sexta-feira, junho 09, 2006

Os amigos vão e vem. Às vezes vão para sempre. Outras, mesmo distantes, nunca partem. Lembrei dos grandes amigos dessa vida.

Meu primeiro amigo, de infância, foi Cayo. A gente não se desgrudava, brincava junto o tempo todo, mas, quando passamos a estudar em escolas separadas, nos distanciamos. Até hoje a gente conversa, mas não somos amigos. Depois vieram Bruno e Márcio. Morávamos na mesma rua e adorávamos soltar pipa, brincar de rouba-bandeira e esconde-esconde com as menianas (Tó, Ginian, Joelma, Arlete...). Foi nessa época que vi revista pornô pela primeira vez. Nunca teve um porquê de ter me afastado de Márcio, mas aconteceu. Acho que crescemos e tivemos interesses diferentes. Já Bruno mudou de rua e ficamos distantes. Anos depois nos aproximamos novamente e voltamos a ser amigos. Infelizmente brigamos na virada do milênio, em pleno Reveillon, por que ele teve uma crise de ciúmes da então ex-namorada a qual tentava reconciliar.
Camila foi uma das pessoas mais bonitas, gostosas e gente boa que conheci. Pelas qualidades físicas, infelizmente era minha amiga. Mas pela personalidade dou graças a Deus de estar ao seu lado como amigo. Ela foi estudar em Salvador e eu em Feira de Santana e acabamos perdendo o contato. Hoje, graças à Internet, estamos voltando a nos falar. Ela está com um filho lindo, casada e estou louco para ir à Bahia para vê-la.
Lucas foi um desses companheiros raros. Amigo de todas as horas e momentos. Sabia quase tudo da minha vida. Fazíamos quase tudo juntos (mulheres à parte) e foi com ele que aprendi a ser mais relax, a ser um pouco irresponsável. Infelizmente não tenho mais contato com ele. Pensei que nunca mais acharia alguém como ele até encontrar Marcelo e ver que os seres-humanos nos surpreendem. Marcelo é uma pessoa fora do comum. Trabalhávamos na mesma empresa, estudávamos na mesma sala da faculdade e morávamos na mesma rua. Quando vim de Feira para São Paulo pensei que perderíamos contato, mas são quatro anos sendo amigo. Já Carla anda meio sumida, mas tenho certeza que é só tempo, o amor continua o mesmo.
Quando Bruno saiu do Mc Donald´s,pensei: agora que ele vai ter um outro estilo de vida, não teremos mais contato; perdi um amigo. Hoje vejo que estava enganado e sou o padrinho do casamento dele com a Tati.
Esse mesmo sentimento de "perdi um amigo" está agora em minha cabeça. O Rick, meu amigo-irmão de toda hora, que mora na mesma casa que eu, que sabe tudo a respeito de mim, que esteve ao meu lado em momentos importantíssimos e tanto me ajudou, está indo para a Suíça. Só o tempo irá dizer se ele entrará para a minha história como uma lembrança remota ou como um amigo que, mesmo distante, não sei foi.

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