sexta-feira, abril 14, 2006

E chegou a Páscoa!!!

E chegou aPáscoa!!! Que vontade de estar em Cipó. Nessa terra, tudo é festa pagã. Em Cipó, Páscoa é época de esperar os amigos de outras cidades, se entorpecer bebendo vinho e dançar atrás do trio elétrico. Lembro que eu e Nara tínhamos um ritual: às vésperas eu, ela e mais dois amigos íamos para o murinho do rio atrás do hotel, com vários litros de vinho, e enchíamos a cara, esperando os amigos de fora chegarem. Ritual esse, que foi estendido ao São João. Lembro que bebemos com Nana, Lucas, Val, Vladimir, Sandra, Jucilene, Humberto, Cayo, Camila, Maristela ... Foram tantas emoções...
Sinto falta desse tempo. Sinto falta de quando era pré adolescente e adolescente. Nada pra fazer, curtindo festas, mulheres, violão... Como se diz: "cabelo ao vento e gente jovem reunida". Era muito legal. Tomar vinho a noite toda, dançar ao som de qualquer banda desconhecida como se fosse atração internacional, brincar, beijar e depois a saideira em Kulú. Sim, por que festa sem saideira em Kulú não era festa. Afinal, a resenha tinha que ser em Kulú. E para isso, nada melhor que Canário, Abel, Leonardo, Marinho e Quinho.
Depois disso, ir para casa com medo que painho e mainha já tivessem acordados, ou pior: que encontrasse meu pai indo comprar pão com aquela bicicleta verde que depois virou azul...
É curioso como agente não liga para essas coisas enquanto está vivendo-as. Depois que passa, a gente começa a vê-las de maneira diferente. Talvez por causa da saudade, a gente acaba romantizando-as. Mas uma coisa é certa: eu me diverti pra caralho nesse período.
Hoje está tudo diferente: Quinho é evangélico e casou, Canário está casado e mudado, Leonardo sumiu, Marinho idem, Abel mudou-se de Cipó, Sandra está com um filho, Humberto virou Dr. Humberto psicólogo (rs), Jucilene, devido a distância, tem novos amigos, Nana também sumiu, Wladimir ainda o encontro e tomo várias, Cayo é vereador e evangélico, Maristela continua a velha Mari e Camila está com um filho....
É, o tempo passa. E infelizmente não vivemos na na Terra do Nunca. Ficou a saudade.

"O tempo passa e nem tudo fica
A obra inteira de uma vida
O que se move
E o que nunca vai se mover".

Um comentário:

Anônimo disse...

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