou eu assim sem você...
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola,
Sou eu assim sem você...

Por que é que tem que ser assim...?
Se o meu desejo não tem fim...?
Eu te quero a todo instânte,
Nem mil alto-falantes,
Vão poder falar por mim...
Amor sem beijinho,
Buchecha sem Claudinho,
Sou eu assim sem você...
Circo sem palhaço,
Namoro sem abraço,
Sou eu assim sem você...
Tô louco pra te ver chegar,
Tô louco pra ter nas mãos...
Deitar no teu abraço,
Retomar o pedaço,

que falta no meu coração...
Eu não existo longe de você...
E a solidão é o meu pior castigo,
Eu conto as horas pra poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo...
Porquê? Porquê?
Nenem sem chupeta,
Romeu sem Julieta,
Sou eu assim sem você...
Carro sem estrada,
Queijo sem goiabada,
Sou eu assim assim sem você...

Por que é que tem que ser assim...?
Se o meu desejo não tem fim...?
Eu te quero a todo instânte,
Nem mil auto-falantes,
Vão poder falar por mim...
Eu não existo longe de você...
A solidão é meu pior castigo,
Eu conto as horas pra poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo...
(Poderia citar todas as músicas de Milton Nascimento, várias de Caetano, principalmente Sampa que ele tocava maravilhosamente bem no violão, outras tantas de Gal Costa, Betania, Gonzaguinha, Fagner... Mas ultimamente essa música é a que mais me faz lembrar de ti. O trecho "Eu conto as horas pra poder te ver mas o relógio tá de mal comigo" é a mais pura verdade. Sei que um dia nos encontraremos e poderemos matar toda a saudade. Enquanto isso não acontece estou tocando a vida, lembrando de você em vários momentos da vida, principalmente quando saio com Janilson e fazemos um programa a dois e paro e penso: esse programa poderia ser a três. Te amo e sempre te amarei, meu irmão.)
terça-feira, março 06, 2007
Certa música me lembra... Cipó
Vilarejo
(Marisa Monte)
Composição: Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes
Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá
Por cima das casas, cal
Frutos em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real
Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for
"Cipó, meu eterno vilarejo, minha eterna Pasárgada. Terra que nunca esquecerei e que sempre sentirei saudades."

(Marisa Monte)
Composição: Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes
Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá
Por cima das casas, cal
Frutos em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real
Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for
"Cipó, meu eterno vilarejo, minha eterna Pasárgada. Terra que nunca esquecerei e que sempre sentirei saudades."
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Nem melhor nem pior: diferente

Meu Carnaval tinha tudo pra ser uma merda, mas foi ótimo: fiz planos de ir a Ubatuba, de ter uma visitinha particular, mas deu tudo errado. Porém, foi muito bom.
Começou no sábado, tomando várias cervejas com a Fernanda, Fabiana e Paula no Valadares: enchemos a cara e nos divertimos muito. No domingo, foi a vez do Churrasquinho Mu nos receber: repeteco do dia anterior. Na segunda, veio o inesperado: desfilar em uma Escola de Samba (Morro da Casa Verde).
O desfile começaria às 02:00, mas o encontro foi marcado para as 21:00, em frente ao barracão da Escola. Chegamos lá e já começamos a turbinar, tomando várias Brahmas. Duas horas depois embarcamos em um ônibus e já começamos a fazer bagunça: cantando, enchendo o saco do motorista, do filho dele e do Juquinha, autor da letra do samba-enredo da escola. Chegamos por volta da 00:30 e continuamos no mesmo ritmo: cerveja, cerveja e cerveja. Às 01:20 estávamos na expectativa para entrar e aconteceu o mais esperado: a Josy sentiu dor de cabeça e foi procurar uma ambulância. Eu entrei na avenida e já entrei no clima. A expectativa era de arrepiar. Fiquei na ponta, recebi as instruções do chefe de ala, e aguardamos. Foi quando o auto-falante anunciou que faltavam quinze minutos e a bateria começou a tocar. A adrenalina subiu e mais uma vez veio o anúncio de que faltavam 05 minutos. Depois daí, foi pura emoção.
Pisar na avenida, fantasiado, é se sentir um astro. Um astro anônimo, sendo saudado pela platéia, vários gringos e brasileiros que se divertem ao te ver dançar. Você olha para os lados e sente a emoção de estar fazendo parte de um grupo que tem uma finalidade, ganhar um campeonato, fazendo um espetáculo para uma população que tem uma outra finalidade, se divertir. No meio do desfile, avistei meu irmão na arquibancada, com os seus amigos, e fiquei muito emocionado.
Quando menos esperava, o aviso de que não poderíamos andar para trás, pois já tínhamos cruzado a linha amarela, do final. Foram 31 minutos inesquecíveis, empolgantes, que sempre ficarão na memória. Na dispersão, a empolgação era tal que acreditávamos plenamente na vitória da nossa escola, o que infelizmente não aconteceu.
Mais cervejas de comemoração e embarcamos de volta, no mesmo ônibus, foi quando descobrimos que o filho do motorista tinha conseguido uma fantasia e desfilado também. Marcamos de nos encontrar na sexta-feira, dia do desfile das campeãs, voltamos pra casa extremamente cansados, e aí foi só descansar, sonhando com os momentos maravilhosos.
Na terça nova cervejada e na quarta, infelizmente, a volta ao trabalho.
Começou no sábado, tomando várias cervejas com a Fernanda, Fabiana e Paula no Valadares: enchemos a cara e nos divertimos muito. No domingo, foi a vez do Churrasquinho Mu nos receber: repeteco do dia anterior. Na segunda, veio o inesperado: desfilar em uma Escola de Samba (Morro da Casa Verde).
O desfile começaria às 02:00, mas o encontro foi marcado para as 21:00, em frente ao barracão da Escola. Chegamos lá e já começamos a turbinar, tomando várias Brahmas. Duas horas depois embarcamos em um ônibus e já começamos a fazer bagunça: cantando, enchendo o saco do motorista, do filho dele e do Juquinha, autor da letra do samba-enredo da escola. Chegamos por volta da 00:30 e continuamos no mesmo ritmo: cerveja, cerveja e cerveja. Às 01:20 estávamos na expectativa para entrar e aconteceu o mais esperado: a Josy sentiu dor de cabeça e foi procurar uma ambulância. Eu entrei na avenida e já entrei no clima. A expectativa era de arrepiar. Fiquei na ponta, recebi as instruções do chefe de ala, e aguardamos. Foi quando o auto-falante anunciou que faltavam quinze minutos e a bateria começou a tocar. A adrenalina subiu e mais uma vez veio o anúncio de que faltavam 05 minutos. Depois daí, foi pura emoção.
Pisar na avenida, fantasiado, é se sentir um astro. Um astro anônimo, sendo saudado pela platéia, vários gringos e brasileiros que se divertem ao te ver dançar. Você olha para os lados e sente a emoção de estar fazendo parte de um grupo que tem uma finalidade, ganhar um campeonato, fazendo um espetáculo para uma população que tem uma outra finalidade, se divertir. No meio do desfile, avistei meu irmão na arquibancada, com os seus amigos, e fiquei muito emocionado.
Quando menos esperava, o aviso de que não poderíamos andar para trás, pois já tínhamos cruzado a linha amarela, do final. Foram 31 minutos inesquecíveis, empolgantes, que sempre ficarão na memória. Na dispersão, a empolgação era tal que acreditávamos plenamente na vitória da nossa escola, o que infelizmente não aconteceu.

Mais cervejas de comemoração e embarcamos de volta, no mesmo ônibus, foi quando descobrimos que o filho do motorista tinha conseguido uma fantasia e desfilado também. Marcamos de nos encontrar na sexta-feira, dia do desfile das campeãs, voltamos pra casa extremamente cansados, e aí foi só descansar, sonhando com os momentos maravilhosos.
Na terça nova cervejada e na quarta, infelizmente, a volta ao trabalho.
sábado, fevereiro 17, 2007
Os Mutantes, Nação Zumbi e Tom Zé
São Paulo fez aniversário e quem ganhou o presente fui eu: Show na Praça da Independência, no Ipiranga, do Nação Zumbi, Tom Zé e Os Mutantes.
Conhecia pouco do Nação Zumbi, mas os tambores do Maracatu juntos com o som da guitarra é realmente eletrizante. Resultado: comprei o dvd na outra semana e passei a admirar mais ainda a banda.
Dizem que Tom Zé é um gênio incompreendido; continuo sem compreendê-lo. Simplesmente sem comentários.
Até que chegou o momento mais esperado: às 21:10 entraram no palco os "Dom Quixotes". Simplesmente alucinante. É incrível como a banda é fantástica. Se já gostava da banda, simplesmente me apaixonei. Só não comprei o dvd porque estava muito caro (rs).
Mas foi simplesmente um feriado maravilhoso. Depois disso minha alma estava lavada, pronta para aguentar novamente a rotina de porcarias como Calypso e cia limitada.
Conhecia pouco do Nação Zumbi, mas os tambores do Maracatu juntos com o som da guitarra é realmente eletrizante. Resultado: comprei o dvd na outra semana e passei a admirar mais ainda a banda.
Dizem que Tom Zé é um gênio incompreendido; continuo sem compreendê-lo. Simplesmente sem comentários.
Até que chegou o momento mais esperado: às 21:10 entraram no palco os "Dom Quixotes". Simplesmente alucinante. É incrível como a banda é fantástica. Se já gostava da banda, simplesmente me apaixonei. Só não comprei o dvd porque estava muito caro (rs).
Mas foi simplesmente um feriado maravilhoso. Depois disso minha alma estava lavada, pronta para aguentar novamente a rotina de porcarias como Calypso e cia limitada.
sábado, janeiro 13, 2007
Do bestial ao genial: Sobre Ana Carolina - Dois Quartos
Ana Carolina encarnou o espírito de Caetando Veloso ao fazer o novo cd duplo - Dois Quartos. E ser comparada a Caetano Veloso significa não só receber os bônus, mas também o ônus de tal comparação. Afinal, o magnífico autor de "Sampa", "Você é linda" e "Queixa", dentre outras maravilhas, é também o criador de coisas bestiais como "Super bacana" e "Leãozinho".
O cd começa tipicamente Ana Carolina: uma música forte,ao estilo dos outros três cd´s ("tô saindo", "o rio" e "hoje eu tô sozinha" dos cd´s anteriores, respectivamente). Tudo vai transcorrendo maravilhosamente bem até a quinta música, "Rosas" (será que ela se inspirou em "Choram as rosas", de Bruno e Marrone?), um deslize entre tantas músicas que tem tudo para se tornarem clássicas: "Tolerância", "Ruas de Outono", "Aqui", "Um edifício no meio do mundo" e "Vai". Depois disso ela tem a idéia desgraçada de ser política e ataca de "O Cristo de madeira" (maldito Tom Zé que a influenciou depois do encontro que resultou em "Unimultiplicidade") e da lamentável "Eu comi a Madonna", música, aliás, que faz Tati Quebra Barraco ter inveja. Felizmente ela volta a ser Ana Carolina (ou talvez o Caetano de "Trem das Cores") com ótimos arranjos para "Nega Marrenta" e "Notícias Populares", músicas apresentadas no DVD com Seu jorge, e com a divertida "Chevette" ao melhor estilo Ana Carolina: pandeiro e gogó. Esta, para mim, é a melhor música do gênero em comparação com músicas do mesmo estilo dos cd´s anteriores ("Armazém", "Implicante" e "Vox Populi").
Aí vem o segundo Cd, que começa com qualquer coisa, menos música, pois poupem-me das explicações filosóficas e políticas do porquê daquelas frases soltas em "La critique" (ainda influenciada por Tom Zé). Seguem-se duas ótimas músicas, "Então vá se perder" e "Carvão", que deveriam estar, porém, separadas, já que tem arranjos e ritmos muito parecidos. A Leve e descontraída "Manhã" te faz viajar numa tarde de verão acompanhado de uma paixão. A "Homens e Mulheres" mostra outro deslize da Ana; não que seja contra a mensagem passada pela música (o bissexualismo), mas é que ela é ruinzinha de dar dó. "Corredores", música fossa, cairia muito bem na voz de Nana Caymmi. Logo depois vem "Sentimentos", música feita para completar o cd: instrumental e chata. "Cantinho" é outra música inspirada em Tati Quebra Barraco: sem comentários. "Eu não paro", a melhor música do cd, e "Claridade" são outras jóias raras desse cd. O ótimo samba "Milhares de samba" é digno do melhores sambistas do Brasil (Cartola, Paulinho da Viola...). infelizmente, Ana Carolina resolveu terminar o cd com o remix de "Eu comi a Madonna". Já que um é pouco, ela resolveu cantar essa porcaria de música duas vezes, agora numa versão dance, para tocar nas baladas ao lado de Mc Serginho, Tati Quebra Barraco, Bonde do Tigrão, dentre outras porcarias.
Ana Carolina infelizmente errou. Ela tinha tudo para fazer desse o melhor cd já gravado na sua carreira, porém, a idéia de fazer um cd duplo, arruinou com esta possibilidade. Se tivesse feito um cd, com o melhor do duplo, com certeza já estaria entre os clássicos da mpb. Ela definitivamente Caetaneou, tornando "Dois Quartos" uma surpresa a cada faixa: ao mesmo tempo em que fez pérolas da mpb, fez coisas péssimas, indo do bestial ao genial numa facilidade digna de Caetano Veloso.
O cd começa tipicamente Ana Carolina: uma música forte,ao estilo dos outros três cd´s ("tô saindo", "o rio" e "hoje eu tô sozinha" dos cd´s anteriores, respectivamente). Tudo vai transcorrendo maravilhosamente bem até a quinta música, "Rosas" (será que ela se inspirou em "Choram as rosas", de Bruno e Marrone?), um deslize entre tantas músicas que tem tudo para se tornarem clássicas: "Tolerância", "Ruas de Outono", "Aqui", "Um edifício no meio do mundo" e "Vai". Depois disso ela tem a idéia desgraçada de ser política e ataca de "O Cristo de madeira" (maldito Tom Zé que a influenciou depois do encontro que resultou em "Unimultiplicidade") e da lamentável "Eu comi a Madonna", música, aliás, que faz Tati Quebra Barraco ter inveja. Felizmente ela volta a ser Ana Carolina (ou talvez o Caetano de "Trem das Cores") com ótimos arranjos para "Nega Marrenta" e "Notícias Populares", músicas apresentadas no DVD com Seu jorge, e com a divertida "Chevette" ao melhor estilo Ana Carolina: pandeiro e gogó. Esta, para mim, é a melhor música do gênero em comparação com músicas do mesmo estilo dos cd´s anteriores ("Armazém", "Implicante" e "Vox Populi").
Aí vem o segundo Cd, que começa com qualquer coisa, menos música, pois poupem-me das explicações filosóficas e políticas do porquê daquelas frases soltas em "La critique" (ainda influenciada por Tom Zé). Seguem-se duas ótimas músicas, "Então vá se perder" e "Carvão", que deveriam estar, porém, separadas, já que tem arranjos e ritmos muito parecidos. A Leve e descontraída "Manhã" te faz viajar numa tarde de verão acompanhado de uma paixão. A "Homens e Mulheres" mostra outro deslize da Ana; não que seja contra a mensagem passada pela música (o bissexualismo), mas é que ela é ruinzinha de dar dó. "Corredores", música fossa, cairia muito bem na voz de Nana Caymmi. Logo depois vem "Sentimentos", música feita para completar o cd: instrumental e chata. "Cantinho" é outra música inspirada em Tati Quebra Barraco: sem comentários. "Eu não paro", a melhor música do cd, e "Claridade" são outras jóias raras desse cd. O ótimo samba "Milhares de samba" é digno do melhores sambistas do Brasil (Cartola, Paulinho da Viola...). infelizmente, Ana Carolina resolveu terminar o cd com o remix de "Eu comi a Madonna". Já que um é pouco, ela resolveu cantar essa porcaria de música duas vezes, agora numa versão dance, para tocar nas baladas ao lado de Mc Serginho, Tati Quebra Barraco, Bonde do Tigrão, dentre outras porcarias.
Ana Carolina infelizmente errou. Ela tinha tudo para fazer desse o melhor cd já gravado na sua carreira, porém, a idéia de fazer um cd duplo, arruinou com esta possibilidade. Se tivesse feito um cd, com o melhor do duplo, com certeza já estaria entre os clássicos da mpb. Ela definitivamente Caetaneou, tornando "Dois Quartos" uma surpresa a cada faixa: ao mesmo tempo em que fez pérolas da mpb, fez coisas péssimas, indo do bestial ao genial numa facilidade digna de Caetano Veloso.
segunda-feira, novembro 20, 2006
A última grande lição
Acabei de ler o "A última grande lição - O sentido da vida", de Mitch Albom. É a história do reencontro de um homem com seu ex professor, mais de vinte anos depois, após este contraira uma doença rara e incurável (ELA). As lições de vida são incríveis. Me fez refletir sobre muitas coisas. Família, amigos, casamento, trabalho, etc. são alguns dos temas abordados dentro dos diálogos entre o velho treinador e seu jogador.
Aconselho, a quem interessar uma leitura leve e reflexiva, a ler esse livro. Realmente, uma lição de vida.
Aconselho, a quem interessar uma leitura leve e reflexiva, a ler esse livro. Realmente, uma lição de vida.
quinta-feira, novembro 02, 2006
Novos tempos
Depois que saí de férias minha vida mudou muito. Trabalhei apenas dois dias no Mc Donald´s e, 10 dias depois, já estava na Fininvest. Trabalho agora de segunda a sexta, das 09 às 18:00 e , aos sábados, das 09:00 às 13:00. Adeus trabalho aos domingos e feriados; adeus a uma vida totalmente sem programação. Não posso dizer "dessa água nunca mais beberei", mas pretendo realmente nunca mais beber.A oportunidade que tenho agora me é muito interessante. Sou agora o gerente da loja (ou filal, segundo o "dialeto" local), sendo responsável por toda a estratégia de vendas, de pessoal e financeira. Cheguei na filial no dia 13 de outubro, após um treinamento de 01 mês, totalmente perdido no ambiente e na rotina de trabalho. Logo de cara vi uma grande filial, com um enorme potencial de vendas, mas com funcionários desmotivados, cabreiros, além de sentir um clima muito ruim. Tive que fazer, primeiro, um trabalho de motivação dos funcionários. Depois, treinar as crianças e ajustar a algumas coisas. O resultado foi que, quando entrei, havia uma previsão muito ruim de vendas e conseguimos quase dobrar isso (a previsão era de 46% da meta e chegamos a 87%, crescendo 26% em relação ao mês anterior). O resultado está muito longe do esperado, mas já é um bom começo. O melhor de tudo é que consegui fazer com que o pessoal acreditasse que é possível reverter o número e deixar de ser a loja problema.
Na sexta teremos a visita de um ótimo vendedor (Douglas, da São Bento) que nos ensinará muita coisa e, na segunda, farei a contratação de um novo funcionário. Com certeza será um homem para dar um equilíbrio na loja, pois sou o único homem no meio de três mulheres. Infelizmente, não tenho com quem falar sobre mulher, carro, futebol, cerveja e todas as coisas de homem. Além do mais, preciso de uma pessoa mais racional e menos emotiva, e com certeza esse novo funcionário dará esse equilíbrio que preciso.
Com fé em Deus as coisas se resolverão e transformarei a filial Brás numa filial lucrativa.
segunda-feira, agosto 28, 2006
Acabaram-se as férias.
E esses são meus últimos minutos de férias... A cada vinda penso que a última foi a melhor. E dessa vez não foi diferente. Minhas férias foram maravilhosas.
Foram momentos de descontração com minha família, amigos e mulheres. Aconteceu de tudo um pouco: Concurso de estórias, caça ao tesouro, praia (Rio Vermelho e Barra do Itariri), chácara, cascata, festa em Pombal, visita a amigos em Feira, show de Jota Quest e Los Hermanos, reencontro com amigos de infância (Camila e Lucas), festa a fanasia, aniversário de Aline, reuniões no Opacc e Talismã, e cerveja e mais cerveja na praça, observando a vida passar sem compromisso algum.
Férias faz muito bem ao ser humano. O único momento ruim é quando elas acabam e deixo pra trás meu passado, amigos e, principalmente, minha família.
Foram momentos de descontração com minha família, amigos e mulheres. Aconteceu de tudo um pouco: Concurso de estórias, caça ao tesouro, praia (Rio Vermelho e Barra do Itariri), chácara, cascata, festa em Pombal, visita a amigos em Feira, show de Jota Quest e Los Hermanos, reencontro com amigos de infância (Camila e Lucas), festa a fanasia, aniversário de Aline, reuniões no Opacc e Talismã, e cerveja e mais cerveja na praça, observando a vida passar sem compromisso algum.
Férias faz muito bem ao ser humano. O único momento ruim é quando elas acabam e deixo pra trás meu passado, amigos e, principalmente, minha família.
segunda-feira, agosto 21, 2006
O show dos Hermanos

Fui ao show dos Hermanos. Para mim foi maravilhoso, visto que sou fã da banda. Lembrei de muitas pessoas e momentos durante o show:
Fernanda:
"Ela é mais sentimental que eu. Então fica bem se eu sofro um pouco mais".
Bruno e Tati:
"Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você. Que explique a min ha paz. Tristeza nunca mais".
Cacau:
"Posso ouvir o vento soprar, assisitir a onda bater, mas o estrago que faz a vida é curta pra ver".
Rick:
"Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu cuidar do meu nariz".
Aline:
"Eu que já não quero mais ser um vencedor, levo a vida devagar pra não faltar amor".
J...
"Eu só aceito a condição de ter você só pra mim. Eu sei, não é assim, mas dixa eu fingir".
"E só de te ver eu penso em trocar a minha tv num jeito de te levar a qualquer lugar que você queira. E ir aonde o vento for, que pra nós dois, sair de casa já é se aventurar".
Alan:
"Quem sabe o que é ter e perder alguém"?
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