domingo, maio 27, 2007

Certa música me lembra... Mariana!


Veio de manha molhar os pés na primeira onda
Abriu os braços devagar... e se entregou ao vento
O sol veio avisar... que de noite ele seria a lua,
Pra poder iluminar... Ana, o céu e o mar

Sol e vento, dia de casamento
Vento e sol, luz apagada num farol
Sol e chuva, casamento de viúva
Chuva e sol, casamento de espanhol

Ana aproveitava os carinhos do mundo
Os quatro elementos de tudo
Deitada diante do mar
Que apaixonado entregava as ondas mais belas
Tesouros de barcos e velas
Que o tempo não deixou voltar

Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
Quem já conseguiu dominar o amor?
Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa
Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar

Ana e o mar... mar e Ana
Historias que nos contam na cama
Antes da gente dormir
Ana e o mar... mar e ana
Todo sopro que apaga uma chama
Reacende o que for pra ficar

Quando Ana entra n'água
O sorriso do mar drugada
se estende pro resto do mundo
abençoando ondas cada vez mais altas
barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar
desse novo amor... Ana e o mar

Ana e o mar... mar e Ana
Historias que nos contam na cama
Antes da gente dormir
Ana e o mar... mar e ana
Todo sopro que apaga uma chama
Reacende o que for pra ficar

Quando Ana entra n'água
O sorriso do mar drugada
se estende pro resto do mundo
abençoando ondas cada vez mais altas
barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar
desse novo amor... Ana e o mar

quarta-feira, maio 16, 2007

Teoria da Feira

Dizem que "mente vazia é oficina do demônio". Discordo com isso, afinal o que seria de nós se não fosse o ócio: Isaac Newton descansava em baixo de uma macieira e "eureca"; Darwin viajou por vários anos, sem fazer nada, só observando e "eis que o homem tem a mesma descendência do macaco"; Platão, com "o ser é, o não ser não é", juntamente com um bando de filósofos desocupados fez de Atenas o berco da cultura; Tom Jobim e Vinícius de Moraes viviam tomando cerveja no bar, compondo músicas; dentre tantos outros desocupados que abrilhantaram a história.
Na sociedade atual, em que o tempo parece nosso inimigo, falar em ócio é difícil, mas podemos arrumar um momento, principalmente nos fins de semana, quando sentamos no templo sagrado dos bêbados, o bar. E foi no bar com Fernanda, Josy e Janilson que surgiu uma nova teoria, revolucionária e surpreendente: a teoria da feira.
Mas deixe-me falar como cheguei a ela: falávamos sobre nossas vidas amorosas, desilusões, alegrias, frustrações, pessoas que desprezamos, dentre outras coisas e, após um tempo, verificamos que já fizemos muita coisa, mas estamos sozinhos. Eu, 29 anos, Josy, 28 anos, Fernanda, 27 anos e Janilson, 41 anos não temos ninguém no momento e a cada dia torna-se mais difícil encontrar alguém. Eis que, tal qual Newton, sou iluminado e grito "eureca", criando a "Teoria da Feira":
"A feira começa por volta das 07:00 da manhã. Nesse momento temos frutas nobres, tal qual o Kiwi, morango fresco, maçãs lindas e vermelhas, manga madura, cheirosa e dura, bananas no ponto, estando todas elas num preço mais alto, mas que todos querem. A medida que o tempo passa, as frutas nobres acabam, o morango, que antes era abundante, já está terminando, sobrando somente aquelas embalagens com o plástico grudado e a bandeja cheia d´água, as bananas vão ficando pretas, a manga mole, a macã machucada...
Tal qual uma feira assim é a nossa vida amorosa. Quando jovens, as frutas nobres são difíceis de ter, mas que muitos estão dispostos a ' comprar'. Há uma variedade de coisas e você tem o direito a escolher. À medida que o tempo passa, o que é bom vai sendo "comprado", ficando as sobras. E aí vale uma outra lei: a da oferta e da procura, do meu 'colega' Adam Smith. Há uma certa abundância, mas de coisa que não valem a pena".
Já somos morangos estragados, em breve seremos maçãs podres. Precisamos correr contra o tempo, pois já são 10:30 e a feira acaba as 13:00, e aí, a medida que o tempo passar, será mais difícil de encontrar uma fruta que valha a pena.

Obs: Faltou a Fabiana e o Solteiro nessa mesa de bar...

domingo, maio 13, 2007

Virada Cultural

Começou no dia 05, às 18:00, e terminou no dia 06, às 18:00. Um dia inteiro de música, teatro e filmes. Atrações para trodos os gostos, de Racionais Mc´s a Alceu Valença, passando por Leci Brandão e Paulinho da Viola .
Assisti aos shows de Alceu Valença, O Teatro Mágico, Sergei, Clube do Balanço (com erasmo Carlos) e Ed Motta. Saí de casa às 18:00 e cheguei às 05:00, simplesmente "morto"

terça-feira, maio 01, 2007

Sobre ser mãe

Mãe: 1. mulher ou qualquer fêmea que deu à luz um ou mais filhos. 2. Origem, fonte.
(Dicionário Aurélio)
Lembro-me da minha infância, mas principalmente da minha família. O convívio com meus irmãos, pais e alguns poucos primos e tios. Apesar das brigas, nos dávamos bem. Era aquela coisa: a raiva não durava mais de uma hora e pouco tempo depois já estávamos nos abraçando, rindo, brincando e nos preparando para outra briga. Sempre falávamos que nunca seríamos iguais aos filhos de Dona Alzira e Dona Marlene, que brigavam e ficavam por um longo período sem se falar.
É interessante como as coisas mudam: Hoje, minha família está em crise de relacionamento, enquanto as outras estão bem. Minhas irmãs, Tinha e Meire não se falam. Tudo por causa de uma bronca de Tinha em Guilherme, filho de Meire. Esta endureceu o coração e disse que ela sabe o que é ser mãe, por isso não a perdoa. Penso que ser mãe é ter amor, paz e saber perdoar, coisas que não estão acontecendo. Orgulho, ódio e discórdia são sentimentos mesquinhos que nada tem a ver com o sentido de mãe.
Ser mãe não é só procriar: é ser a origem de um sentimento de amor que emana de si e espalha-se para todos. É sentir que a vida que veio de si é importante e que deve fazer o possível e o impossível para que ela tenha o melhor da vida. E pergunto-me: essa discórdia faz bem aos seus filhos? Proibí-los e incentivá-los a não falar com a tia ajuda? Será que não se lembra o quanto sentíamos falta de tios? Será que não se lembra da falta de Tio Quinho quando este afastou-se de casa após briga com meu pai?
Penso nisso tudo e fico triste. A vontade que tenho é de não ir para casa nas festas de fim-de-ano. Afinal, a família tal qual conheço não existe mais, ela ficou na memória. E estragar essa lembrança não é algo que eu esteja disposto a fazer.

Semana "puxada"

Xiii. Lá se vai qause um mês sem postar nada. Nesse intervalo algumas coisas interessantes aconteceram, mas gostaria de falar da segunda semana de abril: 04 shows em menos de 05 dias.
Na quinta fui com Janilson e Rafael ver o Aerosmith: paguei por um show e vi o segundo. O Velvet Revolver, banda do Slash que faria a abertura para o Aerosmith, deu um espetáculo. E, logo em seguida, os vovôs arrebentaram com sua música quase centenária e eterna.
No domingo fui novamente com Janilson, só que agora acompanhados de Solteiro, ver Toquinho no Shopping Anália Franco e me "segurei" para não chorar deemoção: lembrei de Januy, meus irmãos, meus pais, minha infância... Após o show almocei e fui ver o Cordel do Fogo Encantado na Cachoeirinha. Lá encontramos o Bruno e a Tati. A mudança foi radical: desde o ambiente até as pessoas, tudo era diferente. O batuque do Cordel é interessante e até mesmo engraçado, a presença de Lirinha, no palco, é indescritível. Ele é incrível!!
Logo depois, óbvio, tomamos um caipirinha de frutas vermelhas e uma Brahma no Churrasquinho Mu para relaxar...

sexta-feira, abril 06, 2007

...

A Bruxa

(Carlos Drummond de Andrade)

A Emil Farhat

Nesta cidade do Rio,
de dois milhões de habitantes,
estou sozinho no quarto,
estou sozinho na América.

Estarei mesmo sozinho?
Ainda há pouco um ruído
anunciou vida a meu lado.
Certo não é vida humana,
mas é vida. E sinto a bruxa
presa na zona de luz.

De dois milhões de habitantes!
E nem precisava tanto...
Precisava de um amigo,
desses calados, distantes,
que lêem verso de Horácio
mas secretamente influem
na vida, no amor, na carne.
Estou só, não tenho amigo,
e a essa hora tardia
como procurar amigo?

E nem precisava tanto.
Precisava de mulher
que entrasse nesse minuto,
recebesse este carinho,
salvasse do aniquilamento
um minuto e um carinho loucos
que tenho para oferecer.

Em dois milhões de habitantes,
quantas mulheres prováveis
interrogam-se no espelho
medindo o tempo perdido
até que venha a manhã
trazer leite, jornal e calma.
Porém a essa hora vazia
como descobrir mulher?

Esta cidade do Rio!
Tenho tanta palavra meiga,
conheço vozes de bichos,
sei os beijos mais violentos,
viajei, briguei, aprendi.
Estou cercado de olhos,
de mãos, afetos, procuras.
Mas se tento comunicar-me,
o que há é apenas a noite
e uma espantosa solidão.

Companheiros, escutai-me!
Essa presença agitada
querendo romper a noite
não é simplesmente a bruxa.
É antes a confidência
exalando-se de um homem.

terça-feira, abril 03, 2007

Roger Waters: The dark side of the moon - 24/03/2007



O que falar do Show de Roger Waters? Simplesmente não há o que dizer. Foi algo inesquecível ouvir os clássicos do Pink Floyd ao lado de fãs extasiados e de um belo show pirotécnico. Sinceramente, o segundo melhor show da minha vida, já que o de U2 é o primeiro e o dos Mutantes passa a ser o terceiro.


Lembrei de muitas pessoas durante a execução das músicas e Livio foi um dos amigos mais lembrados. Afinal, comecei a ouvir e conhecer o Pink Floyd após algumas " aulas" de bom gosto musical.


Mas tão marcante quanto o show foi a presença de uma pessoa que não me lembro o nome. Ela é filandesa, estava com o seu filho brasileiro assistindo ao show. Os dois bebiam juntos, fumavam juntos e, após o início do show, sacudiam a cabeleira juntos. Ela morou nos Estados Unidos em uma cidade próxima de Boston e, em 1974, quando o Pink Floyd lançou a turnê, o irmão havia prometido comprar os ingressos para o show. Todos os amigos dela compraram os ingressos e o seu irmão não o fez. Para ela, era um show esperado por mais de 23 anos e por isso mais do que especial. Tanto que ela "armou o mairo barraco" quando alguns espertinhos tentaram ficar em pé, na sua frente, e ela dizia: "me respeite que eu tenho idade para ser a sua avó! Esse é o show da minha vida! Esperei por ele por mais de 23 anos e não vai ser agora que alguém vai me atrapalhar". A mulher delirou e sacudiu a cabeleira como uma juvenil e era visível, em sua face, a expressão de felicidade. Ela não cansava de dizer: muito bom! Valeu a pena esperar!


Enfim, Roger Waters: The dark side of the moon foi inesquecível não só pelo espetáculo, mas pela presença das pessoas desconhecidas que estavam conosco.

segunda-feira, março 12, 2007

Certa música me lembra... Januy

Fico assim sem você
Adriana calcanhoto


(Caca Moraes)



Avião sem asa,
Fogueira sem brasa,
Sou eu assim sem você...
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola,
Sou eu assim sem você...


Por que é que tem que ser assim...?
Se o meu desejo não tem fim...?
Eu te quero a todo instânte,
Nem mil alto-falantes,
Vão poder falar por mim...


Amor sem beijinho,
Buchecha sem Claudinho,
Sou eu assim sem você...
Circo sem palhaço,
Namoro sem abraço,
Sou eu assim sem você...


Tô louco pra te ver chegar,
Tô louco pra ter nas mãos...
Deitar no teu abraço,
Retomar o pedaço,
que falta no meu coração...


Eu não existo longe de você...
E a solidão é o meu pior castigo,
Eu conto as horas pra poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo...
Porquê? Porquê?



Nenem sem chupeta,
Romeu sem Julieta,
Sou eu assim sem você...
Carro sem estrada,
Queijo sem goiabada,
Sou eu assim assim sem você...



Por que é que tem que ser assim...?
Se o meu desejo não tem fim...?
Eu te quero a todo instânte,
Nem mil auto-falantes,
Vão poder falar por mim...


Eu não existo longe de você...
A solidão é meu pior castigo,
Eu conto as horas pra poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo...



(Poderia citar todas as músicas de Milton Nascimento, várias de Caetano, principalmente Sampa que ele tocava maravilhosamente bem no violão, outras tantas de Gal Costa, Betania, Gonzaguinha, Fagner... Mas ultimamente essa música é a que mais me faz lembrar de ti. O trecho "Eu conto as horas pra poder te ver mas o relógio tá de mal comigo" é a mais pura verdade. Sei que um dia nos encontraremos e poderemos matar toda a saudade. Enquanto isso não acontece estou tocando a vida, lembrando de você em vários momentos da vida, principalmente quando saio com Janilson e fazemos um programa a dois e paro e penso: esse programa poderia ser a três. Te amo e sempre te amarei, meu irmão.)

terça-feira, março 06, 2007

Certa música me lembra... Cipó

Vilarejo

(Marisa Monte)
Composição: Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes


Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão

Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá
Por cima das casas, cal
Frutos em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real
Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá

Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa

Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar

Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for


"Cipó, meu eterno vilarejo, minha eterna Pasárgada. Terra que nunca esquecerei e que sempre sentirei saudades."

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Nem melhor nem pior: diferente



Meu Carnaval tinha tudo pra ser uma merda, mas foi ótimo: fiz planos de ir a Ubatuba, de ter uma visitinha particular, mas deu tudo errado. Porém, foi muito bom.
Começou no sábado, tomando várias cervejas com a Fernanda, Fabiana e Paula no Valadares: enchemos a cara e nos divertimos muito. No domingo, foi a vez do Churrasquinho Mu nos receber: repeteco do dia anterior. Na segunda, veio o inesperado: desfilar em uma Escola de Samba (Morro da Casa Verde).
O desfile começaria às 02:00, mas o encontro foi marcado para as 21:00, em frente ao barracão da Escola. Chegamos lá e já começamos a turbinar, tomando várias Brahmas. Duas horas depois embarcamos em um ônibus e já começamos a fazer bagunça: cantando, enchendo o saco do motorista, do filho dele e do Juquinha, autor da letra do samba-enredo da escola. Chegamos por volta da 00:30 e continuamos no mesmo ritmo: cerveja, cerveja e cerveja. Às 01:20 estávamos na expectativa para entrar e aconteceu o mais esperado: a Josy sentiu dor de cabeça e foi procurar uma ambulância. Eu entrei na avenida e já entrei no clima. A expectativa era de arrepiar. Fiquei na ponta, recebi as instruções do chefe de ala, e aguardamos. Foi quando o auto-falante anunciou que faltavam quinze minutos e a bateria começou a tocar. A adrenalina subiu e mais uma vez veio o anúncio de que faltavam 05 minutos. Depois daí, foi pura emoção.
Pisar na avenida, fantasiado, é se sentir um astro. Um astro anônimo, sendo saudado pela platéia, vários gringos e brasileiros que se divertem ao te ver dançar. Você olha para os lados e sente a emoção de estar fazendo parte de um grupo que tem uma finalidade, ganhar um campeonato, fazendo um espetáculo para uma população que tem uma outra finalidade, se divertir. No meio do desfile, avistei meu irmão na arquibancada, com os seus amigos, e fiquei muito emocionado.
Quando menos esperava, o aviso de que não poderíamos andar para trás, pois já tínhamos cruzado a linha amarela, do final. Foram 31 minutos inesquecíveis, empolgantes, que sempre ficarão na memória. Na dispersão, a empolgação era tal que acreditávamos plenamente na vitória da nossa escola, o que infelizmente não aconteceu.
Mais cervejas de comemoração e embarcamos de volta, no mesmo ônibus, foi quando descobrimos que o filho do motorista tinha conseguido uma fantasia e desfilado também. Marcamos de nos encontrar na sexta-feira, dia do desfile das campeãs, voltamos pra casa extremamente cansados, e aí foi só descansar, sonhando com os momentos maravilhosos.
Na terça nova cervejada e na quarta, infelizmente, a volta ao trabalho.

sábado, fevereiro 17, 2007

Os Mutantes, Nação Zumbi e Tom Zé

São Paulo fez aniversário e quem ganhou o presente fui eu: Show na Praça da Independência, no Ipiranga, do Nação Zumbi, Tom Zé e Os Mutantes.
Conhecia pouco do Nação Zumbi, mas os tambores do Maracatu juntos com o som da guitarra é realmente eletrizante. Resultado: comprei o dvd na outra semana e passei a admirar mais ainda a banda.
Dizem que Tom Zé é um gênio incompreendido; continuo sem compreendê-lo. Simplesmente sem comentários.
Até que chegou o momento mais esperado: às 21:10 entraram no palco os "Dom Quixotes". Simplesmente alucinante. É incrível como a banda é fantástica. Se já gostava da banda, simplesmente me apaixonei. Só não comprei o dvd porque estava muito caro (rs).
Mas foi simplesmente um feriado maravilhoso. Depois disso minha alma estava lavada, pronta para aguentar novamente a rotina de porcarias como Calypso e cia limitada.

sábado, janeiro 13, 2007

Do bestial ao genial: Sobre Ana Carolina - Dois Quartos

Ana Carolina encarnou o espírito de Caetando Veloso ao fazer o novo cd duplo - Dois Quartos. E ser comparada a Caetano Veloso significa não só receber os bônus, mas também o ônus de tal comparação. Afinal, o magnífico autor de "Sampa", "Você é linda" e "Queixa", dentre outras maravilhas, é também o criador de coisas bestiais como "Super bacana" e "Leãozinho".
O cd começa tipicamente Ana Carolina: uma música forte,ao estilo dos outros três cd´s ("tô saindo", "o rio" e "hoje eu tô sozinha" dos cd´s anteriores, respectivamente). Tudo vai transcorrendo maravilhosamente bem até a quinta música, "Rosas" (será que ela se inspirou em "Choram as rosas", de Bruno e Marrone?), um deslize entre tantas músicas que tem tudo para se tornarem clássicas: "Tolerância", "Ruas de Outono", "Aqui", "Um edifício no meio do mundo" e "Vai". Depois disso ela tem a idéia desgraçada de ser política e ataca de "O Cristo de madeira" (maldito Tom Zé que a influenciou depois do encontro que resultou em "Unimultiplicidade") e da lamentável "Eu comi a Madonna", música, aliás, que faz Tati Quebra Barraco ter inveja. Felizmente ela volta a ser Ana Carolina (ou talvez o Caetano de "Trem das Cores") com ótimos arranjos para "Nega Marrenta" e "Notícias Populares", músicas apresentadas no DVD com Seu jorge, e com a divertida "Chevette" ao melhor estilo Ana Carolina: pandeiro e gogó. Esta, para mim, é a melhor música do gênero em comparação com músicas do mesmo estilo dos cd´s anteriores ("Armazém", "Implicante" e "Vox Populi").
Aí vem o segundo Cd, que começa com qualquer coisa, menos música, pois poupem-me das explicações filosóficas e políticas do porquê daquelas frases soltas em "La critique" (ainda influenciada por Tom Zé). Seguem-se duas ótimas músicas, "Então vá se perder" e "Carvão", que deveriam estar, porém, separadas, já que tem arranjos e ritmos muito parecidos. A Leve e descontraída "Manhã" te faz viajar numa tarde de verão acompanhado de uma paixão. A "Homens e Mulheres" mostra outro deslize da Ana; não que seja contra a mensagem passada pela música (o bissexualismo), mas é que ela é ruinzinha de dar dó. "Corredores", música fossa, cairia muito bem na voz de Nana Caymmi. Logo depois vem "Sentimentos", música feita para completar o cd: instrumental e chata. "Cantinho" é outra música inspirada em Tati Quebra Barraco: sem comentários. "Eu não paro", a melhor música do cd, e "Claridade" são outras jóias raras desse cd. O ótimo samba "Milhares de samba" é digno do melhores sambistas do Brasil (Cartola, Paulinho da Viola...). infelizmente, Ana Carolina resolveu terminar o cd com o remix de "Eu comi a Madonna". Já que um é pouco, ela resolveu cantar essa porcaria de música duas vezes, agora numa versão dance, para tocar nas baladas ao lado de Mc Serginho, Tati Quebra Barraco, Bonde do Tigrão, dentre outras porcarias.
Ana Carolina infelizmente errou. Ela tinha tudo para fazer desse o melhor cd já gravado na sua carreira, porém, a idéia de fazer um cd duplo, arruinou com esta possibilidade. Se tivesse feito um cd, com o melhor do duplo, com certeza já estaria entre os clássicos da mpb. Ela definitivamente Caetaneou, tornando "Dois Quartos" uma surpresa a cada faixa: ao mesmo tempo em que fez pérolas da mpb, fez coisas péssimas, indo do bestial ao genial numa facilidade digna de Caetano Veloso.

segunda-feira, novembro 20, 2006

A última grande lição

Acabei de ler o "A última grande lição - O sentido da vida", de Mitch Albom. É a história do reencontro de um homem com seu ex professor, mais de vinte anos depois, após este contraira uma doença rara e incurável (ELA). As lições de vida são incríveis. Me fez refletir sobre muitas coisas. Família, amigos, casamento, trabalho, etc. são alguns dos temas abordados dentro dos diálogos entre o velho treinador e seu jogador.
Aconselho, a quem interessar uma leitura leve e reflexiva, a ler esse livro. Realmente, uma lição de vida.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Novos tempos

Depois que saí de férias minha vida mudou muito. Trabalhei apenas dois dias no Mc Donald´s e, 10 dias depois, já estava na Fininvest. Trabalho agora de segunda a sexta, das 09 às 18:00 e , aos sábados, das 09:00 às 13:00. Adeus trabalho aos domingos e feriados; adeus a uma vida totalmente sem programação. Não posso dizer "dessa água nunca mais beberei", mas pretendo realmente nunca mais beber.
A oportunidade que tenho agora me é muito interessante. Sou agora o gerente da loja (ou filal, segundo o "dialeto" local), sendo responsável por toda a estratégia de vendas, de pessoal e financeira. Cheguei na filial no dia 13 de outubro, após um treinamento de 01 mês, totalmente perdido no ambiente e na rotina de trabalho. Logo de cara vi uma grande filial, com um enorme potencial de vendas, mas com funcionários desmotivados, cabreiros, além de sentir um clima muito ruim. Tive que fazer, primeiro, um trabalho de motivação dos funcionários. Depois, treinar as crianças e ajustar a algumas coisas. O resultado foi que, quando entrei, havia uma previsão muito ruim de vendas e conseguimos quase dobrar isso (a previsão era de 46% da meta e chegamos a 87%, crescendo 26% em relação ao mês anterior). O resultado está muito longe do esperado, mas já é um bom começo. O melhor de tudo é que consegui fazer com que o pessoal acreditasse que é possível reverter o número e deixar de ser a loja problema.
Na sexta teremos a visita de um ótimo vendedor (Douglas, da São Bento) que nos ensinará muita coisa e, na segunda, farei a contratação de um novo funcionário. Com certeza será um homem para dar um equilíbrio na loja, pois sou o único homem no meio de três mulheres. Infelizmente, não tenho com quem falar sobre mulher, carro, futebol, cerveja e todas as coisas de homem. Além do mais, preciso de uma pessoa mais racional e menos emotiva, e com certeza esse novo funcionário dará esse equilíbrio que preciso.
Com fé em Deus as coisas se resolverão e transformarei a filial Brás numa filial lucrativa.

segunda-feira, agosto 28, 2006

Acabaram-se as férias.

E esses são meus últimos minutos de férias... A cada vinda penso que a última foi a melhor. E dessa vez não foi diferente. Minhas férias foram maravilhosas.
Foram momentos de descontração com minha família, amigos e mulheres. Aconteceu de tudo um pouco: Concurso de estórias, caça ao tesouro, praia (Rio Vermelho e Barra do Itariri), chácara, cascata, festa em Pombal, visita a amigos em Feira, show de Jota Quest e Los Hermanos, reencontro com amigos de infância (Camila e Lucas), festa a fanasia, aniversário de Aline, reuniões no Opacc e Talismã, e cerveja e mais cerveja na praça, observando a vida passar sem compromisso algum.
Férias faz muito bem ao ser humano. O único momento ruim é quando elas acabam e deixo pra trás meu passado, amigos e, principalmente, minha família.

segunda-feira, agosto 21, 2006

O show dos Hermanos


Fui ao show dos Hermanos. Para mim foi maravilhoso, visto que sou fã da banda. Lembrei de muitas pessoas e momentos durante o show:

Fernanda:
"Ela é mais sentimental que eu. Então fica bem se eu sofro um pouco mais".

Bruno e Tati:
"Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você. Que explique a min ha paz. Tristeza nunca mais".

Cacau:
"Posso ouvir o vento soprar, assisitir a onda bater, mas o estrago que faz a vida é curta pra ver".

Rick:
"Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu cuidar do meu nariz".

Aline:
"Eu que já não quero mais ser um vencedor, levo a vida devagar pra não faltar amor".

J...
"Eu só aceito a condição de ter você só pra mim. Eu sei, não é assim, mas dixa eu fingir".
"E só de te ver eu penso em trocar a minha tv num jeito de te levar a qualquer lugar que você queira. E ir aonde o vento for, que pra nós dois, sair de casa já é se aventurar".

Alan:
"Quem sabe o que é ter e perder alguém"?

domingo, agosto 13, 2006

Férias: Manuela.


Minhas férias estão sendo inesquecíveis. Além de rever amigos, me divertir, tive a oportunidade de conhecer um outro lado de minha sobrinha, Manuela, que a cada dia que passa amo mais.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Voltei a escrever: minhas férias

Depois de muito tempo sem escrever, voltei a ativa. De lá pra cá muita coisa mudou: mudei de casa e bairro, meu melhor amigo foi pra Suíça, mudei de loja (Pirituba), e agora estou de férias na Bahia. É muito bom rever a família e amigos. Estive em Feira e pude rever grande parte dos meus amigos de faculdade. Alguns ainda não vi, pois estão em outras cidades (Aracaju, Salvador, Livramento), mas isso, pelo visto, ficará para uma próxima vez. Me diverti pra caramba em Feira: Fui a Forró do Fifó, um bar iluminado por candeeiros com os 2 Marcelos; Fui ao Cortiço com Marcelle e duas amigas (Paula e Eva); tomei cerveja e comi acarajé com Nara na Casa do Acarajé; Almocei com Maricéia e Zeinha; almocei também com Marleide, Lara, Itamara e Hayana; Fui ao show do Jota Quest e Los Hermanos; tomei umas cervas com Renata, Luiz, Vania, Juliano, Limão e Gilmara; passei uma tarde conversando com Léo e Michele, desfrutando da coisa linda que é o Rafael, filho deles; revi a loira mais chata e gente boa que existe, Janaína, com o seu filho que é uma peste; comi Galinha Mista no Gauchão; revi Herbert; reencontrei Cláudia, Igor (como tá grande), e Dona Miza; passeei pelo comércio de Feira (como cresceu) e pelo Iguatemi; e até relembrei dos velhos tempos de Bá, lavando pratos e arrumando compras (rs). Enfim, fiz tudo o que podia fazer e quase tudo o que queria.

quinta-feira, junho 29, 2006

Universo Paralelo

A vida tem sido um enigma indecifrável...
Vive-la tem sido um desafio inigualável...
O medo de me aproximar tem consumido minh´alma...
Quando o espírito imundo sai do homem, anda
Por lugares áridos, procurando descanso, e, não o encontrando,
Retorna para casa de onde saiu...
Dificilmente estarei livre deles, sempre voltam e me atormentam
Na escuridão dos meus sonhos que nunca lembrarei
Minha vida esta vazia, pouco importa...
Pouco importa levantar-se cedo ou tarde, não faz diferença...
Os dias parecem ser todos iguais, não há novos desafios
Ninguém precisa de mim...
Cada dia é um peso, é preciso matar o tempo...
Descobrir um jeito de não pensar, pois o pensamento dói...
E vem aquela vontade de beber, uma vontade de esquecer,
Uma vontade de morrer...e ao mesmo tempo viver
Viver no imenso universo frio, escuro e solitário.
Viver junto das mais belas estrelas que não falam
E não choram somente brilham...
Gostaria de viver no meu universo Paralelo, que criei...
Para tentar me esconder

(Rick Charlie Vinticinco)

quarta-feira, junho 28, 2006

Mudando...




Estou mudando. Não só de casa, mas de vida.
Há pouco mais de dois anos vim morar na Lapa com uma pessoa que até então era um conhecido. Disso passou a uma verdadeira amizade e o Rick eu considero e o chamo de irmão. Porém, ele está partindo: está indo para a Suíça, morar com a sua mãe. Quando me falou, não acreditei. Só fui acreditar há pouco mais de um mês, fazendo uma busca frenética por casa aqui na mesma região. Porém, não encontrei e agora estou indo para o Imirim, morar com uma pessoa que me é pouco conhecida. Como vai ser, não sei. Espero que tenha a sorte grande e ganhe novamente um grande amigo.
Junto a isso, problemas no trabalho estão me deixando louco. Não sei qual será meu futuro no Mc Donald´s, nem se terei futuro por lá. Estou mandando currículos para áreas diferentes da de alimentação, porém, no meu nível salarial, sem experiência, é mais complicado.
Entreguei nas mãos de Deus. Tento dormir mas não consigo. Tento deixar para o destino decidir, mas é difícil. Só me restarelaxar e viver um minuto de cada vez.