segunda-feira, novembro 20, 2006

A última grande lição

Acabei de ler o "A última grande lição - O sentido da vida", de Mitch Albom. É a história do reencontro de um homem com seu ex professor, mais de vinte anos depois, após este contraira uma doença rara e incurável (ELA). As lições de vida são incríveis. Me fez refletir sobre muitas coisas. Família, amigos, casamento, trabalho, etc. são alguns dos temas abordados dentro dos diálogos entre o velho treinador e seu jogador.
Aconselho, a quem interessar uma leitura leve e reflexiva, a ler esse livro. Realmente, uma lição de vida.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Novos tempos

Depois que saí de férias minha vida mudou muito. Trabalhei apenas dois dias no Mc Donald´s e, 10 dias depois, já estava na Fininvest. Trabalho agora de segunda a sexta, das 09 às 18:00 e , aos sábados, das 09:00 às 13:00. Adeus trabalho aos domingos e feriados; adeus a uma vida totalmente sem programação. Não posso dizer "dessa água nunca mais beberei", mas pretendo realmente nunca mais beber.
A oportunidade que tenho agora me é muito interessante. Sou agora o gerente da loja (ou filal, segundo o "dialeto" local), sendo responsável por toda a estratégia de vendas, de pessoal e financeira. Cheguei na filial no dia 13 de outubro, após um treinamento de 01 mês, totalmente perdido no ambiente e na rotina de trabalho. Logo de cara vi uma grande filial, com um enorme potencial de vendas, mas com funcionários desmotivados, cabreiros, além de sentir um clima muito ruim. Tive que fazer, primeiro, um trabalho de motivação dos funcionários. Depois, treinar as crianças e ajustar a algumas coisas. O resultado foi que, quando entrei, havia uma previsão muito ruim de vendas e conseguimos quase dobrar isso (a previsão era de 46% da meta e chegamos a 87%, crescendo 26% em relação ao mês anterior). O resultado está muito longe do esperado, mas já é um bom começo. O melhor de tudo é que consegui fazer com que o pessoal acreditasse que é possível reverter o número e deixar de ser a loja problema.
Na sexta teremos a visita de um ótimo vendedor (Douglas, da São Bento) que nos ensinará muita coisa e, na segunda, farei a contratação de um novo funcionário. Com certeza será um homem para dar um equilíbrio na loja, pois sou o único homem no meio de três mulheres. Infelizmente, não tenho com quem falar sobre mulher, carro, futebol, cerveja e todas as coisas de homem. Além do mais, preciso de uma pessoa mais racional e menos emotiva, e com certeza esse novo funcionário dará esse equilíbrio que preciso.
Com fé em Deus as coisas se resolverão e transformarei a filial Brás numa filial lucrativa.

segunda-feira, agosto 28, 2006

Acabaram-se as férias.

E esses são meus últimos minutos de férias... A cada vinda penso que a última foi a melhor. E dessa vez não foi diferente. Minhas férias foram maravilhosas.
Foram momentos de descontração com minha família, amigos e mulheres. Aconteceu de tudo um pouco: Concurso de estórias, caça ao tesouro, praia (Rio Vermelho e Barra do Itariri), chácara, cascata, festa em Pombal, visita a amigos em Feira, show de Jota Quest e Los Hermanos, reencontro com amigos de infância (Camila e Lucas), festa a fanasia, aniversário de Aline, reuniões no Opacc e Talismã, e cerveja e mais cerveja na praça, observando a vida passar sem compromisso algum.
Férias faz muito bem ao ser humano. O único momento ruim é quando elas acabam e deixo pra trás meu passado, amigos e, principalmente, minha família.

segunda-feira, agosto 21, 2006

O show dos Hermanos


Fui ao show dos Hermanos. Para mim foi maravilhoso, visto que sou fã da banda. Lembrei de muitas pessoas e momentos durante o show:

Fernanda:
"Ela é mais sentimental que eu. Então fica bem se eu sofro um pouco mais".

Bruno e Tati:
"Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você. Que explique a min ha paz. Tristeza nunca mais".

Cacau:
"Posso ouvir o vento soprar, assisitir a onda bater, mas o estrago que faz a vida é curta pra ver".

Rick:
"Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu cuidar do meu nariz".

Aline:
"Eu que já não quero mais ser um vencedor, levo a vida devagar pra não faltar amor".

J...
"Eu só aceito a condição de ter você só pra mim. Eu sei, não é assim, mas dixa eu fingir".
"E só de te ver eu penso em trocar a minha tv num jeito de te levar a qualquer lugar que você queira. E ir aonde o vento for, que pra nós dois, sair de casa já é se aventurar".

Alan:
"Quem sabe o que é ter e perder alguém"?

domingo, agosto 13, 2006

Férias: Manuela.


Minhas férias estão sendo inesquecíveis. Além de rever amigos, me divertir, tive a oportunidade de conhecer um outro lado de minha sobrinha, Manuela, que a cada dia que passa amo mais.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Voltei a escrever: minhas férias

Depois de muito tempo sem escrever, voltei a ativa. De lá pra cá muita coisa mudou: mudei de casa e bairro, meu melhor amigo foi pra Suíça, mudei de loja (Pirituba), e agora estou de férias na Bahia. É muito bom rever a família e amigos. Estive em Feira e pude rever grande parte dos meus amigos de faculdade. Alguns ainda não vi, pois estão em outras cidades (Aracaju, Salvador, Livramento), mas isso, pelo visto, ficará para uma próxima vez. Me diverti pra caramba em Feira: Fui a Forró do Fifó, um bar iluminado por candeeiros com os 2 Marcelos; Fui ao Cortiço com Marcelle e duas amigas (Paula e Eva); tomei cerveja e comi acarajé com Nara na Casa do Acarajé; Almocei com Maricéia e Zeinha; almocei também com Marleide, Lara, Itamara e Hayana; Fui ao show do Jota Quest e Los Hermanos; tomei umas cervas com Renata, Luiz, Vania, Juliano, Limão e Gilmara; passei uma tarde conversando com Léo e Michele, desfrutando da coisa linda que é o Rafael, filho deles; revi a loira mais chata e gente boa que existe, Janaína, com o seu filho que é uma peste; comi Galinha Mista no Gauchão; revi Herbert; reencontrei Cláudia, Igor (como tá grande), e Dona Miza; passeei pelo comércio de Feira (como cresceu) e pelo Iguatemi; e até relembrei dos velhos tempos de Bá, lavando pratos e arrumando compras (rs). Enfim, fiz tudo o que podia fazer e quase tudo o que queria.

quinta-feira, junho 29, 2006

Universo Paralelo

A vida tem sido um enigma indecifrável...
Vive-la tem sido um desafio inigualável...
O medo de me aproximar tem consumido minh´alma...
Quando o espírito imundo sai do homem, anda
Por lugares áridos, procurando descanso, e, não o encontrando,
Retorna para casa de onde saiu...
Dificilmente estarei livre deles, sempre voltam e me atormentam
Na escuridão dos meus sonhos que nunca lembrarei
Minha vida esta vazia, pouco importa...
Pouco importa levantar-se cedo ou tarde, não faz diferença...
Os dias parecem ser todos iguais, não há novos desafios
Ninguém precisa de mim...
Cada dia é um peso, é preciso matar o tempo...
Descobrir um jeito de não pensar, pois o pensamento dói...
E vem aquela vontade de beber, uma vontade de esquecer,
Uma vontade de morrer...e ao mesmo tempo viver
Viver no imenso universo frio, escuro e solitário.
Viver junto das mais belas estrelas que não falam
E não choram somente brilham...
Gostaria de viver no meu universo Paralelo, que criei...
Para tentar me esconder

(Rick Charlie Vinticinco)

quarta-feira, junho 28, 2006

Mudando...




Estou mudando. Não só de casa, mas de vida.
Há pouco mais de dois anos vim morar na Lapa com uma pessoa que até então era um conhecido. Disso passou a uma verdadeira amizade e o Rick eu considero e o chamo de irmão. Porém, ele está partindo: está indo para a Suíça, morar com a sua mãe. Quando me falou, não acreditei. Só fui acreditar há pouco mais de um mês, fazendo uma busca frenética por casa aqui na mesma região. Porém, não encontrei e agora estou indo para o Imirim, morar com uma pessoa que me é pouco conhecida. Como vai ser, não sei. Espero que tenha a sorte grande e ganhe novamente um grande amigo.
Junto a isso, problemas no trabalho estão me deixando louco. Não sei qual será meu futuro no Mc Donald´s, nem se terei futuro por lá. Estou mandando currículos para áreas diferentes da de alimentação, porém, no meu nível salarial, sem experiência, é mais complicado.
Entreguei nas mãos de Deus. Tento dormir mas não consigo. Tento deixar para o destino decidir, mas é difícil. Só me restarelaxar e viver um minuto de cada vez.

sexta-feira, junho 23, 2006


Eu não sou da sua rua,
Eu não sou o seu vizinho,
Eu moro muito longe,
Sozinho.

Estou aqui de passagem.

Esse mundo não é meu,
Esse mundo não é seu.

"Efeito borboleta"

Às vezes queria voltar no tempo e mudar o passado. Queria poder fazer o que foi feito em "Efeito borboleta". Ter a oportunidade de manipular fatos do passado e ver como a vida seria. Sei que algumas coisas boas aconteceram ao longo da minha vida, mas também coisas muito tristes e doloridas, que ficaram marcadas para sempre e até hoje me influenciam, também fazem parte do que sou.
Procuro lembrar somente do que foi bom: minha infância correndo na rua com os amigos, minha família que amo tanto, os amigos de Cipó, Feira e São Paulo, os momentos felizes lá e aqui (São João na minha Pasárgada, Micareta em Feira, show do U2 em Sampa, etc.), tentando deixar de lado o que de ruim aconteceu. Mas, às vezes, esses problemas saltam na memória. Parecem monstros adormecidos que, ao acordarem, fazem um grande estrago no meu interior.
Tento não demonstrar para ninguém. Busco levar a vida de uma maneira normal. Tento esquecer ou pelo menos fingir que esqueci e colocar esses montros para adormecerem. O problema é que a cada despertar, estragos mais profundos são feitos.

sexta-feira, junho 16, 2006

Correr riscos

Correr Riscos


Rir... é correr o risco de parecer tolo.
Chorar... é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão... é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos... é correr o risco de mostrar seu verdadeiro EU.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão... é correr o risco de perder as pessoas.
Amar... é correr o risco de não ser compreendido.
Viver... é correr o risco de morrer.
Confiar...é correr o risco de se decepcionar.
Tentar... é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada!
Pessoas que não se Arriscam:
Podem evitar sofrimentos e desilusões, mas não conseguem nada.
Não sentem, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente as pessoas que correm riscos.... são livres.
"Os barcos estão seguros, se permanecem no porto. Mas não foram feitos para isto ".

Enviado por dois grandes amigos, Leonardo e Michele, de quem jamais esquecerei.

terça-feira, junho 13, 2006



E minha mãe foi embora... E Diogo, meu sobrinho, também...
Só não fiquei mais triste porque sei que os verei daqui a pouco mais de 01 mês. Mas já estou sentindo falta, aguçada ainda pela certeza de que o Rick, daqui a 20 dias, vai para a Suíça. Ou seja, a casa estava cheia e vai ficar vazia.

sexta-feira, junho 09, 2006

Os amigos vão e vem. Às vezes vão para sempre. Outras, mesmo distantes, nunca partem. Lembrei dos grandes amigos dessa vida.

Meu primeiro amigo, de infância, foi Cayo. A gente não se desgrudava, brincava junto o tempo todo, mas, quando passamos a estudar em escolas separadas, nos distanciamos. Até hoje a gente conversa, mas não somos amigos. Depois vieram Bruno e Márcio. Morávamos na mesma rua e adorávamos soltar pipa, brincar de rouba-bandeira e esconde-esconde com as menianas (Tó, Ginian, Joelma, Arlete...). Foi nessa época que vi revista pornô pela primeira vez. Nunca teve um porquê de ter me afastado de Márcio, mas aconteceu. Acho que crescemos e tivemos interesses diferentes. Já Bruno mudou de rua e ficamos distantes. Anos depois nos aproximamos novamente e voltamos a ser amigos. Infelizmente brigamos na virada do milênio, em pleno Reveillon, por que ele teve uma crise de ciúmes da então ex-namorada a qual tentava reconciliar.
Camila foi uma das pessoas mais bonitas, gostosas e gente boa que conheci. Pelas qualidades físicas, infelizmente era minha amiga. Mas pela personalidade dou graças a Deus de estar ao seu lado como amigo. Ela foi estudar em Salvador e eu em Feira de Santana e acabamos perdendo o contato. Hoje, graças à Internet, estamos voltando a nos falar. Ela está com um filho lindo, casada e estou louco para ir à Bahia para vê-la.
Lucas foi um desses companheiros raros. Amigo de todas as horas e momentos. Sabia quase tudo da minha vida. Fazíamos quase tudo juntos (mulheres à parte) e foi com ele que aprendi a ser mais relax, a ser um pouco irresponsável. Infelizmente não tenho mais contato com ele. Pensei que nunca mais acharia alguém como ele até encontrar Marcelo e ver que os seres-humanos nos surpreendem. Marcelo é uma pessoa fora do comum. Trabalhávamos na mesma empresa, estudávamos na mesma sala da faculdade e morávamos na mesma rua. Quando vim de Feira para São Paulo pensei que perderíamos contato, mas são quatro anos sendo amigo. Já Carla anda meio sumida, mas tenho certeza que é só tempo, o amor continua o mesmo.
Quando Bruno saiu do Mc Donald´s,pensei: agora que ele vai ter um outro estilo de vida, não teremos mais contato; perdi um amigo. Hoje vejo que estava enganado e sou o padrinho do casamento dele com a Tati.
Esse mesmo sentimento de "perdi um amigo" está agora em minha cabeça. O Rick, meu amigo-irmão de toda hora, que mora na mesma casa que eu, que sabe tudo a respeito de mim, que esteve ao meu lado em momentos importantíssimos e tanto me ajudou, está indo para a Suíça. Só o tempo irá dizer se ele entrará para a minha história como uma lembrança remota ou como um amigo que, mesmo distante, não sei foi.

sábado, junho 03, 2006


Só por hoje

(Renato Russo)


Só por hoje eu não quero mais chorar
Só por hoje eu espero conseguir
Aceitar o que passou o que virá
Só por hoje vou me lembrar que sou feliz

Hoje já sei tudo que sou que preciso ser
Não preciso me desculpar e nem te convencer
O mundo é radical
Não sei onde estou indo
Só sei que não estou perdido
Aprendi a viver um dia de cada vez

Só por hoje eu não vou me machucar
Só por hoje eu não quero me esquecer
Que há algumas pouco vinte quatro horas
Quase joguei a minha vida inteira fora

Não não não não
Viver é uma dádiva fatal!
No fim das contas ninguém sai vivo daqui mas
-Vamos com calma !

Só por hoje eu não quero mais chorar
Só por hoje eu não vou me destruir
Posso até ficar triste se eu quiser
É só por hoje, ao menos isso eu aprendi


Obs.: Essa foto chama-se "Pedaços do que fui".

terça-feira, maio 30, 2006

30 de maio de 2006...

30 de maio de 2006: meu aniversário. Faço 29 anos hoje. Ao contrário da maioria das pessoas, não consigo ficar feliz nesse dia. Fico pensativo e faço uma reflexão da minha vida, o que outros fazem no Reveillon. Penso: minha vida tá melhor que no ano anterior? O que planejei, realizei? Consegui o que gostaria? Algumas atitudes valeram a pena? Como não repetir os erros do ano passado e como fazer com que os acertos sejam repetidos? Como tá o coração? E a saúde? E os amigos? E a vida profissional?
Lembro de todos os que amo e desejo, no fundo, estar ao lado deles ou pelo menos ouvir as suas vozes. E é aí onde bate a tristeza. Tem uma pessoa que, por mais que deseje, não estará ao meu lado, nem me ligará: Januy. Meu irmão que Deus resolveu levar para o seu lado. Meu irmão que fez parte da minha infância. Meu irmão que a cada dia que passa sinto mais falta. Meu irmão que tanta falta faz. Meu irmão que não consigo esquecer. Meu irmão que está tão distante e não consigo esqecer. Meu irmão... Meu irmão... Meu irmão...
Não sei do que seria capaz de fazer para estar hoje ao seu lado, ou pelo menos ouvir a sua voz. Não precisava nem ser hoje, já que ele sempre ligava no dia 28 de maio, achando que o aniversário de minha irmã, Janicélia (29 de maio), era nessa data, e o meu era no dia 29. Ms só o fato de saber que poderia vê-lo em breve já era suficiente. Eu queria muito que meu irmão estivesse vivo. Esse sentimento não sai de minha cabeça.
Olho para Diogo, dormindo, e vejo o seu fruto semeado na Terra. Tenho vontade de falar com ele a respeito do pai, mas não tenho corajem. Queria muito dividir com ele as lembranças do pai, mas sinto uma barreira. Não me sinto à vontade para fazer isso. Dizem que Deus sabe o que faz. Acredito Nele. Mas não posso deixar de questionar o porquê dele ter ido. Por várias vezes desejei que fosse eu. Pelo menos não estaria sentindo essa dor. Pode até parecer egoísmo, mas é o que sinto. Essa dor nunca vai acabar.
Hoje é o único dia que não consigo olhar uma foto dele. Não dá! Não consigo! Todos os outros dias do ano consigo fazer isso, mas hoje não. Dói demais. E não consigo, no fundo, deixar de esperar uma ligação dele. A cada vez que toca o telefone, iludo-me pensando, que por algum milagre, foi só um sonho e que irei acordar ao ouvir o telefone tocar. Mas aí a tristeza bate mais forte ao fim do dia ao perceber que estou acordado.
Muita gente não entende por que sou tão "meloso", por que abraço tanto as pessoas, por que digo tanto que gosto dos outros, por que sou tão família, mas tudo tem explicação. Na penúltima vez que ele esteve em Cipó, estavam eu, Merinha, de Cardeal, Mary, Nara e Januy, e ele se despediu de nós. Abraçou e beijou as meninas e pegou em minha mão. Merinha perguntou o porquê dele não me dar um abraço e um beijo e ele riu, dizendo que não fazia isso com homem (coisas do Negão). Confesso que senti muita vontade de abraçá-lo, mas não o fiz. Quando Januy saiu de férias em 2005, a última viajem dele a Cipó, eu viajei para Aracaju. Só o vi no último dia e não pude ver a transformação que ele tinha passado. Tinha se tornado evangélico, dado testemunho na igreja, emocionado meu pai a ponto de fazê-lo chorar, e Mazé tinha se aproximado da família.
Lembro-me da última visão dele vivo: ele chegando, juntamente com Josué e painho, vestindo camisa pólo cinza, boné cinza e calça jeans, carregando um galão de água mineral, cumprimentando-me e depois indo para a casa de Mazé. Aquela altura já sabia que ele iria para o Conde no dia seguinte e que meus pais iriam levar Mazé e Jéssica para lá e passariam o fim-de-semana com eles. Seria a primeira vez, desde que ele tinha se separado de Lulu, que isso aconteceria. Iria junto com meus pais. À noite, Januy foi em casa se despedir do pessoal. Estava deitado. O ouvi chegar e ele perguntou por mim. Queria falzr com todos, inclusive comigo. Senti vontade de levantar, mas estava com preguiça. Ele abriu a porta fiz de conta que estava dormindo, e ele falou: "Tudo bem, o vejo no sábado".
Na sexta-feira, Jéssica estava em casa toda feliz, e, por volta do meio-dia, fui levá-la em casa. Ela não parava de falar: "amanhã a gente vai ver meu pai". Deixei-a em casa e, ao chegar, ouvi alguns gritos. Achei que era alguma irmã minha tendo filho, já que Tinha e Meire estavam grávidas. Abri a geladeira para beber água e vejo surgir no corredor minha mãe chorando, rasgando roupa e a si mesmo, pedindo para meu pai dizer que era mentira e meu pai pedindo calma. Fiquei atônito com aquela cena. Se eu não me engano, foi Dona Alzira quem e chegou e a baraço. Meu pai bateu em meu ombro e disse: "Fique calmo: seu irmão morreu". O tempo parou naquele instante. Quando voltei a ter sentidos, vi Janilson, levando a comida na boca e jogando os talheres no prato, dizendo: "Poxa, papi, sacanagem". Gel e Léo chegaram, assustadas com os gritos, e perguntaram o que foi. Sentei no sofá e chorando falei para elas. Foram os primeiros carinhos naquele dia horrível e isso eu nunca vou esquecer. Logo em seguida fui avisar Mazé. Encontrei Daidi, que me perguntou se era verdade, pois já tinha ouvido em Arildo (sonorização Leone). Ao chegar lá, ela disse: "Oi, meu lindo". Ela estava passando roupa e Iranice estava lavando os pratos. Iranice me cumprimentou, mas não tive reação: fui abraçar Mazé e, chorando com voz trêmula, disse: "Mazé, Januy morreu". Ela fechava os ouvidos, dizendo que eu estava louco e que era para eu sair dali, que ela não queria ouvir aquilo. Iranice me perguntou e confirmei com a cabeça. Ilma saiu do quarto assustada, e Iranice lhe falou. Voltei para casa correndo. Não sabia o que fazer. Entrei em casa e vi minha mãe com D. Helena e D.Alzira. Fui até o portão e vi Mary e Luiz chegando. Ela me abraçou, chorando. Logo depois chegaram Tinha e Josué, e a partir daí, não parou de chegar gente: Dona Ivone, Pombinho, Dona Helena, Tia Santa... A casa ficou lotada rapidinho. Sentei-me na área e chegou Dona Eline, chorando, de braços abertos. Foi um dos abraços mais confortantes que tive.
Chegou Mazé com Iranice e Ilma. Jéssica chegou mais tarde com Paulinha. Tia Santa fazia cafezinho e chá para a gente. Não vi a hora que Luiz, painho e Janilson foram até o Conde fazer o reconhecimento do corpo. Não acreditava no que estava acontecendo. Peguei um saco de castanha e, sentado na calçada, comendo, conversei com Tia Santa que aquilo era mentira, um engano. Chegaram Sandra, Milena, Jucilene, Humberto, Cayo... Não me senti à vontade para ficar com eles. Marilda chegou e senti um abraço de conforto. Lucas, William ligaram-me e senti-me confortável. Quando à noite estava no portão. Dilson passou de carro e por um momento senti-mefeliz, pensando que era Januy (eles são muito parecidos). O carro que tinha ido ao Conde voltou. Ouvi Janilson falando que parecia que eleestava dormindo. Logo em seguida chegou um carro da Coelba: vinha trazendo Célia que fui receber. Ela dizia que não queria descer por que achava que era mentira. Meu pai então disse: "Célia, se você veio para dar escândalo, é melhor voltar". Ela desceu. Josué não parava de falar ao telefone. Lembro dele falando com o Pastor Balbino e quando falou a respeito das dimensões do caixão. Aproximei-me de Luiz e o ouvi falando que tiveram na casa de Januy, pegaram uma roupa para ele e o trocaram.
Meu pai era a pessoa mais forte. Consolava a todos, inclusive os amigos. Seu Antonio não saia do seu lado. Minha mãe estava em prantos, sempre acompanhada de Tia Santa, Dona Helena, Alzira e Ivone. Eu entrava no quarto e não conseguia ficar lá. Entrei no quarto de Nara e logo em seguida, Janilson entrou e, falou: "Coo vou entrar nesse quarto? A gente passou nossa infância aqui". Lembrei de quando era criança, com o quarto cheio de posters de time defutebol. Novamente saí.
O pastora Balbino chegou com a esposa, Marleide e Marlene, que não saiu do meu lado. Vi Kleyvia e Cimara, que não conseguiam falar comigo. Via Kleyvia querendo se aproximar de mim sem coragem. Vi um amigo de Januy, pai de Paula que trabalhava no Derba, chegar bêbado, olhar para o caixão, balançar a cabeça e ir embora. Vi Lulu no quarto com mainha. Vi Paulo, médico, chegando e tentando brincar com minhas irmãs, pos as 03 estavam grávidas. Deu uma "água" que as fizeram domir. Tentaram me dar várias coisas mas não tomava. Não queria dormir. Foi quando Tia Santa chegou com um suco e a fiz jurar que não tinha nada. Bebi e apaguei no sofá. Ao abrir os olhos, vi um céu lindo, sem nuvens. Virei-me e vi Cleuza. Fui até a sala e vi um caixão no meio dela. Era horrível. Meu pai estava abrindo-o para ajeitarnão sei o quê. Toquei-o e tranquie-me no banheiro. Meu pai, com frieza, mandou-me lavar as mãos.
O pastor chegou e fez a mensagem. Lembro-me dele cantando "alo mais que a neve, sim nesse sangue lavado, mais alvo que a neve serei". Marlene chamou-me para ir até a sala. O pastor pediu um minuto para a família despedir-se do corpo e o vidro, que estava fechado, foi aberto. Debrucei-me sobreo caixão e fiquei em prantos. Marlene tirou-me e Gel me abraçou. Fomos para o enterro. O caminho parecia interminável. Nunca foi tão longe. Fui com Gel, Marlene e Léo. Ao ver aquele lugar frio e horroroso, o cemitério, entrei em desespero. Quando o pastor estava falando, deu-me um desespero e comecei a falar: "todo mundo está em pé, menos ele". Meu pai reprrendeu-me, mandando parar de falar. Vi Nara e Janilson com Milena, Tinha e Josué, Mary e Luiz, Célia, Lúcio, Claudinho e Mazé, Mazé, Ilma e Iranice, Lulu, Diogo e Manu, Jéssica nos braços de Paula... Foi a última vez que vi todos os meus irmãos....
O momento em que a terra bateu sobre o caixão (até hoje eu sonho com esse barulho), foi muito dolorido. Só me recordo de todos em pranto e eu saindo do cemitério. Dona Eline levou-me até o carro dela e disse que eu precisava ser forte para dar força à minha mãe. Ouvia tudo aquilo, olhando para o cemitério, pensando que iria deixá-lo ali, sozinho, naquele lugar frio. Chegando em casa, tudo estava horroroso. DonaIvone e Tia Santa cozinharam para a gente, mas não lembro de ter comido. Ainda ficaram algumas pessoas e tivemos algumas visita, como o do padre da cidase, mas aquele dia parece que até hoje não acabou.
Depois disso nossas vidas mudaram radicalmente. Nunca mais fui o mesmo.Sempre que posso abraço meus irmãos e amigos. Faço questão de dizer o quanto eles são importantes e os amo. Dizer o quanto eu estou satisfeito com a presença deles, pois o que eu queria, mesmo, é a presença de meu irmão.

Obs.: Isso foi escrito com o coração. Não reparei em vírgulas, conjunções, regras gramaticais... Somente em lágrimas e sentimentos, interrompido com um telefonema para Mary.

E chegou o bebê mais lindo desse mundo: Laura, a minha sobrinha!!!

segunda-feira, maio 22, 2006

Canção da América


Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção
Que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver seu amigo partir
Mas quem ficou
No pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou
No pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa pra se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a
Distância digam não
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier
Venha o que vier
Qualquer dia amigo eu volto
Pra te encontrar
Qualquer dia amigo
A gente vai se encontrar

(Fernando Brant e Milton Nascimento)

segunda-feira, maio 15, 2006


"Ninguém vê onde chegamos: os assassinos entao livres; nós não estamos".
(Renato Russo)

Essa é a mais pura verdade. São Paulo está vivendo um caos após o toque de recolher do crime organizado. E nosso governador diz que está tudo sobre controle (rs). A violência tomou conta da cidade. E contra um PCC há uma polícia corrupta e despreparada. "Vou me embora pra Pasárgada".

segunda-feira, maio 08, 2006

Fui almoçar com minha mãe


Tive um dia maravilhoso!!! Minha mãe chegou da Bahia na quinta e hoje fui almoçar com ela. Mas que coisa boa é sentir o gostinho da comida de casa... A comida de mãe é sempre diferente. Além da presença dela, é óbvio! Infelizmente gostaria que algumas pessoas estivessem lá comigo, mas não puderam ou não quiseram. E como diz meu irmão: "Nunca espere nada de ninguém. As pessoas são humanas e seres humanos são filhos-da-puta. Sempre espere o pior". Preciso aprender a levar a vida desse jeito. Infelizmente, acho que as pessoas são perfeitas e que sempre virá o melhor delas.
Bem, mas como eu disse, tive um dia maravilhoso! E como mais uma vez diz meu irmão e a Fernanda: " A gente está aqui para viver as coisas boas. E é isso que importa. Lembrar sempre das coisas boas e deixar as coisas ruins de lado".
E como eu disse e repito (tipo um mantra): hoje eu tive um dia maravilhoso!!!

quinta-feira, maio 04, 2006

E o Bruno vai casar...


Agora é que a ficha caiu... O Bruno vai casar. E não é que é sério? Estava pensando nisso agora. Putz, o Bruno sempre brincou com tudo... Ainda não tinha pensado nisso. Bom, ainda bem que é com a Tati. Isso me deixa, além de aliviado, muito feliz!